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Mais canais de TDT só em 2016 e com adaptação dos equipamentos existentes


O Governo quer fechar a questão da Televisão Digital Terrestre ainda antes do final do mandato. Baixo número de canais pode condicionar sobrevivência da TDT

 

A Televisão Digital Terrestre promete continuar a dar que falar ao longo dos próximos anos. Isto porque mesmo que fique definido se serão acrescentados mais canais ao sinal aberto, e quais, o processo acabará por nunca avançar antes de 2016.

É vontade do ministro Miguel Poiares Maduro deixar a pasta “fechada” até ao final do mandato. Mas todo o processo de negociação e decisão não tem sido fácil e o Diário Económico cita mesmo o responsável político a dizer que “qualquer solução é extremamente complexa e difícil”.

Em causa está o facto de não bastar uma decisão governamental. É necessária uma articulação com as entidades reguladoras – ANACOM e ERC – e também com os canais privados em sinal aberto. A SIC e a TVI já se mostraram pouco recetivas a novos canais, com quem teriam de lutar pela receita publicitária, defendendo por exemplo a aposta em emissões em HD.

Mas não é só. A TDT em Portugal vai ao que tudo indica sofrer uma reconfiguração pois vai ser alvo de uma substituição da rede de frequência única pela rede de frequência múltipla (MUX). E isto vai obrigar à reorientação das antenas e possivelmente à reconfiguração de alguns equipamentos.

"Não tem sentido estar a proceder, neste momento, ao alargamento da TDT para um novo MUX - que pode implicar custos de adaptação dos equipamentos - quando é previsível que, após a mudança tecnológica do processo de substituição da rede que a Anacom tem em curso, se tenha de proceder a nova mudança dos equipamentos", disse fonte do gabinete do ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional ao DE.

Esta mudança técnica terá de ser validada pela União Internacional das Telecomunicações (ITU na sigla em inglês) e a tomada de decisão só está prevista para novembro deste ano.

"Mesmo que se conseguisse resolver a questão de forma a permitir, no imediato, a abertura de mais um canal, isso iria dificultar uma decisão mais estrutural e ambiciosa para a TDT, que para sobreviver a médio/longo prazo não pode estar limitada a um número muito pequeno de canais", revelou a mesma fonte.
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Consulta pública para um 5º canal na TDT fica para mais tarde (Eleições?)

                        


Depois de a Zon Optimus ter desistido do recurso em tribunal no caso do "5º canal", fica aberto o caminho para um novo concurso público. Mas a evolução do processo promete ser morosa.

No início de março a Zon Optimus e a Zon II - Serviços de Televisão desistiram do recurso interposto ao Tribunal Administrativo de Lisboa no caso sobre o licenciamento do quinto canal em sinal aberto e digital. A desistência abriu caminho para a realização de um novo concurso público para exploração do chamado 5º canal, mas o caso promete não ser breve.

Quem o garante é o Correio da Manhã que ouviu fontes do gabinete do ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, e da entidade reguladora para a comunicação social.

Garante o jornal que o Governo está à espera dos pareceres da ERC e da Anacom para tomar uma decisão sobre nova abertura do concurso para o 5º canal na TDT. O ministro estará também à espera do parecer dos operadores privados para poder tomar uma decisão.

Do lado da Anacom o CM ouviu que a desistência da Zon Optimus vai obrigar a uma reformulação do parecer. Do lado da ERC o presidente, Carlos Magno, não se quis pronunciar sobre o caso por ainda não ter sido notificado pelo Tribunal Administrativo da desistência da Zon Optimus.

Certo parece ser o facto de que o início de uma nova consulta pública, a acontecer, ainda vai demorar, escreve o jornal. Mas também é quase certo que o processo é para avançar, já que Miguel Poiares Maduro já referiu mais do que uma vez a necessidade de a televisão digital terrestre portuguesa ter mais canais.

Portugal é dos países da União Europeia que tem menos canais de TDT. O último desenvolvimento relativo à transição da televisão analógica para a digital diz respeito à instalação de sondas de monitorização de qualidade do sinal, garantindo a Anacom que até ao terceiro trimestre do ano a qualidade da TDT vai ser medida em todo o país. 

A SIC e a TVI criticam a proposta do Governo que concede á RTP mais canais na TDT

A SIC e a TVI consideram que a proposta do Governo para o novo contrato de concessão de serviço público distorce o mercado ao nível da concorrência e discrimina os operadores privados em benefício da RTP.
Num comunicado muito crítico, as duas televisões manifestam a sua “profunda discordância” em relação ao documento do gabinete do ministro Miguel Poiares Maduro e apelam ao Executivo que apresente uma nova versão do projecto que aborde as preocupações que lhe deixam e que “clarifique, de uma vez por todas, o papel que pretende para a RTP e para o serviço público da televisão”.
O novo contrato, dizem, “introduz distorções insanáveis no princípio da livre concorrência, procede a uma adulteração evidente do princípio da não discriminação e revela uma clara incoerência entre os princípios proclamados publicamente pelo Governo e os incentivos dados à RTP para se comportar como uma estação comercial, que concorre de forma desleal com os operadores privados”.
A concepção de serviço público do novo contrato “permite à RTP tornar-se ‘dona e senhora’, com capacidade de lançar e aumentar o número de canais públicos, numa rota de inflação e de financiamento descontrolado”. O contrato prevê que a RTP possa lançar, quando as condições do mercado o permitam, quatro canais temáticos mas a SIC e a TVI defendem que a estação pública deveria antes “actuar sobretudo numa lógica complementar, suprindo falhas de mercado e nunca mimetizando a oferta dos privados ou concorrendo com estes em áreas em que os públicos portugueses estão amplamente servidos – de que a RTP Informação é exemplo”. Mais, dizem: tal opção irá provocar o “esvaziamento” da RTP2.
Esta concepção “maximalista” da RTP irá aumentar “injustificadamente a despesa e o peso do operador de serviço público”, avisam SIC e TVI.
Mais canais da RTP na TDT é "um abuso"A crítica estende-se à possibilidade de a RTP vir a ter mais canais na TDT – Televisão Digital Terrestre, o que fará com que o Estado ocupe quase 60% da capacidade da TDT. O primeiro canal público a “migrar” da TV paga para a TDT grátis é a RTP Informação, cenário que os privados consideram um “abuso”. Defendem que “o futuro da TDT passa pelo desenvolvimento de canais em HD (alta definição) e pelo incremento da oferta de serviços de programas dos operadores já licenciados, e não pelo aumento discriminatório e desproporcionado da oferta de mais canais públicos”. A SIC e a TVI já se propuseram emitir em HD e fornecer mais canais na TDT, mas não obtiveram resposta do Governo.
O contrato também não clarifica o tempo total de publicidade para o conjunto dos canais RTP – em especial RTP Informação, os internacionais e os temáticos que pretende criar -, mas apenas o faz para a RTP1 (seis minutos/hora) e para o canal 2 (apenas publicidade institucional). As privadas lembram que o protocolo que assinaram em 2003 - que reduziu a publicidade da RTP1 e as obrigou a emitir programas culturais, financiar produção independente e a fornecer conteúdos para os canais públicos internacionais – se mantém em vigor, apesar de a RTP o ter denunciado, há pouco, unilateralmente.
Mais: consideram que a limitação publicitária a seis minutos é independente do número de canais que o operador público venha a ter em sinal aberto. Ou seja, se passar para a TDT a RTP Informação não poder ter publicidade comercial, defendem SIC e TVI.
Se não for assim, avisam, haverá “danos graves e profundos no mercado publicitário” – “exactamente os mesmos que o Governo decidiu evitar ao não privatizar a RTP”, dizem as privadas, numa clara responsabilização do executivo. E lembram que o mercado da publicidade na televisão gratuita registou uma quebra de 43% entre 2008 e 2012. É, por isso, “difícil de imaginar nestas condições o cenário no qual o Governo anuncia o incremento de receitas comerciais no serviço público de televisão”

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