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Novo malware para Android cobra US$ 300 de multa por assistir "porno do mal", sequestra e só o liberta pagandoa multa!
…e só o liberta por meio de um pagamento!
Esta é uma técnica bastante conhecida, não é por falta de informação que os utilizadores das tecnologias web caem nestas artimanhas. Nascido e criado no seio da família Windows, o malware “ransomware” (ransom significa resgate em inglês) é uma técnica que sequestra os dados dos utilizadores e só os “liberta” se for pago o tal resgate.
Este malware chegou ao Android e já fez milhares de vítimas.
O seu telefone Android visualizou pornografia ilegal. Para o desbloquear terá de pagar 300 dólares.
O modus operandi é sempre dentro disto, mas este vai ainda mais além. Para atemorizar mais o utilizador oAndroid-Trojan.Koler.A recorre à função de geolocalização para adaptar os avisos a cada país onde a vítima reside.
Os avisos levam o medo aos utilizadores.
O screenshot que mostrado em cima invoca a força de segurança FBI para aumentar a persuasão. Mas é a acusação de pedofilia que acrescenta o medo, que coloca o utilizador, que eventualmente até visitou algum site com pornografia, como réu.
É mostrado o IP e o país do smartphone, naquele momento, o que dá uma carga “pseudo-verídica” à acusação. Estes avisos são adaptados, havendo pequenos ajustes, em cada país, em cada idioma, mas com as mesmas acusações.
Depois de contaminado, o malware impossibilita que o utilizador tenha acesso ao seu ecrã principal, remove o acesso a quase todas as apps instaladas no telefone. Nalguns casos, depois de feito o tal pagamento, o estado é revertido e tudo fica como estava antes do ataque, mas para isso já terá desembolsado 300 dólares.
O método de pagamento é só por si curioso, mais pela sua complexidade, este pagamento é feito recorrendo a mecanismos impossíveis de rastrear do tipo paysafecard ou uKash.
O paysafecard é um pagamento electrónico que é utilizado predominantemente para compras online e baseado num sistemas pré-pago. Este sistema não requer a partilha de nenhum dado de qualquer conta bancária ou de qualquer detalhes de um cartão de crédito. Este sistema o paysafecard é comparado ao tradicional sistema de pagamentos em dinheiro numa qualquer loja. O sistema está disponível em 37 países, espalhados pela Europa, Austrália, América do Norte e América do Sul.
O sistema funciona da seguinte forma: os clientes compram paysafecard na forma de um PIN de 16 dígitos a partir de pontos de venda ou em lojas on-line autorizadas. Os valores disponíveis são € 10 e € 100. Estes cartões pré-pagos vendem-se em pontos de venda tipo bancas de jornais, postos de gasolina, farmácias, supermercados, lojas de electrodomésticos e até em máquinas de venda automática.
O alvo principal é a página do browser, esta fica sempre visível e não permite o acesso a qualquer outro programa ou função do Android. Mesmo que o utilizador prima o botão Home, apenas tem 5 segundos e o smartphone volta logo para a página do browser. Há quem consiga remover, usando os 5 segundos para desinstalar este malware, como foi dito por um analista da BitDefender, Bogdan Botezatu.
You can press Home and go to the homescreen, but a timer would bring it back on top in about 5 seconds. I managed to uninstall it manually by swiftly going to applications and dragging the icon on the Uninstall control, but it only works if the application icon is on the first row. Otherwise, one wouldn’t have the necessary time to drag it to the top, where the uninstall control is located.”
Esta app maliciosa é instalada sem o utilizador permitir quando este visita alguns sites de pornografia com o seu Android. O engodo é um player de vídeo que o utilizador clica para ver o filme para “acesso premium” às imagens. Contudo, a app ainda depende da falta de cuidado do utilizador, pois este ainda terá de dar permissão ao sistema para instalar uma app externa da Googple Play, onde todo o processo seguinte terá de ser feito manualmente no smartphone. Pode ser rebuscado, mas há muitos que fazem já caíram.
A Ars Technica apresenta um número de mais de 68 mil vítimas e a maioria são provenientes dos Emirados Árabes (pois claro, num país com especificidade muito própria em relação à pornografia).
Esta técnica, assim como outras que temos visto aparecer no Android, e não só, fazem lembrar os velhos tempos do Windows, dá a entender que a escola é a mesma e os hábitos apenas se transferiram de plataforma. O malware da engenharia social está sempre à espreita e um sistema mais “aberto e livre” poderá ser sinónimo de menos segurança e qualidade de utilização.
Malware
Novo malware para Android está insistindo para que usuários paguem uma multa de US$ 300 por assistir "porno no mal". Esse tipo de ferramenta maliciosa possui uma subdivisão chamada "ransomware", que afirma que o dono do smartphone cometeu um crime terrível e deve pagar por isso.
O nome dessa coisa horrível? Android-Trojan.Koler. Ele usa o GPS para localizar o país onde o gadget se encontra e informa a lei cujo o indivíduo violou. É assustador. O crime em questão é o acesso aos vídeos pornográficos "banidos", ou seja, contendo crianças, animais ou violações. Além disso, o malware pede US$ 300 de multa por ter feito as tais coisas indevidas, e o pagamento é realizado por meio de sites conhecidos como Paysafecard and uKash.
O Koler impede o usuário de acessar a home screen por mais de 5 segundos e a navegação entre apps é impossível, agonizando ainda mais o dono do aparelho.
Felizmente esse código malicioso não está presente na Google Play Store, mas sim no navegador, em sites pornográficos onde o malware se instala automaticamente. Usuários de Android: tomem cuidado. [Arstechnica]
Erro das Finanças impede contribuintes de pagarem multas de IUC ou mesmo fazê-los pagar multas de outros ... devido ao sistema informático caduco
Um erro do Fisco está a impedir milhares de contribuintes de pagarem coimas de Imposto Único de Circulação ou mesmo fazê-los pagar multas de outros contribuintes.
"São milhares de contribuintes que estão a ser afetados e apenas um número muito residual consegue pagar as contraordenações", disse Paulo Ralha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, adiantando tratar-se de um "problema informático" que acontece há mais de uma semana.
As guias de pagamento das multas do IUC são emitidas com um código de barras, para leitura ótica, que está associado a um código numérico que é introduzido internamente pela Autoridade Tributária (AT).
"O contribuinte não consegue fazer o pagamento porque o código emitido pela Direção-Geral (AT) não está correto. E, quando o pagamento é aceite, não pagam aquele processo que diz respeito ao próprio, mas sim o de outra pessoa, um terceiro", explicou.

O erro é logo detetado no pagamento da multa (cobrada pelo Fisco aos contribuintes que atrasaram o pagamento do imposto do veículo) porque o comprovativo do pagamento indica dados incorretos, de outro contribuinte.
"Isto tem causado transtorno nos serviços de Finanças", denunciou Paulo Ralha, explicando que os contribuintes se deslocam aos serviços do Fisco para regularizarem a situação e alguns apresentam-se "mais irados".
A razão do problema, explica o sindicalista, é o sistema informático "obsoleto" da AT.
"Esta situação gera um rol de erros e um acumular de situações pendentes e é sintomático do tipo de serviço que prestamos hoje em dia, sem qualidade ao nível informático. Este é um problema de informática ao nível central", concluiu.
Optimus e Vodafone multadas em 170 mil euros
Primeiro foi a TMN, agora também a Optimus e a Vodafone foram multadas pela Anacom por não fazerem cumprir a legislação que obriga a barrar serviços de mensagens de valor acrescentado.
A pena que aplicada às empresas condena a mesma infração. Ambas as operadoras falharam no dever de barrar serviços baseados em mensagens, que pressupõem a receção de várias mensagens pagas.
Os serviços em questão são de valor acrescentado e quando o cliente os usa pela primeira vez não tem consciência de que está a aceitar uma subscrição, que pressupõe a receção de mensagens periódicas que vão aumentando a sua conta de telemóvel. Funcionam, por exemplo, neste esquema serviços eróticos ou de conteúdos pornográficos, mas não só.
No caso da Vodafone, a quem foi aplicada uma multa de 95 mil euros, a empresa falhou no bloqueio por defeito à receção destes serviços SMS continuados em 9 números de telefone. No caso da Optimus, a multa foi de 75 mil euros, pelo não cumprimento da legislação em vigor para 6 números de telefone móveis.
As infrações foram detetadas em comunicações de 2011 e 2012, antes da entrada em vigor de legislação que veio endurecer ainda mais as regras aplicáveis às comunicações para este tipo de serviços.
Ambas as operadoras recorrem da decisão na justiça, o mesmo que já tinha feito a TMN, a quem foi aplicada uma multa de 145 mil euros por razões idênticas.
Os serviços em questão são de valor acrescentado e quando o cliente os usa pela primeira vez não tem consciência de que está a aceitar uma subscrição, que pressupõe a receção de mensagens periódicas que vão aumentando a sua conta de telemóvel. Funcionam, por exemplo, neste esquema serviços eróticos ou de conteúdos pornográficos, mas não só.
No caso da Vodafone, a quem foi aplicada uma multa de 95 mil euros, a empresa falhou no bloqueio por defeito à receção destes serviços SMS continuados em 9 números de telefone. No caso da Optimus, a multa foi de 75 mil euros, pelo não cumprimento da legislação em vigor para 6 números de telefone móveis.
As infrações foram detetadas em comunicações de 2011 e 2012, antes da entrada em vigor de legislação que veio endurecer ainda mais as regras aplicáveis às comunicações para este tipo de serviços.
Ambas as operadoras recorrem da decisão na justiça, o mesmo que já tinha feito a TMN, a quem foi aplicada uma multa de 145 mil euros por razões idênticas.