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Dicas para evitar ser infetado com um trojan bancário
A melhor forma de cair nas malhas dos piratas e ser vítima de fraude bancária é a prevenção. Mas há outras coisas que pode fazer.
A ESET detetou em Portugal o trojan Win32/Spy.Hesperbot, que se dedica em exclusivo ao roubo de dados para aceder às contas de bancos das vítimas. Este tipo de ameaça começa a ser cada ver mais vulgar pelo que é preciso redobrar a atenção.
Nunca fornecer informação pessoal
Como é comum neste tipo de malware, este trojan tenta levar as vítimas a fornecer dados pessoais através de uma técnica de phishing. Muita atenção aos emails que recebe a pedir dados pessoais, porque nenhuma instituição lhe pedirá este tipo de informação. Por outro lado, tenha cuidado com os emails que incluem links e analise bem a informação antes de clicar num, mesmo que o email seja de alguém conhecido. Essa pessoa pode ter o PC infetado com um vírus, que está a tentar espalhar-se.
Manter o antivírus atualizado
Esta é básica. Quer tenha Windows, Linux ou Mac, é importante ter um programa antimalware instalado e atualizado para diminuir as hipóteses de ficar infetado. Mesmo sistemas operativos outrora imunes a ameaças pela falta de popularidade, como o Mac OS, são cada vez mais objeto de interesse. E mesmo no caso do Linux, onde há menos ameaças, a instalação de um antivírus assegura que não passa ficheiros infetados a terceiros, sem se aperceber.
Mantenha o sistema operativo atualizado
É muito importante manter o sistema operativo tão atualizado quanto possível. É verdade que é chato estar sempre a descarregar atualizações do Windows Update e a perder tempo, mas estas são essenciais para tapar os “buracos” de segurança que vão sendo descobertos. E o mesmo aplica-se aos programas que tem no computador. Software como o Java, Flash, Office e outros são muitas vezes usados como porta de entrada para o PC pelos piratas informáticos.
Crie um disco de arranque com antimalware
Há várias marcas que disponibilizam programas para criar um CD ou pen USB de arranque, com uma aplicação antimalware. Isto permite-lhe iniciar o PC em caso de infeção e garantir que pesquisa o PC a partir de uma fonte que não está infetada. Marcas como a AVG, Kaspersky, Avira e outras disponibilizam este tipo de programas que pode gravar para CD ou pen.
Evite scanners online
Se estiver desconfiado de um ficheiro e quiser saber se está infetado, evite os scanners online. Muitas vezes, os mesmos são usados por piratas para saber o que as empresas estão a fazer em termos de ferramentas e deteção, com o objetivo de criar ameaças cada vez mais poderosos. Se desconfiar da proveniência do ficheiro, não o use.
Use o bom senso
Nenhum antivírus ou conjunto de ferramentas antimalware é 100% eficaz. A velocidade a que aparecem novas ameaças é de tal modo elevada que se torna impossível manter os produtos atualizados e capazes de detetar todas as ameaças. Portanto, use o bom senso e mantenha-se seguro. Esteja atento a emails que pedem informações pessoais, tenha cuidado com os sites que visita e mantenha sempre programas, antivírus e sistema operativo atualizados.
Vírus bancário em Portugal
Chama-se 'Hesperbot' e é o novo vírus que está a atingir os bancos portugueses que têm serviço na Internet. O caso está a ser divulgado pela empresa de segurança Eset, que revelou que isto acontece através da “utilização de uma imagem cuidada e alusiva às instituições bancárias para convencer as vítimas”
'Hesperbot', o novo vírus que rouba dados bancários, já chegou ao País. O caso começou na República Checa, mas já afectou utilizadores do Reino Unido, Turquia e Tailândia.
Em Portugal, os lesados são os clientes ‘online’ do Santander, Millenium BCP, Caixa Geral de Depósitos e BPI.
O processo é simples: o vírus ‘chega’ por e-mail e ao entrar no computador da vítima, consegue memorizar os dados do utilizador, assim como todo o seu histórico (sites que visita, imagens que grava e teclas que pressiona).
Segundo explica a empresa de segurança Eset, que trouxe o caso a público, a eficácia prende-se com a “utilização de uma imagem cuidada e alusiva às instituições bancárias para convencer as vítimas” a abrir o tal correio electrónico.
O objectivo dos ‘cibercriminosos’ é “obter as credenciais que dão acesso à conta bancária da vítima, levando-a a instalar aplicações maliciosas nos seus dispositivos móveis Android, Symbian ou Blackberry”, adiantou aquela empresa na sua página na Internet
Mais:
A ESET indica que detetou em Portugal um trojan que ataca especificamente os utilizadores da banca online.
Em comunicado de imprensa, a ESET indica que os seus investigadores descobriram um perigoso trojan bancário em Portugal. Esta ameaça é especificamente dirigida a quem usa a banca online e tem tido presença na Europa de Leste e Ásia.
Com o nome de código Win32/Spy.Hesperbot, esta ameaça tem capacidades de keylogger, pode criar capturas de ecrã e vídeo, configurar um proxy remoto e inclui ainda outras funcionalidades avançadas como a possibilidade de estabelecer uma ligação remota à revelia do utilizador, que permite o acesso instantâneo ao sistema infetado.
Para enganar os utilizadores é utilizado um email da PT com um aspeto gráfico credível que leva as vítimas a executarem as aplicações com código malicioso. De acordo com a ESET, foram detetadas infeções em Portugal, República Checa e Reino Unido, com a Turquia a ser o país que regista maior número de infeções.
Em Portugal, o trojan é dirigido aos clientes da Caixa Geral de Depósitos, BPI, Millenium BCP e Santander Totta. O comunicado refere que terão sido até agora afetadas algumas dezenas de clientes.