Com tecnologia do Blogger.

Mostrar mensagens com a etiqueta fornecedores. Mostrar todas as mensagens

Ex-fornecedor "denuncia os podres" da Apple ... saiba os abusos da empresa norte-americana



Para ilustrar realmente quão massiva a Apple já muitas vezes foram noticiados alguns dos enormes números em que a Apple opera. Qual é, contudo, o real preço de tudo isso? Quais são as reais engrenagens que fazem toda essa riqueza crescer?

 Se muito provavelmente é tão apaixonado por tecnologia . Toda essa paixão, porém, jamais pode nos privar de senso crítico. Temos que permanecer atentos ao que consumimos. Afinal, ao dar seu dinheiro a uma empresa, você provavelmente vai concordar não só com o produto, sim também com toda a cadeia necessária para trazer o gadget da mesa de projetos até o bolso de sua calça.

E é justamente em uma dessas engrenagens que a Apple sofreu acusações muito sérias. Não, dessa vez não são alegações de trabalhos semi-escravos com crianças asiáticas mal-nutridas. Quem realizou as denúncias foi uma ex-parceira de Cupertino, a empresa GT Advanced.

O acordo entre as duas foi anunciado no final do ano passado. A parceria era para a produção de ecrãs e outros componentes feitos em Safira, o que animou os que esperavam por novos iPhones usando o resistente material. Para tanto, a GT recebeu um expressivo contrato de U$ 578 milhões para a fabricação desses componentes.

Infelizmente, nada ocorreu como o esperado, e a GT não conseguiu fabricar as telas de Safira para a Apple. Surpreendentemente, os resultados foram catastróficos, e essa empresa fornecedora entrou com pedido de falência. O calvário da parceira da Maçã, todavia, ainda não acabou. Tanto que, atualmente, a ex-fornecedora de ecrãs está sofrendo processos por parte de Cupertino.

Essa poderia ter sido a tela Safira fabricada pela GT Advanced para o iPhone 6?


Pressionada mais do que nunca, a GT Advanced resolveu colocar todas as cartas na mesa, denunciando todos os termos do contrato com a Apple. Como a própria empresa em falência afirma, trabalhar com a Maçã pode ser algo "opressivo e problemático".

A parceria e negociações.



A Apple propôs à GT Advanced o que seria o maior dos negócios já realizados pela fornecedora. Cupertino encomendou a sua nova parceira 2.600 fornalhas para criação de safira. A GTAT (GT Advanced Technologies) iria operar essas fornalhas, todavia elas seriam propriedade da maçã. Sendo a Apple talvez a empresa de tecnologia mais proeminente do mundo, ela se torna, em tese, o cliente perfeito. Tanto que essa parceria era vista como um divisor de águas para a GTAT.

Mesmo após muitos meses de negociações, porém, não foi possível chegar a um acordo favorável a ambos os lados. A Apple, então, ofereceu algo diferente: ela não iria mais comprar as fornalhas e sim emprestar dinheiro para a GTAT comprar os componentes necessários e as construir. Além disso, nessa nova proposta a Apple não teria nenhuma obrigação de comprar qualquer material produzido. Para piorar ainda mais a situação, a GTAT também estava proibida de fazer negócios com qualquer outra fabricante do setor que não a própria Apple.


Nesse novo acordo, a GTAT iria adquirir 2.036 fornalhas, usando US$ 578 milhõesemprestados pela Apple, dos quais os últimos US$ 139 milhões ela nunca viu a cor. O emprestimo seria pago em dinheiro ou em materiais produzidos de acordo com as necessidades da Apple.

A GTAT, portanto, estava refém de Cupertino. A fornecedora só iria lucrar se a Apple encomendasse ecrãs Safira num número bem acima do planeado. Apenas com uma grande demanda da Maçã que a outra companhia iria conseguir ter dinheiro para saldar suas dívidas.


O indesejado aconteceu.

Mesmo trabalhando à beira de todos os seus limites financeiros, talvez o problema da GTAT não tivesse sido tão grande se tudo tivesse saído como esperado. Quando se trata de produção em grande número, porém, nem sempre tudo sai como o planeado.

A GTAT acabou adquirindo diversos gastos não previstos (novos funcionários, reparos, ferramentas, etc.). As surpresas elevaram rapidamente o custo para exorbitantes US$ 900 milhões. O novo valor era muito acima dos US$ 578 milhões emprestados pela Apple. A companhia de Tim Cook, entretanto, não quis ceder um centavo a mais, e todos os excedentes tiveram que ser pagos do bolso da própria parceira.

Ajuda? Negada.



A GTAT estava a um passo do total desastre. E o acordo fechado com a Apple não ajudava a fornecedora em nada. Inclusive, ainda que a casa de Cupertino se recusasse a comprar as telas fabricadas, a parceira ainda assim seria obrigada pagar o empréstimo feito de U$ 578 milhões.

Não obstante, se a GTAT não tivesse dinheiro em caixa para saldar a dívida, a Apple poderia se apoderar de todas as 2.036 fornalhas e seus equipamentos relacionados. A ex-parceira da Maçã ficou, então, absolutamente sem saída. O único jeito, portanto, foi tentar um novo acordo com a companhia de Tim Cook.

Durante muito tempo, novas negociações se sucederam. Nenhuma das novas propostas da gigante de Cupertino, segundo a GTAT, apresentava uma saída clara para a crise. Ainda, se a fornecedora aceitasse uma das novas propostar, iria entrar em uma situação pior do que já estava.

No final da história, a GTAT investiu tudo o que tinha em meses de negociações. Proibida de negociar com qualquer outra empresa, não teve condições de sequer montar uma saída reserva. Já a Apple, por sua vez, não teve risco algum na negociação. E, mesmo com a falência de sua ex-parceira, a Maçã continua firme e forte, caminhando para um sucesso cada vez mais consolidado.

Obviamente, todas as informações mostradas aqui foram fornecidas pela própria GTAT. Por estar protegida pela lei de falência dos EUA, a ex-fornecedora pôde revelar todos os pormenores de seu acordo financeiro com a Apple sem sofre retaliações de Cupertino.

Hook - a rede social para desenvolver os seus négócios

Apresentado há dias, o Hook é um projeto português com objetivos globais. Esta rede social empresarial, de utilização gratuita, que quer juntar empresas com serviços para oferecer a empresas interessadas em encontrar novos fornecedores.

O projeto estará em fase de lançamento até final do ano, com todas as funcionalidades da plataforma acessíveis a quem se registar. Terminada esta fase de lançamento passará a contar com uma versão premium que limitará o acesso a algumas funcionalidades, mas a filosofia do acesso universal ao serviço vai manter-se, com qualquer empresa a poder solicitar propostas ou responder-lhes.

Ricardo Oitavén, founding partner do projeto, explica que o Hook tem como grande objetivo ajudar as empresas a otimizarem o esforço de angariação de clientes, criando uma alternativa às estratégias de "atuação a 360º que desperdiçam recursos".

À semelhança do que já fazem os marketplaces online B2B, o Hook quer juntar empresas que precisam de determinado serviço, àquelas que podem oferecê-los, mas Ricardo Oitaven garante que as semelhanças acabam aí, porque o conceito do Hook é diferente.

A plataforma assenta num modelo de rede social, "que permite toda a interação entre os stakeholders" em todas as fases do negócio. Também se distingue do conceito tradicional de marketplace por assentar num modelo de acesso gratuito.

As empresas que se registem na fase de lançamento da plataforma e que contribuam para o aperfeiçoamento do produto, com ideias e sugestões, garantem acesso a um ano de subscrição premium.

Nesta modalidade de subscrição paga, os utilizadores da plataforma garantem acesso a serviços de pesquisa melhorada e outras funcionalidades que os promotores ainda não revelam. O custo associado à versão premium variará entre os 20 e os 90 euros, antecipa Ricardo Oitavén.

A expectativa do fundador do projeto, que é também CEO da OpenSolutions, passa pela angariação de 15 mil empresas no primeiro ano. No segundo ano de vida do Hook o objetivo é ter 50 mil empresas e no quinto ascender a 750 mil empresas a fazer negócio na rede social.

A internacionalização, já a partir dos próximos meses, deverá contribuir para alcançar a estimativa. A Holanda será o primeiro país de internacionalização da plataforma, que já está disponível também em inglês, francês e espanhol, para além do português e do holandês.

Nome da imagem

- Copyright © TECHonLLINE, noticias de tecnologia!no mundo online... - Skyblue - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -