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Super Lua hoje
No domingo a Lua vai estar mais próxima do horizonte, originando um fenómeno conhecido como Super Lua, durante o qual o astro estará 14% mais próximo da Terra e 30% mais brilhante do que outras Luas Cheias do ano.
O fenómeno de Super Lua já se registou este ano a 12 de julho e voltará a repitir-se a 9 de setembro, mas o Observatório Astronómico de Lisboa adianta que a Super Lua de amanhã será a mais expressiva de todas.
No domingo, a Lua estará mais próxima da terra às 18h43 de Portugal Continental e atinge a fase de Lua Cheia às 19h09. A Super Lua pode ser observada entre as 20h16 de 10 de agosto e as 6h22 de dia 11 de agosto.
Há várias iniciativas marcadas para assinalar o fenómeno, entre as quais uma sessão de 30 minutos no Planetário Calouste Gulbenkian, em Lisboa, que será seguida de observação exterior.
A Super Lua ocorre todos os anos, sempre durante a fase de Lua cheia, e é marcado pelo instante de Lua Cheia quando a Lua está a uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu (ponto de órbita mais próximo da Terra) da sua órbita.
Fonte: Observatório Astronómico de Lisboa
Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa, estando a Lua próxima do horizonte, ocorre um efeito extra de ampliação, mas que é apenas uma ilusão produzida por razões ainda não totalmente compreendidas pelos astrónomos e psicólogos.
A distância média entre a Terra e a Lua é de 384.400 quilómetros mas durante o perigeu é reduzida para de 363.100 quilómetros, em média. Durante a Super Lua o satélite natural estará a 356.895 quilómetros da Terra.
A Super Lua conjuga-se este ano com a mais famosa chuva de meteoros, as Perseidas, que vai decorrer entre os dias 11 e 13 de Agosto, ajudando a iluminar o céu embora esta seja uma má notícia para quem gosta de observar estrelas cadentes, já que o brilho da Super Lua ajudará a ofuscar as Perseides.
O fenómeno pode ser visto em todo o mundo, desde que o Céu se mantenha livre de nuvens.
Sonda da NASA capta o que pode ser uma nova lua de Saturno
Não é todos os dias que os astrónomos podem observar o nascimento de um novo satélite natural num dos planetas que compõe o sistema solar. Os cientistas ainda não estão certos do que pode acontecer ao novo corpo celeste.
A 15 de abril de 2013 a sonda Cassini, que está a orbitar em torno de Saturno, descobriu uma nova lua gelada em formação nos anéis do planeta. Além de ser um fenómeno raro e que está a acontecer relativamente próximo, no Sistema Solar, os investigadores estão convencidos de que esta pode ser a última lua do “planeta dos anéis”.
Saturno tem mais de 60 luas naturais, e muitas das quais terão sido formadas a partir dos elementos que existem nos anéis do planeta. Mas com o passar dos milénios os aros de corpos celestes que circundam o planeta estão a perder “força” para a produção de luas, ainda que à distância, os anéis continuem a ter uma dimensão considerável.
A nova lua foi batizada informalmente, como revela o instituto de tecnologia da NASA na Califórnia, de Peggy. A lua não tem mais do que um quilómetro de distância, mas conseguiu atrair para o seu campo gravitacional tantos elementos que os mesmos tornaram-se visíveis na parte exterior do anel A, numa área total de 1.200 metros quadrados.
A 15 de abril de 2013 a sonda Cassini, que está a orbitar em torno de Saturno, descobriu uma nova lua gelada em formação nos anéis do planeta. Além de ser um fenómeno raro e que está a acontecer relativamente próximo, no Sistema Solar, os investigadores estão convencidos de que esta pode ser a última lua do “planeta dos anéis”.
Saturno tem mais de 60 luas naturais, e muitas das quais terão sido formadas a partir dos elementos que existem nos anéis do planeta. Mas com o passar dos milénios os aros de corpos celestes que circundam o planeta estão a perder “força” para a produção de luas, ainda que à distância, os anéis continuem a ter uma dimensão considerável.
A nova lua foi batizada informalmente, como revela o instituto de tecnologia da NASA na Califórnia, de Peggy. A lua não tem mais do que um quilómetro de distância, mas conseguiu atrair para o seu campo gravitacional tantos elementos que os mesmos tornaram-se visíveis na parte exterior do anel A, numa área total de 1.200 metros quadrados.
Pelo que é visível nas imagens os cientistas acreditam que o corpo está em processo de separação do anel, um processo que já terá acontecido na formação de outras luas do planeta Saturno.
Os investigadores querem agora observar o fenómeno com mais detalhe, mas isso apenas deverá acontecer no ano de 2016 quando a sonda Cassiny estiver em posição. É que ainda não é certo se Peggy vai conseguir impor-se como uma lua, visto que o seu tamanho não deve aumentar muito mais, podendo até acontecer um desmoronamento do satélite natural.
Equipa internacional descobre "idade" da Lua
Uma investigação de uma equipa internacional concluiu que a Lua foi formada 95 milhões de anos depois do nascimento do Sistema solar, na sequência de uma colisão que também originou a atual estrutura da Terra.

Segundo investigações anteriores, a formação do Sistema solar terá acontecido há 4,56 mil milhões de anos, o que dá à Lua uma idade de 4,47 mil milhões de anos.
A investigação divulgada, esta quarta-feira, pela revista científica britânica especializada "Nature", foi elaborada por uma equipa de planetologistas franceses, alemães e norte-americanos, sob a liderança de especialistas do Observatório da Côte d'Azur, localizado em Nice, sul de França.
Os peritos utilizaram um novo método para tentar determinar a idade da Lua, que teve como base simulações numéricas e a composição química do manto da Terra.
Os cientistas descobriram "uma relação entre o momento em que ocorreu a colisão que formou a Lua e a quantidade de matéria que a Terra adquiriu após essa colisão gigante", disse o Observatório, num comunicado.
Esta relação é "um verdadeiro relógio para datar o evento que levou à formação da Lua", acrescentou a instituição.
O novo "relógio" estabelece que a Lua foi formada 95 milhões de anos depois do início do Sistema solar, excluindo a hipótese de uma formação precoce.
Esta investigação confirma igualmente que a Terra é "o planeta que levou mais tempo a formar-se no nosso Sistema solar", com a estrutura núcleo-manto-crosta, sublinhou Alessandro Morbidelli, um dos líderes da equipa de cientistas, em declarações à agência francesa AFP.
Segundo investigações anteriores, a formação do Sistema solar terá acontecido há 4,56 mil milhões de anos, o que dá à Lua uma idade de 4,47 mil milhões de anos.
A investigação divulgada, esta quarta-feira, pela revista científica britânica especializada "Nature", foi elaborada por uma equipa de planetologistas franceses, alemães e norte-americanos, sob a liderança de especialistas do Observatório da Côte d'Azur, localizado em Nice, sul de França.
Os peritos utilizaram um novo método para tentar determinar a idade da Lua, que teve como base simulações numéricas e a composição química do manto da Terra.
Os cientistas descobriram "uma relação entre o momento em que ocorreu a colisão que formou a Lua e a quantidade de matéria que a Terra adquiriu após essa colisão gigante", disse o Observatório, num comunicado.
Esta relação é "um verdadeiro relógio para datar o evento que levou à formação da Lua", acrescentou a instituição.
O novo "relógio" estabelece que a Lua foi formada 95 milhões de anos depois do início do Sistema solar, excluindo a hipótese de uma formação precoce.
Esta investigação confirma igualmente que a Terra é "o planeta que levou mais tempo a formar-se no nosso Sistema solar", com a estrutura núcleo-manto-crosta, sublinhou Alessandro Morbidelli, um dos líderes da equipa de cientistas, em declarações à agência francesa AFP.
Quer ver a primeira imagem panorâmica da Lua desde 1972
Reprodução em alta qualidade do satélite natural é a primeira desde a última missão da Apollo 17
Depois de a China ter lançado para a Lua a nave não tripulada nomeada de Chang’e – referência a uma deusa da mitologia chinesa –, a sonda descarregada apelidada de Yutu conseguiu uma imagem panorâmica em alta qualidade que mostra a beleza vazia do satélite natural considerado o quinto maior do Sistema Solar.
Durante os próximos meses, o veículo composto por seis rodas e que utiliza energia solar vai conduzir algumas pesquisas com o auxílio de um centro de comando chinês e a Agência Espacial Europeia. Especula-se que uma das intenções dos chineses seja lançar uma missão tripulada à Lua em 2020.
Na imagem abaixo é possível conferir a última reprodução panorâmica feita durante a missão norte-americana Apollo 17, realizada em 1972.
Primeira sonda espacial chinesa a aterrar na Lua... a China é 3º país, antes só EUA e Rússia
A China conseguiu fazer aterrar este sábado uma sonda espacial na Lua, pela primeira vez, numa proeza só realizada até agora pela Rússia e pelos Estados Unidos.
A alunagem da sonda "Chang'e-3", transmitida em direto pela televisão chinesa, ocorreu às 21:12 (13:12 em Lisboa).
A sonda, lançada no passado dia 02 de dezembro, transporta um veículo robotizado, o "Yutu" (Coelho de Jade), que irá proceder a diversas investigações científicas.
Foi também a primeira alunagem do século XXI e a primeira vez que a China conseguiu colocar uma sonda num corpo celestial.
A "Chang'e-3" começou a desacelerar quando se encontrava a 15 quilómetros da superfície da Lua, num processo que iria durar doze minutos e sem qualquer intervençãoo exterior à sonda, publicou a agência noticiosa oficial chinesa, citando as autoridades espaciais.
"Chang'e", em chinês, significa "Deusa da Lua".
Há duas semanas, o porta-voz da Administração Estatal para a Ciência, Tecnologia e Indústria de Defesa Nacional, Wu Zhijian, considerou a missão da Chang'e-3 "a mais complexa" jamais realizada pelo programa espacial chinês.
O veículo robotizado que vai a bordo da sonda, o "Yutu", tem seis rodas e está equipado com quatro câmaras e dois "braços" mecanizados. Pesa 140 quilogramas e move-se a energia solar.
As tarefas atribuídas ao "Yutu" incluem o estudo da estrutura geológica e das substâncias existentes na superifície, bem como a pesquisa de recursos naturais.
"Mais um momento histórico para nós", disse um apresentador da televisão chinesa durante a transmissão da alunagem.
China no clube onde só estavam Rússia e Estados Unidos
Rússia e Estados Unidos enviaram várias missões à lua desde a década de 1960, mas a última alunagem - antes da viagem da "Chang'e-3" - foi realizada em 1976, pela então União Soviética.
A China só lançou o primeiro astronauta, Yang Liwei, em 2003 - quatro décadas depois da Rússia e dos Estados Unidos - mas está a recuperar rapidamente o atraso.
Em 2012, pela primeira vez, uma nave espacial tripulada chinesa acoplou com o protótipo de uma estação espacial, demonstrando o domínio de uma tecnologia que apenas aqueles países possuíam.
No espaço de uma década, a China colocou em órbita mais de uma dezena de astronautas, entre os quais duas mulheres.
"Comparada com a corrida espacial do século passado entre os Estados Unidos e a então União Soviética, o atual regresso da Humanidade à lua é mais baseado na curiosidade e na exploração do universo desconhecido", disse o vice-engenheiro-chefe do programa lunar chinês, Sun Huixian, citado hoje pela Xinhua.
NASA vai cultivar nabos, agriões e manjericão na Lua
A agência espacial norte-americana, a NASA, vai enviar para a Lua já em 2015 uma pequena estufa, com a qual pretende experimentar o cultivo de nabos, agriões e manjericão.
| foto NASA |
| Sementes serão enviadas para a Lua na "Moon Express Lander" (ilustração) |
Assim que a nave enviada para o efeito aterrar na Lua, um mecanismo libertará um pequeno depósito de água para um papel que irá iniciar a germinação das sementes: "Um filtro de papel com nutrientes dissolvidos, dentro da câmara, poderá alimentar uma centena de sementes de agriões, dez sementes de manjericão e outras dez de nabo", afirma a NASA.
A agência espacial norte-americana pretende desenvolver uma câmara de cultivo simples e selada, que poderá sustentar a germinação durante um período de cinco a dez dias na Lua.
"Usaremos a luz natural do Sol sobre a Lua como fonte de iluminação para a germinação das plantas, numa primeira demonstração do uso de recursos in situ", assinalou a NASA, acrescentando que os rebentos serão fotografados em intervalos regulares, com resolução suficiente para os comparar com os modelos de crescimento em plantas da Terra.
As plantas não serão cultivadas sobre o solo lunar, uma vez que o pó que o reveste carece de muitos dos nutrientes que suportam a vida vegetal e não contém o material orgânico decomposto que enriquece o solo terrestre.
Ainda de acordo com a NASA, os níveis de radiação na Lua são muito mais intensos do que os verificados na Terra, uma vez que o satélite não tem uma atmosfera que detenha os raios do Sol mais perigosos.
Além disso, as temperaturas na superfície da Lua variam, no mesmo dia, entre os 100ºC e os -173ºC e o céu de luz e sombra que regula a fotossíntese está sujeito ao facto de o "dia" lunar durar 28 dias terrestres.
Japão quer construir anel solar na Lua
Desde o acidente de Fukushima que os japoneses estão à procura de novas formas de produzir energia em larga escala. A mais recente envolve construir um anel fotovoltaico na Lua.
A proposta vem da empresa Shimizu Corp, que quer construir um anel solar em torno do equador da Lua, enviando para a Terra a energia produzida. O projeto é conhecido como LUNA RING e surge na sequência do desastre de Fukushima, em 2011.
De acordo com o PhysORG, a ideia é construir uma faixa de betão com 400 km de largura ao longo do equador da Lua, feito a partir de solo lunar. O betão servirá de base à instalação de painéis solares, ligados através de cabos a transmissores de micro-ondas e laser. A energia seria, depois, enviada para estações coletoras na Terra, permitindo a produção ininterrupta de energia.
A empresa argumenta que esta estrutura terá capacidade para enviar 13 mil terawatts de energia para a Terra e que a sua construção poderia começar em 2035. Todavia, não são fornecidos pormenores sobre os eventuais custos do projeto nem como se resolveriam as questões de logística de uma obra de tal envergadura fora do planeta. O plano também não explica como limpar os painéis solares do pó lunar, que inevitavelmente se depositaria na sua superfície.