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NSA fez espionagem à empresa chinesa Huawei
A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) espiou a empresa de telecomunicações chinesa Huawei, de acordo com informações publicadas no sábado nas edições online dos jornais New York Times e Der Spiegel.
A NSA entrou nos servidores da Huawei, e acedeu aos arquivos de correio eletrónico, às comunicações entre altos funcionários da empresa e documentos internos, e até mesmo a códigos secretos dos produtos da companhia, revelam informações baseadas em documentos fornecidos pelo ex-analista informático Edward Snowden.
«Atualmente temos tão bons acessos e tanta informação que não sabemos exatamente o que fazer com isso», diz um documento interno citado pelo Der Spiegel.
A NSA entrou nos servidores da Huawei, e acedeu aos arquivos de correio eletrónico, às comunicações entre altos funcionários da empresa e documentos internos, e até mesmo a códigos secretos dos produtos da companhia, revelam informações baseadas em documentos fornecidos pelo ex-analista informático Edward Snowden.
«Atualmente temos tão bons acessos e tanta informação que não sabemos exatamente o que fazer com isso», diz um documento interno citado pelo Der Spiegel.
Edward Snowden: as maiores revelações ainda não foram feitas
Apesar da exposição de 1,7 milhões de documentos que trouxe da NSA, Snowden afirma que as maiores revelações ainda não foram feitas.
Edward Snowden foi um orador surpresa na TED Conference de Vancouver durante o dia de ontem. O espião, que revelou as práticas da NSA e de outras agências, e causou bastante agitação, prometeu que as maiores revelações ainda estão para vir.
A plateia irrompeu em aplausos quando o moderador perguntou se concordavam com o que Snowden fez, ao revelar os documentos. Tim Berners Lee, o pai da Internet, foi o orador que se seguiu a Snowden e considerou-o um herói, noticia o Mashable.
Não há quaisquer indícios sobre o que possam ser as maiores revelações a que o ex-analista fez referência. «Os direitos são importantes porque nunca sabemos quando vamos precisar deles (…) as pessoas devem ser capazes de pegar no telefone e falar com a família ou enviar mensagens e viajar de comboio sem se preocuparem com a forma como estes eventos serão interpretados por qualquer governo no futuro».
O ex-analista está refugiado na Rússia, mas começa agora a aparecer em conferências. Snowden mostra-se ainda disponível para voltar aos EUA se lhe for concedida imunidade.
A Agência de Segurança Nacional americana (NSA) tem capacidade técnica para gravar todas as chamadas telefônicas feitas em um país e decifrar essas conversas em até um mês depois, revela o ex-analista de segurança Edward Snowden na edição do jornal "The Washington Post" desta terça-feira (18).
Com base nos documentos vazados por Snowden, o "Washington Post" explica que esse programa, batizado de Mystic, foi lançado em 2009 e atingiu sua capacidade máxima em 2011 contra países específicos.
O jornal informa que, a pedido das autoridades americanas, não revelou uma grande quantidade de detalhes que permitiriam identificar o país, onde o sistema se encontra em uso atualmente, nem as nações envolvidas.
Uma das ferramentas do programa, que funciona como uma espécie de máquina do tempo, permite "recuperar gravações que não pareciam relevantes no momento da chamada", de acordo com os documentos citados pelo "Post".
O projeto inicial do programa previa a gravação de "todas as conversas" feitas em um país e seu armazenamento durante um mês, acrescentando os documentos entregues por Snowden ao jornal.
A Agência de Segurança Nacional americana (NSA) tem capacidade técnica para gravar todas as chamadas telefônicas feitas em um país e decifrar essas conversas em até um mês depois, revela o ex-analista de segurança Edward Snowden na edição do jornal "The Washington Post" desta terça-feira (18).
Com base nos documentos vazados por Snowden, o "Washington Post" explica que esse programa, batizado de Mystic, foi lançado em 2009 e atingiu sua capacidade máxima em 2011 contra países específicos.
O jornal informa que, a pedido das autoridades americanas, não revelou uma grande quantidade de detalhes que permitiriam identificar o país, onde o sistema se encontra em uso atualmente, nem as nações envolvidas.
Uma das ferramentas do programa, que funciona como uma espécie de máquina do tempo, permite "recuperar gravações que não pareciam relevantes no momento da chamada", de acordo com os documentos citados pelo "Post".
O projeto inicial do programa previa a gravação de "todas as conversas" feitas em um país e seu armazenamento durante um mês, acrescentando os documentos entregues por Snowden ao jornal.
Zuckerberg liga para Obama para mostrar o seu desagrado espionagem da NSA
Agência de segurança é acusada de criar "Facebook falso" para roubar dados de pessoas
Já faz algum tempo que o escândalo da espionagem generalizada da agência de segurança interna dos EUA, a NSA, explodiu. Ainda assim, dada a falta de ação do governo daquele país quanto ao assunto, mais e mais novidades desagradáveis continuam surgindo. Uma das mais preocupantes foi uma acusação de que a NSA teria criado servidores falsos do Facebook para instalar malwares em computadores de usuários da rede social e assim roubar dados armazenados localmente. Obviamente a agência negou o caso, mas Zuckerberg não ficou muito feliz com esse outro episódio do escândalo.
Em uma postagem em sua página pessoal na rede social, ele explicou como se sente em relação às ações do governo dos EUA quanto à espionagem praticada pela NSA. Ele afirma inclusive ter feito uma ligação para o presidente do país, Barack Obama, para expressar sua frustração com toda a situação.
Zuckerberg não chegou a revelar mais detalhes sobre a conversa, mas pelo texto dá para perceber que as coisas não devem melhorar tão cedo. “Eu liguei para o presidente Obama para expressar minha frustração sobre o dano que o governo está criando para todo o nosso futuro. Infelizmente, parece que vai levar bastante tempo para uma reforma completa e verdadeira acontecer”, diz Mark.
O criador da rede social comenta ainda que as ações do governo não só impedem as pessoas de confiarem na internet, como também deixa todo o trabalho e tempo gasto com segurança praticamente inútil. “Quando nossos engenheiros trabalham incansavelmente para melhorar a segurança, nós imaginamos que estamos protegendo vocês contra criminosos, não o seu próprio governo”, diz o CEO do Facebook.
Edward Snowden usou programas de baixo custo para infiltrar redes da NSA
O ex-analista informático Edward Snowden usou ferramentas de baixo custo para se infiltrar nas redes da Agência de Segurança Nacional norte-americana e aceder a quase dois milhões de documentos confidenciais, noticiou o The New York Times.
Funcionários dos serviços de informações norte-americanos consultados pelo jornal assinalaram que Snowden utilizou programas de rastreio da Internet que procuram, indexam e duplicam sítios Web.
O diário nova-iorquino, citado pela agência Efe, considerou a revelação surpreendente, uma vez que a missão da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos inclui a protecção dos sistemas informáticos militares e de serviços de informações mais importantes contra possíveis ataques cibernéticos.
Os investigadores concluíram que a actuação de Snowden foi muito pouco sofisticada e deveria ter sido fácil de detectar.
Snowden tinha acesso aos documentos da NSA porque trabalhava, em regime de colaboração, com a agência no Havai, ajudando a gerir sistemas informáticos.
Os programas rastreadores da Internet movem-se de forma automática de um sítio Web para outro e podem ser programados para que façam uma cópia de tudo o que encontram à sua passagem.
O The New York Times lembra que entre os materiais destacados nos documentos obtidos por Snowden estão as “wikis” da NSA, sítios colaborativos onde analistas de informações e outros partilham informação.
Segundo funcionários da NSA, citados pelo jornal, se Snowden tivesse trabalhado na sede central da agência, perto de Washington, teria sido mais fácil detectá-lo, uma vez que o edifício está equipado comsistemas de segurança que detectam alguém a aceder a grandes volumes de documentos.
Em comunicado divulgado por um dos seus advogados, Snowden afirmou que “é irónico que o Governo” norte-americano “esteja a dar informação confidencial aos jornalistas”, numa tentativa de o desacreditar por ter partilhado informação confidencial.
“A diferença é que eu fiz para informar o público sobre as acções do Governo e eles estão fazer para desinformar o público sobre as minhas [acções]“, sustentou.
Nem Angry Birds e do Google Maps escapa a NSA... Documentos revelados por Edward Snowden provam a npva tecnica de espiar
As agências de vigilância estão bastante satisfeitas com a proliferação de apps que “oferecem” acesso fácil aos dados dos utilizadores. Sabe-se que a NSA consegue recolher informação a partir do Angry Birds ou do Google Maps.
De acordo com mais documentos revelados por Edward Snowden, as agências secretas usam informações recolhidas em apps consideradas vulneráveis, como os jogos ou as que permitem a partilha de fotos e da localização. Por exemplo, a NSA consegue recolher dados sobre a idade, locais de passagem, moradas e contactos e muito mais, só com a análise à utilização de uma app.
Sabe-se agora que a parceria entre a americana NSA e o britânico GCHQ para a espionagem de dados provenientes do segmento mobile está a decorrer desde 2007, mas que estes últimos anos têm sido os mais ricos, em termos de informação.
Sabe-se agora que a parceria entre a americana NSA e o britânico GCHQ para a espionagem de dados provenientes do segmento mobile está a decorrer desde 2007, mas que estes últimos anos têm sido os mais ricos, em termos de informação.
Segundo o The New York Times, esta recolha de dados nem sempre é útil: ao processar um mês de dados de telemóveis surgiram mais de oito milhões de potenciais suspeitos e foi necessário usar 120 computadores.
O ritmo de adoção dos smartphones e a popularidade crescente das apps faz com que este segmento seja considerado como uma mina de ouro. Em 2010, um slide interno apelida mesmo os Android e os iPhone de pepitas de ouro.
A maior parte dos dados recolhidos pelas agências são fornecidos com o acordo do utilizador, que aceita os termos e condições na altura da instalação da app. O Angry Birds, por exemplo, recolhe os dados dos utilizadores maiores de idade para construir perfis dos jogadores.
Obama anuncia um "travão" à NSA
O presidente norte-americano anunciou um conjunto de reformas que vai ser aplicado à agência nacional de segurança e à forma como vai atuar no futuro. Mas Barack Obama defendeu as ações de espionagem.
Edward Snowden fez o mundo colapsar quando revelou vários documentos que comprovam a existência de programas de espionagem abusivos e que violam as regras da privacidade. Hoje, 17 de janeiro, Barack Obama tentou colar os "cacos" ao anunciar um conjunto de reformas que vai ser aplicado à NSA.
No fim fica a ideia de que o presidente norte-americano tentou ser uma balança com os pratos equilibrados, defendendo as ações de espionagem como assuntos que garantem a segurança dos EUA e dos cidadãos, mas reconhecendo que são precisas reformas e um sistema de maior controlo aos possíveis abusos.
O The Guardian resume os pontos principais do discurso de Obama:
- as informações das chamadas telefónicas recolhidas não vão ser armazenadas pelo Governo norte-americano. Barack Obama também não revelou qual a entidade externa que vai ficar com essa responsabilidade, dando 60 dias para que especialistas em segurança e serviços de inteligência se pronunciem
- as agências vão precisar de aprovação judicial do FISA - tribunal para assuntos de serviços de inteligência - para aceder aos registos das chamadas
- líderes de países aliados dos EUA não vão mais ser controlados pela NSA e Obama também garantiu mais privacidade para cidadãos estrangeiros que tenham sido "apanhados" pelas ações da NSA
- a NSA vai ter acesso aos registos telefónicos em dois graus, isto é, aos registos de quem falou com o suspeito e aos registos de quem falou com a pessoa que depois falou com o suspeito. Até agora a rede espalhava-se até três graus
Barack Obama está ainda recetivo a propostas que ajudem a responder a outras questões que têm sido levantadas tanto por empresas, como por Governos, como por cidadãos comuns.
No fim fica a ideia de que o presidente norte-americano tentou ser uma balança com os pratos equilibrados, defendendo as ações de espionagem como assuntos que garantem a segurança dos EUA e dos cidadãos, mas reconhecendo que são precisas reformas e um sistema de maior controlo aos possíveis abusos.
O The Guardian resume os pontos principais do discurso de Obama:
- as informações das chamadas telefónicas recolhidas não vão ser armazenadas pelo Governo norte-americano. Barack Obama também não revelou qual a entidade externa que vai ficar com essa responsabilidade, dando 60 dias para que especialistas em segurança e serviços de inteligência se pronunciem
- as agências vão precisar de aprovação judicial do FISA - tribunal para assuntos de serviços de inteligência - para aceder aos registos das chamadas
- líderes de países aliados dos EUA não vão mais ser controlados pela NSA e Obama também garantiu mais privacidade para cidadãos estrangeiros que tenham sido "apanhados" pelas ações da NSA
- a NSA vai ter acesso aos registos telefónicos em dois graus, isto é, aos registos de quem falou com o suspeito e aos registos de quem falou com a pessoa que depois falou com o suspeito. Até agora a rede espalhava-se até três graus
Barack Obama está ainda recetivo a propostas que ajudem a responder a outras questões que têm sido levantadas tanto por empresas, como por Governos, como por cidadãos comuns.
NSA desenvolveu software para piratear iPhone
O ano acaba com mais uma revelação escandalosa para a agência de segurança norte-americana. Desta vez a Apple também está envolvida, já que os seus smartphones foram as "vítimas".
Corria o ano de 2008, um ano depois de o iPhone ter espantado o mundo com um renovado conceito de telemóvel. A NSA decidiu desenvolver um malware que pudesse ser instalado nos smartpones da Apple por forma a ganhar controlo sobre parte da informação que passava pelos dispositivos.
Mensagens escritas, registos de chamadas, posição por GPS e baseada na triangulação de antenas telefónicas, e lista de contactos são alguns dos "privilégios" que o DROPOUTJEEP conseguia ter no iPhone.
O software tinha a capacidade de se manter escondido de outros programas e segundo avança a imprensa internacional, tanto podia ser instalado remotamente como injetado na "primeira pessoa". Recorde-se que ontem, 30 de dezembro, surgiram relatos de que a NSAintercetava a expedição de computadores para instalar malware e hardware viciado nos equipamentos.
Um documento revelado explica que o método preferencial e inicial foi o da instalação através de métodos de acesso "por perto".
Escreve o Slashgear que o DROPOUTJEEP tinha ainda a capacidade de ativar remotamente a câmara e o microfone dos iPhone. O Engadget avança por seu lado que o malware foi instalado com uma taxa de sucesso de 100% nos dispositivos definidos como alvos.
Mensagens escritas, registos de chamadas, posição por GPS e baseada na triangulação de antenas telefónicas, e lista de contactos são alguns dos "privilégios" que o DROPOUTJEEP conseguia ter no iPhone.
O software tinha a capacidade de se manter escondido de outros programas e segundo avança a imprensa internacional, tanto podia ser instalado remotamente como injetado na "primeira pessoa". Recorde-se que ontem, 30 de dezembro, surgiram relatos de que a NSAintercetava a expedição de computadores para instalar malware e hardware viciado nos equipamentos.
Um documento revelado explica que o método preferencial e inicial foi o da instalação através de métodos de acesso "por perto".
Escreve o Slashgear que o DROPOUTJEEP tinha ainda a capacidade de ativar remotamente a câmara e o microfone dos iPhone. O Engadget avança por seu lado que o malware foi instalado com uma taxa de sucesso de 100% nos dispositivos definidos como alvos.
A Apple ainda não se pronunciou sobre as últimas revelações feitas com base nos documentos desviados por Edward Snowden.
Skype e as supostas relações secretas com NSA
O Skype está a ser investigado pelo Comissariado de Protecção de Dados do Luxemburgo. De acordo com o The Guardian, há desconfianças de que a empresa poderá ter transmitido dados de utilizadores à Agência de Segurança Nacional americana (NSA).
Uma notícia publicada hoje pelo jornal The Guardian dá conta de que o Skype está a ser alvo de investigação por parte do Comissariado de Protecção de Dados do Luxemburgo.
Em causa está a suspeita de que o programa de conversação e vídeo possa manter relações secretas com a Agência de Segurança Nacional americana (NSA), revelando informações de utilizadores.
Caso a suspeita se confirme, o Skype está perante uma violação da lei de protecção de dados do Luxemburgo, país onde a empresa está sediada, e pode ser sujeito a pesadas coimas.
De acordo com alguns documentos divulgados por Edward Snowden, a que o The Guardian teve acesso, a transmissão de dados por parte do Skype para a NSA terá sofrido um aumento desde que este foi comprado pela Microsoft.
Anonymous acusa Apple de enviar impressões digitais do iPhone 5S para a NSA
Sensor biométrico seria uma maneira do departamento construir um banco de dados da população
Em um "comunicado especial" depois de algum texto inativo, o grupo de ativistas Anonymous acusa o sensor biométrico do iPhone 5S de armazenar impressões digitais e enviá-las diretamente para a CIA e a NSA, a agência de segurança nacional dos Estados Unidos recentemente envolvida em uma série de escândalos de espionagem.
No vídeo, o grupo acusa a empresa de montar uma parceria com as agências governamentais ao fornecer uma série de possibilidades de identificação de consumidores, incluindo reconhecimento facial, vocal e, agora, biométrico.
Esse banco de dados seria armazenado para uso doméstico (comparar esses dados com informações de cartões de crédito, por exemplo) ou militar e compartilhado com aliados dos Estados Unidos.

Segundo documentos obtidos e liberados pelo Anonymous, a AuthenTec, responsável pelo sistema de identificação por impressões digitais do iPhone 5S, teria "fortes ligações com as mais corruptas e poderosas figuras de departamentos de defesa e comunidades de inteligência". O vídeo ainda acusa a Apple de ter recebido benefícios para ser a única empresa capaz de comprar a companhia. Esses arquivos podem ser acessados por este link.
Gmail - o preferido dos terroristas
O ex-director da NSA e da CIA, Michael Hayden, disse que o Gmail é o serviço de comunicações preferido dos terroristas. Segundo o Washington Post, as razões da escolha estão no facto do e-mail da Google ser “gratuito e omnipresente”.
“O Gmail é o serviço favorito entre terroristas ao todo o Mundo”, disse o ex-director da NSA e da CIA, Michael Hayden durante um discurso sobre segurança e liberdade online.
De acordo com o Washington Post, o antigo director da agência norte-americana diz que a escolha deve-se ao facto de o serviço da Google ser “gratuito e omnipresente”, assim como um dos mais utilizados do Mundo, facilitando a ‘camuflagem’.
Quando questionado sobre o escândalo de espionagem do qual os Estados Unidos, Hayden garante que a NSA continuará a recorrer a serviços e informações da Internet e que, “daqui a 500 anos”, a rede mundial de computadores será lembrada do mesmo modo como as estradas foram uma contribuição da civilização romana.
Hayden disse ainda sentir um desgosto perante o ‘anonimato online’: "O problema que tenho com a Internet é que é ‘anónima’. Quanto a isto, o antigo director disse que existe uma luta sobre essa questão até mesmo dentro do governo norte-americano.
Prism: NSA terá pago a empresas tecnológicas
Mais uma conclusão polémica revelada pelos documentos de Edward Snowden: as empresas tecnológicas como o Facebook ou a Google terão recebido dinheiro da NSA para fornecerem dados dos utilizadores.
Estes fundos seriam usados para cobrir custos relacionados com operações de vigilância que a Google, Facebook, Yahoo e Microsoft, entre outras, estariam a levar a cabo sobre os seus utilizadores, noticia o The Guardian, citando mais um documento fornecido por Snowden.
O documento revela que os custos de adaptar o Prism à lei em 2011 chegaram aos milhões de dólares. Este valor foi assegurado pelo departamento “jóia da coroa” da NSA, o Special Source Operations, que trata diretamente de todos os programas de vigilância que assentam em «parcerias corporativas». Em 2011, o Foreign Intelligence Surveilance determinou que a espionagem direta por parte da NSA sobre os cidadãos norte-americanos seria ilegal.
A Microsoft confirmou que recebe dinheiro das autoridades por providenciar conteúdos e dados sobre os utilizadores, mas afirma que só o faz quando é legalmente obrigada pelos Tribunais. Tanto a Microsoft como a Google voltaram a pedir que o Governo autorizasse uma discussão mais aberta para se saber a extensão dos dados que as empresas forneceram. Microsoft, Google e Yahoo confirmam ter recebido montantes relacionados com a cedência de dados às autoridades. O Facebook nega ter recebido qualquer valor.
As quatro empresas fazem parte de um conjunto de 63 firmas e grupos de defesa dos direitos civis que assinaram uma carta dirigida ao Presidente Obama e ao Congresso a pedir autorização para detalharem os dados que as autoridades exigem às empresas.
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Agentes britânicos destroem discos rígidos do jornal The Guardian/ depois da detenção do companheiro do jornalista
O editor do jornal indica que os agentes tentaram impedir que o The Guardian continuasse a publicar notícias sobre os casos de espionagem da NSA e da agência GCHQ, o equivalente britânico da agência norte-americana.
Alan Rusbridger, editor no The Guardian, relata como dois peritos em segurança da agência Government Communications Headquarters (GCHQ) destruíram os discos rígidos presentes na cave do jornal, para se “assegurarem que nada nos pedaços de metal retorcido poderiam ser de algum interesse para agentes chineses”.
Nas palavras do jornalista, um dos “momentos mais bizarros na longa história” do jornal aconteceu a propósito das peças que o The Guardian tem vindo a fazer sobre a espionagem levada a cabo pela NSA e pela GCHQ.
Rusbridger diz que foi contactado há cerca de dois meses por um oficial do governo que afirmava representar os pontos de vista do primeiro-ministro. O oficial exigia que o The Guardian devolvesse ou destruísse todo o material sobre os casos de espionagem que estava a usar para fazer as peças jornalísticas.
Apesar do tom cordial das reuniões, Rusbridger diz que “havia a ameaça implícita de que outros dentro do governo favoreciam uma abordagem muito mais draconiana”.
As “negociações” ficaram mais tensas um mês depois, quando o editor do jornal recebeu um telefonema, onde lhe disseram: “Vocês já tiveram o vosso divertimento. Queremos as nossas coisas de volta”. As exigências levaram o editor a explicar aos agentes do Governo que poderiam perfeitamente continuar a cobrir o caso da NSA fora da Grã-Bretanha. Aliás, a maioria do trabalho já era feito fora de Londres, dado que o jornalista em causa estava no Brasil. Mas estes argumentos de nada serviram e, pouco tempo depois, os agentes da GCHQ entravam nas instalações do jornal e destruíam os discos rígidos.
Mais:
As autoridades do Reino Unido retiveram domingo durante nove horas no aeroporto de Heathrow o companheiro do jornalista do diário "The Guardian", Glenn Greenwald, que divulgou as revelações do antigo agente das informações norte-americanas Edward Snowden.
David Miranda, 28 anos, fazia escala em Londres num voo iniciado em Berlim e com destino ao Rio de Janeiro, onde vive com Greenwald, quando foi retido pelas forças de segurança ao abrigo de legislação contra o terrorismo que permite deter e interrogar pessoas em aeroportos, portos e zonas de fronteira, revelou o "The Guardian".
O companheiro de Greenwald foi posto em liberdade nove horas depois da detenção, o tempo máximo em que alguém pode ficar retido sem que seja acusada, mas os agentes confiscaram diversos equipamentos que transportava como, entre outros, o telefone móvel, computador portátil, máquina fotográfica e cartões de memória.
Mais: Depois do protesto do governo Brasileiro a Amnistia Internacional também toma posição
Amnistia Internacional condena detenção de brasileiro em aeroporto de Londres
A Amnistia Internacional condenou, esta segunda-feira, a detenção, em Londres, do brasileiro David Miranda, companheiro do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, a quem o ex-analista da NSA Edward Snowden entregou informações sobre espionagem dos Estados Unidos.
"A detenção de Miranda foi ilegal e não tem desculpa. Foi detido numa violação de todo o princípio de equidade" e "comprova-se que a lei pode ser abusiva por razões mesquinhas e vingativas", referiu uma nota divulgada hoje pela organização dos direitos humanos.
O companheiro do jornalista norte-americano foi detido e mantido incomunicável pelas autoridades britânicas por nove horas, no domingo, com base na lei de combate ao terrorismo daquele país europeu.
David Miranda chegou hoje ao Rio de Janeiro e foi recebido no aeroporto por Greenwald.
O jornalista norte-americano disse à imprensa que não deixará de publicar os documentos que recebeu de Edward Snowden, entre os quais alguns relativos ao Reino Unido.
O Governo do Brasil qualificou como uma "medida injustificável" a detenção do brasileiro David Miranda.