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Fim das tarifas de roaming na UE.... 10 respostas ás dúvidas
O Parlamento Europeu aprovou hoje um pacote de medidas na área das comunicações eletrónicas onde se integra o fim das tarifas de roaming no espaço da União Europeia. Se tem dúvidas sobre o tema esclareça-as aqui.
O plano europeu para harmonizar o acesso a serviços digitais no espaço da União Europeia é antigo, mas o caminho não tem sido fácil. Esbarra nos lobbies das indústrias envolvidas nas áreas mais determinantes para promover essa união, nas divergências de legislação entre países e na falta de vontade política para alterar regras que deixam de servir interesses nacionais e promover receitas locais, para se focarem em objetivos mais amplos.
Esta terça-feira foi concretizado um dos passos mais ambiciosos nesta caminhada, com a votação favorável no Parlamento Europeu do fim das tarifas de roaming na UE. Aqui ficam as respostas às questões que pode levantar esta mudança, capaz de gerar efeitos positivos no bolso de todos os europeus que viajam na região.
O fim do roaming está previsto para quando?
Entra em vigor a 15 de junho de 2017.
Na prática o que significa a abolição das tarifas de roaming?
Significa que quando viajar para outro país da União Europeia deixará de estar sujeito a tarifários mais caros que os pagos quando comunica através do telemóvel em Portugal.
O fim das tarifas extra na União Europeia vai aplicar-se só às chamadas de voz?
Não, também se aplica ao envio e receção de SMS e às outras comunicações de dados, ou seja, ao acesso à Internet a partir do smartphone.
Será possível beneficiar do fim do roaming noutros países da região, não integrados na União Europeia?
Não. A medida só produzirá efeitos em países da União Europeia.
Até junho de 2017 será feita mais alguma alteração aos preços das chamadas em roaming na UE?
Sim. A 30 de abril do próximo ano a eurotarifa volta a ser revista, para preparar a transição para o fim do roaming. Todos os operadores móveis no espaço europeu terão de oferecer planos de preços que só podem exceder os tarifários pagos no país de origem (Portugal, neste caso) em:
5 cêntimos por minuto, nas chamadas
2 cêntimos por SMS enviado
5 cêntimos por megabyte consumido
Ao valor do tarifário normalmente pago pelo consumidor quando está em Portugal e ao extra permitido em roaming soma-se o valor do IVA.
O que é a eurotarifa?
Eurotarifa é a designação habitual da tarifa de referência criada pela Comissão Europeia para começar a alinhar os preços das comunicações móveis no espaço da União Europeia. Foi introduzida em 2007 e desde então permitiu reduções de preços na ordem dos 80% para os europeus que viajam dentro da região. A área onde o impacto da eurotarifa foi mais marcante foi no acesso móvel à Internet, onde o preço caiu 91%. Isso refletiu-se num aumento exponencial do volume de dados transacionados, que aumentou 630%.
Os preços que entram em vigor a 30 de abril de 2016 vão traduzir-se em poupanças para os consumidores?
Sim. Representam redução de preços na ordem dos 75%, para as chamadas e utilização da Internet e de 67% nas mensagens de texto (SMS).
Hoje, quanto custam as comunicações móveis em roaming na UE?
Cada operador é livre de criar tarifários mais baratos que a eurotarifa mas todos estão obrigados neste momento a garantir uma oferta que cobre 19 cêntimos por minuto nas comunicações de voz, seis cêntimos por SMS enviado e 20 cêntimos por megabyte.
O que dizem os operadores de telecomunicações desta mudança?
Estão contra a abolição total de custos extra porque consideram que as suas redes vão ser sobrecarregadas de tráfego sem poderem ser devidamente compensados por isso. A questão levanta-se sobretudo nos países que recebem muitos turistas, como Portugal. Os operadores defendem a introdução de tetos máximos de consumo a preços iguais aos que os viajantes pagariam em casa para amortecer os efeitos negativos da medida.
Há vários anos que a Comissão Europeia “mexe” nos preços do roaming, porque determina o fim destas tarifas só agora?
O processo foi definido por fases, que implicaram uma redução progressiva dos preços ao consumidor, mas também nos preços praticados entre operadores. Essas alterações foram preparando o mercado para esse passo, que sempre esteve na linha de horizonte da CE e que agora é encarado como parte indispensável na criação de um Mercado Único Digital.
Quer saber quanto é que a sua fatura de telecomunicações vai aumentar em 2015?
Algumas operadoras já comunicaram os novos preços para 2015, embora não estejam muito acessíveis nem claros. Em ano de inflação próxima do 0, ou de deflação, o aumento vai pesar no bolso dos utilizadores.

As regras dizem que as alterações de preços devem ser comunicadas com 1 mês de antecedência, e tradicionalmente as operadoras de comunicações têm avisado os clientes – por SMS ou nas faturas, consoante o caso - colocado a informação nos sites, junto aos tarifários, mas muitas vezes os dados são difíceis de encontrar e as contas de fazer.
Este ano a NOS e a MEO já fizeram parte do trabalho, avisando os clientes para as mudanças que têm efeito a partir de 1 de janeiro, mas a Vodafone volta a estar atrasada, o que já aconteceu no ano passado, e conta divulgar os novos valores só a16 de dezembro, para entrarem em vigor a 16 de janeiro.
O atraso na comunicação está a deixar alguns clientes ansiosos, sem saberem qual o peso que os aumentos vão ter no seu orçamento mensal, sobretudo porque as telecomunicações já têm um impacto importante no cabaz de compras das famílias.
Tito Rodrigues, responsável pelas relações institucionais da DECO disse que o número de queixas sobre esta matéria é ainda reduzido, mas confessou que também na associação de proteção de consumidores tinham procurado a informação sobre os novos preços sem a encontrar.
Recordando outros anos em que em novembro já havia certezas sobre os aumentos a aplicar, Tito Rodrigues admite que poderá haver práticas diferenciadas na aplicação dos aumentos, sendo alguns válidos apenas para novos clientes, até porque a justificação do aumento da inflação se torna fraca.
“Olhando para um aumento de 3% no ano passado, com uma inflação próxima do zero, e num ano em que se esperam valores muito baixos ou deflação, é difícil justificar novos aumentos na ordem dos 3%”, explica.
Este é porém o valor que está em cima da mesa para os diferentes pacotes de telecomunicações, desde os triple, quad e quintuple play aos pacotes individuais de internet ou telemóvel, o que pode ter um peso de mais um euro na fatura por mês em pacotes mais caros.
Atualmente as faturas de comunicações têm um peso entre 3 a 5% nas despesas mensais, considerando o rendimento médio das famílias, estima a DECO, e por isso não é displicente começar a fazer contas aos aumentos.
A aplicação de regras de fidelização de 24 meses aos novos contratos – ou alterações dentro do mesmo contrato – acaba por prender os clientes a estes tarifários, limitando a flexibilidade, um processo que tem vindo a ser questionado pela DECO.
Afinal quanto vai aumentar a fatura?
Quem quer saber já quanto vai aumentar a sua fatura de telecomunicações pode contactar o operador e perguntar os valores, ou passar pelo longo processo de procurar a nova informação nos sites.
A MEO garante que já tem a informação sobre os novos preços online há cerca de um mês, num PDF com 11 páginas que tem todos os detalhes dos aumentos nos vários tarifários e que está quase escondido nas linhas de informação junto aos vários quadros de preços para as diferentes ofertas da empresa.
Se quiser ser rigoroso e ver os dados pode fazê-lo neste link, mas em termos gerais a PT Portugal vai aumentar os tarifários uma média de2,5%, para todos os clientes, embora em alguns casos os acertos aos cêntimos possa “engordar” este valor.
Pacotes Triple, Quadruple e Quintuple play (com TV + Net+ Telefone + Telemóvel e Internet móvel), para serviços de Fibra, ADSL e Satélite, estão na lista, mas também assinaturas e as chamadas das linhas fixas e móveis estão detalhadas.
Na NOS a informação da alteração de preços foi também feita aos utilizadores individuais e empresas, mas a procura da informação detalhada é igualmente difícil. Não foi possível perceber quando terá sido colocada online a informação, mas nas páginas a indicação da última alteração realizada data de hoje, 5 de dezembro.
A empresa optou por separar a informação para os clientes com Fibra e com Satélite, o que simplifica a consulta mas não a complexidade da informação.
Em média os aumentos rondam os 3% depois de no ano passado ter rondado os 2,5%, e é aplicável a todos os clientes e todos os tarifários.
Os clientes da Vodafone ainda têm de esperar mais algum tempo antes de fazer contas ao orçamento para 2015 porque a empresa só deverá divulgar os tarifários a 16 de dezembro, para aplicação 1 mês depois, a 16 de janeiro. Já no ano passado a operadora se atrasou na apresentação dos tarifários, aplicando os novos preços apenas em fevereiro.
Nos últimos anos o aumento de preços tem rondado os 3%, chegando em alguns casos pontuais aos 5%, sempre fundamentado pela inflação, que tem ficado abaixo deste valor e que agora poderá até ser negativa. Mesmo sem qualquer indexação legal dos preços à taxa da inflação esta é uma situação que as operadoras não vão conseguir justificar durante muito tempo…
As regras dizem que as alterações de preços devem ser comunicadas com 1 mês de antecedência, e tradicionalmente as operadoras de comunicações têm avisado os clientes – por SMS ou nas faturas, consoante o caso - colocado a informação nos sites, junto aos tarifários, mas muitas vezes os dados são difíceis de encontrar e as contas de fazer.
Este ano a NOS e a MEO já fizeram parte do trabalho, avisando os clientes para as mudanças que têm efeito a partir de 1 de janeiro, mas a Vodafone volta a estar atrasada, o que já aconteceu no ano passado, e conta divulgar os novos valores só a16 de dezembro, para entrarem em vigor a 16 de janeiro.
O atraso na comunicação está a deixar alguns clientes ansiosos, sem saberem qual o peso que os aumentos vão ter no seu orçamento mensal, sobretudo porque as telecomunicações já têm um impacto importante no cabaz de compras das famílias.
Tito Rodrigues, responsável pelas relações institucionais da DECO disse que o número de queixas sobre esta matéria é ainda reduzido, mas confessou que também na associação de proteção de consumidores tinham procurado a informação sobre os novos preços sem a encontrar.
Recordando outros anos em que em novembro já havia certezas sobre os aumentos a aplicar, Tito Rodrigues admite que poderá haver práticas diferenciadas na aplicação dos aumentos, sendo alguns válidos apenas para novos clientes, até porque a justificação do aumento da inflação se torna fraca.
“Olhando para um aumento de 3% no ano passado, com uma inflação próxima do zero, e num ano em que se esperam valores muito baixos ou deflação, é difícil justificar novos aumentos na ordem dos 3%”, explica.
Este é porém o valor que está em cima da mesa para os diferentes pacotes de telecomunicações, desde os triple, quad e quintuple play aos pacotes individuais de internet ou telemóvel, o que pode ter um peso de mais um euro na fatura por mês em pacotes mais caros.
Atualmente as faturas de comunicações têm um peso entre 3 a 5% nas despesas mensais, considerando o rendimento médio das famílias, estima a DECO, e por isso não é displicente começar a fazer contas aos aumentos.
A aplicação de regras de fidelização de 24 meses aos novos contratos – ou alterações dentro do mesmo contrato – acaba por prender os clientes a estes tarifários, limitando a flexibilidade, um processo que tem vindo a ser questionado pela DECO.
Afinal quanto vai aumentar a fatura?
Quem quer saber já quanto vai aumentar a sua fatura de telecomunicações pode contactar o operador e perguntar os valores, ou passar pelo longo processo de procurar a nova informação nos sites.
A MEO garante que já tem a informação sobre os novos preços online há cerca de um mês, num PDF com 11 páginas que tem todos os detalhes dos aumentos nos vários tarifários e que está quase escondido nas linhas de informação junto aos vários quadros de preços para as diferentes ofertas da empresa.
Se quiser ser rigoroso e ver os dados pode fazê-lo neste link, mas em termos gerais a PT Portugal vai aumentar os tarifários uma média de2,5%, para todos os clientes, embora em alguns casos os acertos aos cêntimos possa “engordar” este valor.
Pacotes Triple, Quadruple e Quintuple play (com TV + Net+ Telefone + Telemóvel e Internet móvel), para serviços de Fibra, ADSL e Satélite, estão na lista, mas também assinaturas e as chamadas das linhas fixas e móveis estão detalhadas.
Na NOS a informação da alteração de preços foi também feita aos utilizadores individuais e empresas, mas a procura da informação detalhada é igualmente difícil. Não foi possível perceber quando terá sido colocada online a informação, mas nas páginas a indicação da última alteração realizada data de hoje, 5 de dezembro.
A empresa optou por separar a informação para os clientes com Fibra e com Satélite, o que simplifica a consulta mas não a complexidade da informação.
Em média os aumentos rondam os 3% depois de no ano passado ter rondado os 2,5%, e é aplicável a todos os clientes e todos os tarifários.
Os clientes da Vodafone ainda têm de esperar mais algum tempo antes de fazer contas ao orçamento para 2015 porque a empresa só deverá divulgar os tarifários a 16 de dezembro, para aplicação 1 mês depois, a 16 de janeiro. Já no ano passado a operadora se atrasou na apresentação dos tarifários, aplicando os novos preços apenas em fevereiro.
Nos últimos anos o aumento de preços tem rondado os 3%, chegando em alguns casos pontuais aos 5%, sempre fundamentado pela inflação, que tem ficado abaixo deste valor e que agora poderá até ser negativa. Mesmo sem qualquer indexação legal dos preços à taxa da inflação esta é uma situação que as operadoras não vão conseguir justificar durante muito tempo…
O futuro da marca Zon Optimus clarificada pela mudança de donos no site nos.pt
O que podem os endereços de Internet dizer sobre o futuro da Zon Optimus? Ao que tudo indica a operadora vai mesmo assumir a marca NOS, que poderá ser oficialmente apresentada até ao final de maio.
Depois de concretizado o processo de fusão entre a Zon e a Optimus a grande questão que surgiu estava relacionada com o futuro da marca. Quem iria prevalecer? Iriam coexistir? Ou dariam lugar a uma transformação da operadora? A última opção é a mais correta de acordo com várias informações reunidas.
O Jornal de Negócios avançou esta semana que a Zon Optimus está a trabalhar na transformação da marca para “nós”, tendo sido equacionadas as opções “eza” e “nex”. Foram à procura de maiores certezas através dos possíveis futuros endereços Web da operadora e os caminhos apontam de facto para a marca NOS.
O site nos.pt era pertence da Associação de Pais e Técnicos para a Integração do Deficiente. Entre o final de fevereiro e o início de março o endereço foi cedido, sem nenhuma contrapartida económica pela associação. Quem o confirmou foi o presidente da mesma, Humberto Candeias.
Humberto Candeias diz desconhecer o envolvimento da Zon Optimus no processo de cedência do endereço de Internet, tendo dito que o processo foi tratado por uma empresa de advogados, com quem fizeram todos os contactos. Entretanto a associação NÓS mudou para o endereço nos.org.pt.
Contactou a PLMJ, a sociedade de advogados que fez consultoria e aconselhamento no processo de fusão entre as duas operadoras, para saber o que a empresa teria a dizer sobre o caso. A resposta veio por parte da assessoria de imprensa: “não podemos comentar nem dar informações que envolvam clientes”.
Informação sobre os outros dois hipotéticos nomes/endereços. O nex.pt é pertence da empresa de soluções online Nex, está registado desde 2010 e continua ligado à empresa. O domínio eza.pt foi registado ontem, 1 de maio – ao seu proprietário foram enviadas questões relacionadas com uma possível ligação à Zon Optimus, mas ainda não houve uma resposta.
Mesmo sem confirmações, o único facto que foi possível apurar está relacionado com a cedência do domínio nos.pt por parte da associação NÓS. E somando este valor ao relato prévio do Jornal de Negócios e ao investimento que já terá sido feito na nova marca, tudo aponta para que esse seja o nome escolhido.
Confirma-se entretanto com um alto grau de probabilidade que NOS vai ser o novo nome da operadora de telecomunicações e que pode ser apresentada ainda antes do final de maio. Compreendeu também que a designação não terá acento tal como acontece com o pronome pessoal da língua portuguesa. Não foi obtida nenhuma informação sobre a filosofia que estará por trás da marca e da campanha de rebranding.
Tanto sobre a questão de propriedade do endereço como na questão da marca NOS, a Zon Optimus não fez comentários quando questionada.
O Jornal de Negócios avançou esta semana que a Zon Optimus está a trabalhar na transformação da marca para “nós”, tendo sido equacionadas as opções “eza” e “nex”. Foram à procura de maiores certezas através dos possíveis futuros endereços Web da operadora e os caminhos apontam de facto para a marca NOS.
O site nos.pt era pertence da Associação de Pais e Técnicos para a Integração do Deficiente. Entre o final de fevereiro e o início de março o endereço foi cedido, sem nenhuma contrapartida económica pela associação. Quem o confirmou foi o presidente da mesma, Humberto Candeias.
Humberto Candeias diz desconhecer o envolvimento da Zon Optimus no processo de cedência do endereço de Internet, tendo dito que o processo foi tratado por uma empresa de advogados, com quem fizeram todos os contactos. Entretanto a associação NÓS mudou para o endereço nos.org.pt.
Contactou a PLMJ, a sociedade de advogados que fez consultoria e aconselhamento no processo de fusão entre as duas operadoras, para saber o que a empresa teria a dizer sobre o caso. A resposta veio por parte da assessoria de imprensa: “não podemos comentar nem dar informações que envolvam clientes”.
Informação sobre os outros dois hipotéticos nomes/endereços. O nex.pt é pertence da empresa de soluções online Nex, está registado desde 2010 e continua ligado à empresa. O domínio eza.pt foi registado ontem, 1 de maio – ao seu proprietário foram enviadas questões relacionadas com uma possível ligação à Zon Optimus, mas ainda não houve uma resposta.
Mesmo sem confirmações, o único facto que foi possível apurar está relacionado com a cedência do domínio nos.pt por parte da associação NÓS. E somando este valor ao relato prévio do Jornal de Negócios e ao investimento que já terá sido feito na nova marca, tudo aponta para que esse seja o nome escolhido.
Confirma-se entretanto com um alto grau de probabilidade que NOS vai ser o novo nome da operadora de telecomunicações e que pode ser apresentada ainda antes do final de maio. Compreendeu também que a designação não terá acento tal como acontece com o pronome pessoal da língua portuguesa. Não foi obtida nenhuma informação sobre a filosofia que estará por trás da marca e da campanha de rebranding.
Tanto sobre a questão de propriedade do endereço como na questão da marca NOS, a Zon Optimus não fez comentários quando questionada.
Zon Optimus entra no mercado das comunicações fixas telefónicas em junho (serviço universal )
Já foi aprovado o diploma que revoga a concessão do serviço universal à PT Comunicações. A partir de junho será a Zon Optimus a garantir essa oferta.
A alteração põe no terreno o novo quadro legal aprovado para o serviço universal e valida o resultado do concurso público que atribuiu à Zon e à Optimus, ainda antes da fusão entre as duas empresas, a concessão.
No documento ontem aprovado em conselho de ministros define-se que a revogação do contrato de concessão com a PT Comunicações tem efeitos a partir de um de junho. Após essa data entre em vigor o "novo regime de prestação do serviço universal", detalha o comunicado do conselho de ministros.
Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião, o Governo garantiu que o acordo de concessão com a Zon Optimus seria assinado ainda esta semana, dando seguimento ao processo, que se arrasta há vários meses.
A entrega do serviço universal à Zon Optimus implica o pagamento de uma indemnização de 33,5 milhões de euros, já que a empresa tinha a concessão do serviço até 2025. A realização antecipada do concurso foi uma imposição de Bruxelas, na sequência de queixas apresentadas pelos operadores portugueses, pelo facto de a concessão ter sido atribuída à PT sem um concurso público.
Recorde-se que a PT foi sempre a empresa responsável pela prestação deste serviço, que assegura o direito a comunicações fixas telefónicas em qualquer ponto do país. Primeiro porque tinha a concessão da rede fixa do Estado e mais tarde, quando comprou a rede básica de telecomunicações, pelo acordo que agora será revogado.
No documento ontem aprovado em conselho de ministros define-se que a revogação do contrato de concessão com a PT Comunicações tem efeitos a partir de um de junho. Após essa data entre em vigor o "novo regime de prestação do serviço universal", detalha o comunicado do conselho de ministros.
Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião, o Governo garantiu que o acordo de concessão com a Zon Optimus seria assinado ainda esta semana, dando seguimento ao processo, que se arrasta há vários meses.
A entrega do serviço universal à Zon Optimus implica o pagamento de uma indemnização de 33,5 milhões de euros, já que a empresa tinha a concessão do serviço até 2025. A realização antecipada do concurso foi uma imposição de Bruxelas, na sequência de queixas apresentadas pelos operadores portugueses, pelo facto de a concessão ter sido atribuída à PT sem um concurso público.
Recorde-se que a PT foi sempre a empresa responsável pela prestação deste serviço, que assegura o direito a comunicações fixas telefónicas em qualquer ponto do país. Primeiro porque tinha a concessão da rede fixa do Estado e mais tarde, quando comprou a rede básica de telecomunicações, pelo acordo que agora será revogado.
Mudança da TMN para Meo realiza-se hoje nas redes sociais... os fãs com o bónus de poder ganhar telemóveis
Mais de duas semanas depois do anúncio da mudança da marca TMN para MEO, a empresa dá hoje mais um passo na transformação, com o encerramento das páginas da marca móvel nas redes sociais. Mas estão preparadas surpresas os fãs do Facebook.
Os mais de 839 mil fãs da página da TMN no Facebook vão ter acesso a uma aplicação que lhes permitirá guardar o post de que mais gostam no seu próprio mural. A iniciativa é inovadora e vem acompanhada de "bónus" com a possibilidade de ganhar telemóveis.
Os fãs podem escolher entre os mais de 4 mil posts colocados na página da TMN desde 2009, podendo guardar apenas um. A cada 250 posts guardados através desta aplicação será oferecido um iPhone.
Segundo fonte da Portugal Telecom, vão ser disponibilizados 20 iPhones 5C de 16 GB para esta oferta de mudança, que antecipa a convergência com a marca MEO também nas redes sociais.

Recorde-se que a Portugal Telecom anunciou o fim da marca TMN e a mudança para MEO no dia 27 de janeiro, no âmbito da estratégia global de redefinição de marcas dentro do Grupo.
A TMN tinha mais de 7 milhões de clientes que agora transitam para a marca MEO. A marca móvel criada em 1991 chegou a alcançar a liderança em número de fãs entre as páginas de Facebook de marcas portuguesas.
Para além da página do Facebook, também a presença da TMN no Twitter e LinkedIn vai agora se assumida pelo MEO. No Twitter a marca contava com mais de 8 mil seguidores.
Os fãs podem escolher entre os mais de 4 mil posts colocados na página da TMN desde 2009, podendo guardar apenas um. A cada 250 posts guardados através desta aplicação será oferecido um iPhone.
Segundo fonte da Portugal Telecom, vão ser disponibilizados 20 iPhones 5C de 16 GB para esta oferta de mudança, que antecipa a convergência com a marca MEO também nas redes sociais.
Recorde-se que a Portugal Telecom anunciou o fim da marca TMN e a mudança para MEO no dia 27 de janeiro, no âmbito da estratégia global de redefinição de marcas dentro do Grupo.
A TMN tinha mais de 7 milhões de clientes que agora transitam para a marca MEO. A marca móvel criada em 1991 chegou a alcançar a liderança em número de fãs entre as páginas de Facebook de marcas portuguesas.
Para além da página do Facebook, também a presença da TMN no Twitter e LinkedIn vai agora se assumida pelo MEO. No Twitter a marca contava com mais de 8 mil seguidores.
Vodafone Portugal perdeu quase meio milhão de clientes em 2013
A Vodafone Portugal terminou o último trimestre de 2013 com quase 5,8 milhões de clientes. No último ano a operadora reduziu em quase meio milhão o número de subscritores no mercado português.
No final de dezembro a Vodafone somava em Portugal 5.774 mil clientes. Há um ano, no final do seu terceiro trimestre fiscal, a empresa acumulava em Portugal 6.267 mil clientes, o que se traduz numa diminuição de 493 mil. O trimestre agora em análise contribui para esta diminuição com a perda de 122 mil clientes. O relatório de contas da empresa, hoje divulgado, também mostra que as receitas de serviços no mercado local ascenderam a 198 milhões de libras (238,64 milhões de euros), ligeiramente abaixo do registado em dezembro do ano passado.
Os quase 5,8 milhões de clientes da operadora em Portugal falaram entre outubro e dezembro mais de 3,1 mil milhões de minutos ao telemóvel, número que representa um crescimento, tanto no que se refere aos três meses anteriores, como relativamente ao período homólogo. Já a utilização do serviço de mensagens diminuiu face aos mesmos indicadores comparativos, fixando-se em 4,28 mil milhões. A utilização de dados móveis (em minutos) alcançou os 2,9 mil milhões, menos que no trimestre de Natal, mas acima dos valores registados em todos os trimestres anteriores.
A esmagadora maioria dos clientes da operadora em Portugal são pré-pagos, uma preferência que é mais elevada em Portugal que em qualquer outro país europeu, com exceção de Itália.
Em média cada cliente da Vodafone Portugal gastou mensalmente 11,8 euros, um valor que baixa entre os utilizadores de cartões pré-pagos (para 8,2 euros ) e que aumenta nos contratos (para 27,5 euros). Ainda assim, 37,2% dos cartões ativos na rede da operadora dão serviço a smartphones, 70% dos quais com planos de dados ativos.
O relatório também divulga informação relativamente ao número de clientes de banda larga fixa da Vodafone em Portugal, revelando que no final de dezembro a operadora geria 172 mil clientes neste serviço, tendo ganho 39 mil novos subscritores no trimestre.
A operação portuguesa de serviços fixos de Internet é apenas a 5ª maior do grupo na Europa (em toda a região a Vodafone soma 5,8 milhões de clientes neste serviço), mas no trimestre foi uma das que mais cresceu, sendo responsável por quase metade das adições líquidas contabilizadas.
Os resultados hoje divulgados também mostram indicadores de performance da operação portuguesa na primeira metade do ano fiscal em curso (que termina no final de março). Segundo estes indicadores, o grupo britânico faturou em Portugal 460 milhões de libras entre abril e setembro. Um ano antes, no mesmo período, tinha somado 479 milhões de libras no primeiro semestre.
O EBITDA para o mesmo período foi de 176 milhões de libras, recuando 15 milhões de libras na comparação e os lucros seguiram a mesma tendência, recuando para os 90 milhões de libras, contra 106 milhões de libras no período homólogo.
A nível global, a Vodafone terminou o trimestre com receitas de 10,97 mil milhões de libras (13,21 mil milhões de euros), numa descida de 4,3%. O EBITDA atingiu os 5,57 mil milhões de libras (6,86 mil milhões de euros).
Os quase 5,8 milhões de clientes da operadora em Portugal falaram entre outubro e dezembro mais de 3,1 mil milhões de minutos ao telemóvel, número que representa um crescimento, tanto no que se refere aos três meses anteriores, como relativamente ao período homólogo. Já a utilização do serviço de mensagens diminuiu face aos mesmos indicadores comparativos, fixando-se em 4,28 mil milhões. A utilização de dados móveis (em minutos) alcançou os 2,9 mil milhões, menos que no trimestre de Natal, mas acima dos valores registados em todos os trimestres anteriores.
A esmagadora maioria dos clientes da operadora em Portugal são pré-pagos, uma preferência que é mais elevada em Portugal que em qualquer outro país europeu, com exceção de Itália.
Em média cada cliente da Vodafone Portugal gastou mensalmente 11,8 euros, um valor que baixa entre os utilizadores de cartões pré-pagos (para 8,2 euros ) e que aumenta nos contratos (para 27,5 euros). Ainda assim, 37,2% dos cartões ativos na rede da operadora dão serviço a smartphones, 70% dos quais com planos de dados ativos.
O relatório também divulga informação relativamente ao número de clientes de banda larga fixa da Vodafone em Portugal, revelando que no final de dezembro a operadora geria 172 mil clientes neste serviço, tendo ganho 39 mil novos subscritores no trimestre.
A operação portuguesa de serviços fixos de Internet é apenas a 5ª maior do grupo na Europa (em toda a região a Vodafone soma 5,8 milhões de clientes neste serviço), mas no trimestre foi uma das que mais cresceu, sendo responsável por quase metade das adições líquidas contabilizadas.
Os resultados hoje divulgados também mostram indicadores de performance da operação portuguesa na primeira metade do ano fiscal em curso (que termina no final de março). Segundo estes indicadores, o grupo britânico faturou em Portugal 460 milhões de libras entre abril e setembro. Um ano antes, no mesmo período, tinha somado 479 milhões de libras no primeiro semestre.
O EBITDA para o mesmo período foi de 176 milhões de libras, recuando 15 milhões de libras na comparação e os lucros seguiram a mesma tendência, recuando para os 90 milhões de libras, contra 106 milhões de libras no período homólogo.
A nível global, a Vodafone terminou o trimestre com receitas de 10,97 mil milhões de libras (13,21 mil milhões de euros), numa descida de 4,3%. O EBITDA atingiu os 5,57 mil milhões de libras (6,86 mil milhões de euros).
800 mil clientes da francesa Orange vítimas de ataque informático
O evento já foi confirmado pela empresa de telecomunicações: um ataque informático permitiu o acesso a dados pessoais de 800 mil clientes.
De acordo com a informação agora disponibilizada, o ataque terá ocorrido no passado dia 16 de janeiro, altura em que afetou 3% dos clientes de serviços online da empresa, o equivalente a 800 mil clientes, números avançados inicialmente pela revista francesa PC Impact.
Na mãos dos atacantes, que a operadora do grupo France Telecom não sabe ainda quem são, terão ficado, nomes, números de telefone, endereços de email e números de telefone, confirmou já a empresa.
As senhas de acesso ao site Orange.fr, o alvo do ataque, não estarão incluídas no leque de dados aos quais os hackers conseguiram aceder. No entanto a operadora adverte para a possibilidade de ataques que venham a tirar partidos dos dados roubados a meados do mês e avançou por isso com medidas.
No alerta publicado pela empresa, que é uma reação à notícia publicada primeiro pela imprensa, é feita referência a ataques de phishing, através dos quais os autores do ataque consigam aceder a mais dados de cada utilizador, assumindo a sua identidade digital.
Esta possibilidade levou a empresa francesa a fechar temporariamente o acesso dos utilizadores à área pessoal do site, recomendando ainda que estes alterem as suas credenciais de acesso ao site.
A Orange oferece serviços de telecomunicações móveis e fixos. Os utilizadores do site agora atacado são clientes da rede móvel da empresa ou dos serviços triple play, por exemplo.
O roubo de informação online é um problema cada vez mais sério para os gigantes da Internet, que são alvos privilegiados de ataques cada vez mais sofisticados e e mais direcionados para a obtenção de benefícios financeiros.
Na mãos dos atacantes, que a operadora do grupo France Telecom não sabe ainda quem são, terão ficado, nomes, números de telefone, endereços de email e números de telefone, confirmou já a empresa.
As senhas de acesso ao site Orange.fr, o alvo do ataque, não estarão incluídas no leque de dados aos quais os hackers conseguiram aceder. No entanto a operadora adverte para a possibilidade de ataques que venham a tirar partidos dos dados roubados a meados do mês e avançou por isso com medidas.
No alerta publicado pela empresa, que é uma reação à notícia publicada primeiro pela imprensa, é feita referência a ataques de phishing, através dos quais os autores do ataque consigam aceder a mais dados de cada utilizador, assumindo a sua identidade digital.
Esta possibilidade levou a empresa francesa a fechar temporariamente o acesso dos utilizadores à área pessoal do site, recomendando ainda que estes alterem as suas credenciais de acesso ao site.
A Orange oferece serviços de telecomunicações móveis e fixos. Os utilizadores do site agora atacado são clientes da rede móvel da empresa ou dos serviços triple play, por exemplo.
O roubo de informação online é um problema cada vez mais sério para os gigantes da Internet, que são alvos privilegiados de ataques cada vez mais sofisticados e e mais direcionados para a obtenção de benefícios financeiros.
TinCan... conheça o serviço de mensagens que dispensa os operadores de telecomunicações
E se pudesse estabelecer novas amizades, na vida real, mas com a ajuda do telemóvel sem precisar de acesso à Internet e de serviços de telefonia móvel? O TinCan apresenta um conceito fora do vulgar.
"Operadoras de telecomunicações? Não obrigado, nós falamos através da nossa própria rede". Caso tivesse um encontro furtivo com algum utilizador do TinCan, talvez esta fosse a resposta que ia receber à pergunta "o que é que faz essa aplicação?".
Na realidade o conceito é inovador: uma aplicação de messaging que permite comunicar sem ser necessária ligação à Internet ou serviços de telefonia móvel. A aplicação cria a sua própria rede, através do Wi-Fi do telemóvel, o que permite comunicar com outros utilizadores do TinCan.
É verdade que a aplicação tem mais constrangimentos do que vantagens propriamente ditas, mas lembre-se por exemplo de um cenário onde estão dezenas de milhares de pessoas concentradas - um concerto por exemplo. Por norma nestas situações a rede de telemóvel apresenta falhas.
Ou então também pode servir num ambiente de catástrofe natural em que os serviços de telecom tradicionais não funcionam.
Os operadores de telecomunicações vão ficar impedidos de falar em tráfego ilimitado!Sabe até onde vão os limites dos tarifários "ilimitados"?
Os operadores de telecomunicações vão ficar impedidos de falar em tráfego ilimitado quando tenham nas ofertas limites de consumo, mesmo que seja para utilização responsável.
A Anacom, o regulador do sector das telecomunicações, quer estabelecer limites à comunicação que os operadores fazem das suas ofertas, quando falem em tráfego ilimitado. É que, hoje, há ofertas que são promovidas como tendo tráfego ilimitado de voz, SMS ou internet, mas que na realidade têm um limite máximo que os operadores dizem ser de utilização responsável.
Ainda assim há consumidores que excedem esses limites e que, por isso, acabam por não ter o tráfego ilimitado que lhes é prometido. A Anacom quer acabar com isso.
E, por isso, tem um projecto de decisão, sobre o qual os operadores têm agora de se pronunciar, que regula essas ofertas "ilimitadas". De acordo com esse projecto, os operadores que falem em tráfego ilimitado nas ofertas têm "efectivamente" de não ter limites ou restrições ao longo de todo o período do contrato.
Por outro lado, "os operadores devem abster-se de qualificar como sendo de 'tráfego ilimitado', 'chamadas/SMS ilimitados' as ofertas em que a utilização seja restringida quando são atingidos certos limites – excepto quando a restrição resulte de circunstâncias excepcionais, nos termos da lei", diz a Anacom em comunicado.
A Anacom quer ainda que os operadores divulguem nas condições da oferta "informação clara e transparente sobre medidas restritivas ou de condicionamento de tráfego que excepcionalmente possam vir a aplicar".
Os operadores têm 20 dias para se pronunciar, devendo a Anacom, depois desse prazo legal, produzir a decisão final. Só nessa altura entrará em vigor. A Anacom explica, no comunicado, que esta decisão é produzida na medida em que tem recebido muitas reclamações dos consumidores.
A Anacom, o regulador do sector das telecomunicações, quer estabelecer limites à comunicação que os operadores fazem das suas ofertas, quando falem em tráfego ilimitado. É que, hoje, há ofertas que são promovidas como tendo tráfego ilimitado de voz, SMS ou internet, mas que na realidade têm um limite máximo que os operadores dizem ser de utilização responsável.
Ainda assim há consumidores que excedem esses limites e que, por isso, acabam por não ter o tráfego ilimitado que lhes é prometido. A Anacom quer acabar com isso.
E, por isso, tem um projecto de decisão, sobre o qual os operadores têm agora de se pronunciar, que regula essas ofertas "ilimitadas". De acordo com esse projecto, os operadores que falem em tráfego ilimitado nas ofertas têm "efectivamente" de não ter limites ou restrições ao longo de todo o período do contrato.
Por outro lado, "os operadores devem abster-se de qualificar como sendo de 'tráfego ilimitado', 'chamadas/SMS ilimitados' as ofertas em que a utilização seja restringida quando são atingidos certos limites – excepto quando a restrição resulte de circunstâncias excepcionais, nos termos da lei", diz a Anacom em comunicado.
A Anacom quer ainda que os operadores divulguem nas condições da oferta "informação clara e transparente sobre medidas restritivas ou de condicionamento de tráfego que excepcionalmente possam vir a aplicar".
Os operadores têm 20 dias para se pronunciar, devendo a Anacom, depois desse prazo legal, produzir a decisão final. Só nessa altura entrará em vigor. A Anacom explica, no comunicado, que esta decisão é produzida na medida em que tem recebido muitas reclamações dos consumidores.
5 mil minutos de conversa ao telemóvel é muito? E 8 mil minutos? Os serviços de comunicações anunciados como ilimitados têm limites de "utilização responsável" que estão longe de se ajustar ao conceito.
A expressão "utilização responsável" é utilizada já há bastante tempo pelas operadoras de comunicações para travar, ou bloquear, acesso a serviços usados de forma intensiva, mesmo quando se anuncia que não existem limites, nos tarifários "ilimitados". Comunicações de voz, SMS e mesmo Internet são alguns dos exemplos mais recorrentes.A prática tem sido por várias vezes contestada, e a DECO já tinha em setembro do ano passado lançado um alerta sobre os limites nos planos ilimitados, que apelidou de publicidade enganosa. Numa queixa entregue à Direção-Geral do Consumidor, a associação de defesa do consumidor exigia ainda a proibição da expressão "ilimitada" ou equivalente, em qualquer anúncio onde o serviço apresente limites.
Esta semana a Anacom divulgou um projeto de decisão nesta área, aplicado aos telemóveis na voz e SMS, que antecipa a introdução de medidas de limitação do uso da expressão "ilimitado".
A autoridade reguladora do mercado das comunicações afirma que as expressões "tráfego ilimitado" ou "chamadas/SMS ilimitadas" deverão ser usadas apenas em serviços que "sejam efetivamente disponibilizados "sem limites" ou "sem restrições" ao longo de todo o período de duração do contrato".
O processo permite agora aos operadores pronunciarem-se no prazo de um mês, e para já parece estar instalada a "lei do silêncio" do lado do Meo (que assume a marca TMN), Vodafone e Optimus (ou Zon Optimus). Todas as operadoras se escusaram a responder às perguntas , remetendo para as suas áreas de informação de tarifários no site, para a associação de operadores de comunicações ou alegando que não vão tornar pública uma posição até final do prazo definido pela Anacom para ouvir o mercado.
A falta de resposta já é, aliás, comum nesta área, onde o tem repetidamente questionado as operadoras sobre os limites efetivos e os procedimentos adotados quando estes são atingidos, nas comunicações de voz, SMS e Internet.
O tema tem sido também alvo de vários artigos e muitos comentários dos leitores do TeK, que criticam a utilização desta política de "utilização responsável" sobretudo no acesso à Internet fixa e móvel, em alguns casos com redução de velocidade de download depois de atingidos os limites.
A somar à falta de clareza sobre a própria palavra "ilimitado" está a confusão gerada pelas próprias operadoras, que não seguem a habitual regra do "paralelismo" das ofertas e mantêm a informação escondida nas letrinhas pequenas, por baixo de sub menus ou relegada para "+ info"..
O partiu à descoberta dessa informação e traça nas próximas páginas o panorama geral dos limites impostos nos tarifários de voz e SMS alegadamente ilimitados.
Limites para quem usa o telemóvel ao jeito de walkie talkie
A oferta de comunicações ilimitadas dentro da rede teve início nos tarifários jovens, ou sub 25 como agora são designados. E fazia todo o sentido: este é um target com menos dinheiro na carteira, mas com mais apetência para comunicar, e os tarifários potenciavam um efeito de rede que favorecia o negócio das operadoras.
Mas rapidamente foi necessário estabelecer aqui limites e “balizas”. Se lhe parece que 8 ou 5 mil minutos são muitas horas para ficar ao telefone (mais concretamente 133 horas ou 83 horas) é capaz de ficar admirado que exista muito quem ultrapasse estes plafonds de “utilização responsável”. Mas há muitos casos.
Mesmo que possa ser considerado exagero, a verdade é que a informação e a publicidade indicam que se pode usar e abusar do telemóvel, falar as horas que se quer e enviar SMS sem limites.
E nos sites predominam os designs chamativos e coloridos, vendendo mais facilmente a informação simplificada que "enche o olho" e ocultando a informação dos verdadeiros limites. Que muitas vezes só são conhecidos quando chega o aviso de que está prestes a ultrapassar o valor máximo permitido, ou que já ultrapassou e está a pagar as chamadas ou SMS a preços bastante elevados.
Como acontece noutros casos, os vários operadores têm ofertas semelhantes, mas há diferenças a destacar. Os tarifários Moche da PT e Yorn da Vodafone acabam por ser os que têm mais analogias entre si, com limites estabelecidos ao dia, à semana ou ao mês e que estão dependentes da regularidade dos carregamentos para se manterem. Como pode ver no quadro abaixo a "prática" varia entre os 1.000 minutos por semana / 4.000 minutos por mês, ou 1.500 SMS por dia e 2.000 mensagens por semana.
A aproximação dos limites estabelecidos merece habitualmente o envio de um SMS de aviso, e, em alguns casos, para continuar a comunicar depois de ser ultrapassado o limite da utilização responsável as comunicações podem ser cobradas. E os preços não são “meigos”.
Para ultrapassar o bloqueio de comunicações será necessário esperar pelo fim do mês se for um plano com mensalidade, ou reforçar o carregamento no caso dos pré-pagos….
No TAG da Optimus torna-se mais difícil a descoberta dos limites... A informação disponível na área de "condições de serviço" indica que "a oferta de comunicações ilimitada está assente no princípio de que a utilização do produto é feita de acordo com regras, padrões e utilizações normais do mercado de telecomunicações móveis. Partindo desse princípio a Optimus reserva-se ao direito de barrar/proceder à desativação do serviço sempre que verificar que o mesmo está a ser usado de forma indevida ou fraudulenta."
Em nenhum lado se indica quanto minutos estão dentro destas "regras, padrões e utilizações normais do mercado de telecomunicações móveis" ... e mesmo na linha de apoio garantem a pés juntos que o barramento das comunicações só é feito se forem detetadas situações de fraude.
Alguém tem experiência na primeira pessoa para contrariar esta informação?
Os limites também são para os "grandes"
Fora dos tarifários jovens a situação é mais homogénea em termos de limites, mas não nos preços cobrados adicionalmente ou nas práticas de barramento de comunicações.
A palavra "ilimitado" abre portas mágicas para utilizadores intensivos que querem ter algum descanso na forma como comunicam, quer em tarifários pós-pagos quer em pré-pagos. Mas quanto maior a mensalidade mais "borlas" garante e há planos mais generosos, sendo que na maioria dos casos é dentro das próprias redes (chamadas on net) que vivem os pacotes mais alargados.
Numa comparação entre vários tarifários que oferecem comunicações ilimitadas é a Optimus que revela maior generosidade de minutos - 8 mil por mês - nos tarifários Smart e Zero. O Meo Unlimited fixa-se nos 5 mil minutos dentro da rede (fixa e móvel), um valor igualado pelo Vodafone Red e Base +.
Ultrapassados os valores máximos a solução para não ficar sem comunicações é pagar por cada chamada, num valor que pode chegar aos 22 cêntimos por minuto e que é bastante diferenciado dentro dos vários tarifários das operadoras móveis nacionais.
A lógica é semelhante aos planos de Internet móvel incluídos nestes tarifários, mas pode sempre contar com uma mensagem de aviso de que está prestes a ultrapassar os limites. Todo o tráfego adicional é depois cobrado à parte, mas com a aplicação de valores máximos diários para evitar contas astronómicas que chegaram a ocorrer no passado.
Nos tarifários das placas de Internet móvel – 3G ou 4G – a situação é bastante diferente, tal como na Internet por rede fixa, mas este é um tema que trataremos oportunamente noutro artigo.
Tarifários ao detalhe
Embora a informação principal esteja resumida no site, deixamos abaixo algumas capturas dos sites consultados nesta análise onde pode ver a informação de condições de serviço e os próprios tarifários.