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Anonymous Portugal pode ter revelado dados de 300 jornalistas
Parte do sistema informático da Comissão da Carteira Profissional de Jornalistas terá sido alegadamente atacado e além das credenciais de acesso expostas, mais de 470 mil documentos terão ficado acessíveis online.
Um suposto ataque arquitetado por piratas informáticos de diferentes grupos ligados ao coletivo Anonymous Portugal resultou na publicação daqueles que podem ser dados privados de quase 300 jornalistas inscritos na Comissão de Carteira Profissional (CCPJ).
As informações que incluem endereços de email, nomes de acesso e palavras-passe foram publicadas ontem, 2 de fevereiro, no Pastebin. Apesar de o ataque ter alegadamente começado durante a noite de ontem, só hoje de manhã foi reivindicado nas páginas de Facebook dos grupos de cibercriminosos.
A CCPJ diz não ter "qualquer informação neste sentido" e que hoje estão a "trabalhar normalmente". A Comissão reforçou a ideia de não ter qualquer conhecimento de um suposto ataque, afirmando que o sistema informático da entidade é "seguro".
Comparando a lista de dados revelada com a lista de jornalistas disponibilizada no site da CCPJ é possível encontrar nomes comuns, não sendo possível confirmar que se trate de facto das mesmas pessoas. Mas também existem bastantes nomes que não constam como jornalistas inscritos na comissão.
Já foi pedido um comentário à Comissão de Carteira Profissional para saber se os dados fazem parte da base de dados da entidade, mas até ao momento não houve nenhuma resposta.
Os atacantes terão acedido à parte restrita do sistema informático da Comissão, alegando que o username e a password de acesso seriam admin. O site TeK tentou validar esta informação para atestar a veracidade do caso, mas no momento de publicação deste artigo os dados não correspondiam.
Apesar de estar alojado num servidor com o protocolo de segurança SSL, os piratas informáticos dizem que nem isso foi suficiente para dificultar a tarefa dado o suposto baixo nível de segurança das credenciais de acesso.
Os crackers reclamam na Internet por liberdade de expressão, deixando implícito que a CCPJ terá efetuado algum nível de censura. Numa publicação nas redes sociais é ainda deixada no ar a hipótese de num futuro próximo a entidade que gere as carteiras profissionais dos jornalistas em Portugal poder ser alvo de um ciberataque.
Em resposta ao TeK o grupo Outsiderz Arcainex, que participou no alegado ataque, confirma a intenção de futuros ataques à CCPJ: "Por mais que resolvam os erros do site nós temos sempre maneira de hackear. Se tentarem arranjar o site eles vão acabar por criar outra falha. Outra falha que pode ser ainda pior do que as que já têm! Nós próprios iríamos ajudar a "reparar" o site. Podem mudar a password, mas não podem apagar as cópias das bases de dados dos nossos servidores".
Jornalista publica foto no facebook em que anuncia que desiste de cobrir Mundial devido a "limpeza" de crianças
Um jornalista dinamarquês decidiu abandonar a cobertura do Mundial de Futebol, no Brasil, depois de visitar a cidade de Fortaleza e descobrir que, alegadamente, estava a decorrer uma "limpeza" de crianças sem-abrigo para impressionar a imprensa internacional.
Faltam cerca de dois meses para o pontapé de saída do Campeonato Mundial de Futebol que, este ano, se realiza no Brasil. As atenções estão viradas para este país sul-americano, que possui diversas cidades entre os tops de lugares mais violentos do planeta.
Uma das cidades a acolher jogos é Fortaleza, uma das maiores dores de cabeça para a organização da "Copa", pois é considerada uma das cidades mais violentas a alguma vez receber jogos do Mundial de Futebol.
Foi uma visita a esta cidade que levou o jornalista dinamarquês Mikkel Keldorf Jensen a desistir de fazer a cobertura do campeonato mundial, depois de dois anos e meio de preparação. "O sonho tornou-se num pesadelo", diz, numa publicação feita no Facebook e que tem corrido o Brasil.
Segundo conta, a decisão acontece devido à "limpeza" que está a acontecer "na cidade de Fortaleza", para preparar a "Copa" e impressionar os "gringos" (estrangeiros) "e a imprensa internacional". "Fiquei a saber que algumas [crianças] estão desaparecidas. Muitas vezes, são mortas quando estão a dormir à noite em áreas com muitos turistas", assegura.
"Não posso cobrir esse evento depois de saber que o preço da Copa não só é o mais alto da história em reais e centavos - também é um preço que inclui vidas das crianças", diz.
O texto, acompanhado por uma fotografia do próprio em que se pode ler "Um gringo que viu o que os gringos não devem ver", já conta com mais de 15 mil gostos, tendo sido partilhado mais de 33 mil vezes (o ex-jogador e deputado federal Romário foi um dos que partilhou este texto com os seus seguidores). Já os quase dois mil comentários feitos à publicação não são consensuais: há quem apoie o texto, aproveitando para denunciar outros casos de violência, e quem se oponha à decisão do jornalista, desmentindo o que relata.
Também fora da Internet já se acumulam as reações. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará já se pronunciou, garantindo que "não há registo de mortes de crianças em situação de rua em Fortaleza". Também o secretário de Turismo da região, Mismarck Maia, já veio a público classificar o texto do dinamarquês como "criminoso" e as suas declarações como "preconceituosas, descabidas e de interesses escusos".
Algumas organizações não governamentais (ONG) locais também já garantiram desconhecer casos de crianças mortas para "limpar" a cidade e prepará-la para o grande evento. "Não sei qual foi a fonte dele, mas eu não conheço nenhum caso de extermínio", garantiu o diretor da ONG "O Pequeno Nazareno", que lida com crianças vulneráveis no Ceará, ao UOL.
Keldorf continua a defender a sua decisão, garantindo esta quarta-feira, em entrevista a um canal dinamarquês, que as fontes que usou "têm contato diário com crianças" e sabem de casos de jovens que foram mortos "quando estavam na rua". "É uma coisa que muita gente sabe que acontece, mas ninguém ousa falar sobre isso". O dinamarquês está a planear um documentário sobre a sua passagem pelo Brasil, que deverá ser exibido no seu país antes do Mundial de Futebol.
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Jornalista demite-se em direto como forma de protesto contra Putin
Uma pivô norte-americana do canal RT demitiu-se em direto devido às ações do governo russo. Segundo o The Guardian, a televisão é financiada pelo governo da Rússia, “que branqueia as ações de Putin”.
Segundo avança o The Guardian, a jornalista não foi a única a criticar a Rússia nos canais americanos.
A estação de televisão é financiada pelo país que se encontra em confrontos com a Ucrânia e “branqueia as ações de Putin”.
Liz Wahl disse, a partir das instalações da RT, em Washington, acreditar na verdade, explicando como os avós fugiram da perseguição soviética na Hungria, afirmando:“É por isso que, após este noticiário, me demito”.
Dois dias antes, noutro canal, o jornalista Abby Martin também condenou a intervenção militar russa na Ucrânia, inspirando a atitude de Liz.
Entretanto, o canal americano anunciou que todos jornalistas podem “expressar as suas opiniões, não apenas em privado, mas em direto”.
Segundo avança o The Guardian, a jornalista não foi a única a criticar a Rússia nos canais americanos.
A estação de televisão é financiada pelo país que se encontra em confrontos com a Ucrânia e “branqueia as ações de Putin”.
Liz Wahl disse, a partir das instalações da RT, em Washington, acreditar na verdade, explicando como os avós fugiram da perseguição soviética na Hungria, afirmando:“É por isso que, após este noticiário, me demito”.
Dois dias antes, noutro canal, o jornalista Abby Martin também condenou a intervenção militar russa na Ucrânia, inspirando a atitude de Liz.
Entretanto, o canal americano anunciou que todos jornalistas podem “expressar as suas opiniões, não apenas em privado, mas em direto”.