Mostrar mensagens com a etiqueta formula 1. Mostrar todas as mensagens
"Schumacher está a lutar pela vida"
AFIRMA O MÉDICO JEAN-FRANCOIS PAYEN
"Schumacher está a lutar pela vida"
Realizou-se esta segunda-feira uma conferência de imprensa na qual foi abordado o estado do alemão Michael Schumacher, tendo o médico Jean-Francois Payen confirmado que o campeão do mundo está a lutar pela vida e que a situação é muito grave.
"Schumacher está a lutar pela sua vida. Ele está numa situação muito grave. Não podemos dizer o que vai acontecer. A sua situação é avaliada hora após hora, mas é muito cedo para dizer o que pode acontecer. Tudo o que poderíamos fazer já foi feito e acho que não será preciso uma segunda operação", afirmou Jean-Francois Payen.
"Ele sofreu um traumatismo grave no lado direito da cabeça, apesar do capacete. Aliás, se não tivesse o capacete, não teria sobrevivido ao impacto. Inicialmente ele foi transportado para o hospital de Moûtiers. Chegou muito agitado e piorou muito rapidamente. Entrou depois em coma e quando aqui chegou [a Grenoble, para onde foi levado de helicóptero] já estava numa situação grave de coma", frisaram.
"Ainda assim, e apesar de termos feito tudo o que podíamos para tratar a situação, Schumacher sofre ainda de hipertensão intracraniana, hematomas e contusões cerebrais e um um edema cerebral", foi explicado
Michael Schumacher continua em "estado crítico", a lutar pela vida, num hospital, em França."Não podemos pronunciar-nos sobre o futuro", dizem os médicos, que negam ter feito uma segunda operação ao antigo campeão do Mundo de Fórmula 1, que foi colocado em coma induzido.
| foto JEFF PACHOUD/AFP |
| Schumacher foi transferido de helicóptero para o hospital de Grenoble |
O antigo piloto de Fórmula 1 continua "em estado crítico" e com prognóstico reservado, disse Jean-François Payen, médico do hospital de Grenoble. "Não podemos pronunciar-nos sobre o futuro de Michael Schumacher", adiantou o hospital, numa comunicação pública, às 11 horas desta segunda-feira (10 horas em Portugal continental).
De acordo com o boletim clínico desta segunda-feira, o antigo campeão do Mundo de Fórmula 1 sofreu lesões "graves e difusas", apesar de usar capacete, ao bater com a cabeça numa rocha, quando caiu fora de pista, num acidente de esqui na estância de Méribel, nos Alpes franceses. "Se não tivesse capacete, já não estaria aqui", disse Jean-François Payen.
Segundo, os "media" franceses e alemães, o antigo campeão do Mundo de Fórmula 1 foi operado uma segunda vez, depois de domingo ter sido submetido a um a intervenção cirúrgica de urgência. Uma informação desmentida, esta manhã, pelo neurocirurgião Stephan Chabardes.
"Não está prevista uma segunda operação", esclareceu, desmentindo a notícia que havia sido avançada pelo diário Le Dauphiné Liberé e pela estação televisiva BFM TV.
Michael Schumacher foi colocado em coma induzido, a uma temperatura entre os 34 e os 37 graus centígrados, de forma "a reduzir os estímulos naturais e reduzir o consumo de oxigénio", explicou Payen.
Michael Schumacher foi transferido de helicóptero da estância alpina de Méribel para Grenoble, quando se percebeu que o seu estado era mais grave do que se pensava de início.
O antigo piloto, sete vezes campeão mundial de Fórmula 1, sofreu na manhã de domingo um acidente de esqui, quando chocou com a cabeça contra uma rocha, numa altura em que esquiava fora da pista da estância de Méribel.
Schumacher foi inicialmente hospitalizado em Moutiers, mas foi transferido para Grenoble, de forma a realizar mais exames, ao concluir-se que o seu estado poderia ser mais grave do que inicialmente parecia.
O neurocirurgião Gerard Saillant, amigo pessoal de Schumacher, viajou de Paris para Grenoble para acompanhar diretamente o processo.
Michael Schumacher sofre grave acidente nos Alpes
O ex-piloto de Fórmula 1 estava a esquiar quando sofreu um grave acidente, do qual terá resultado um traumatismo craniano.
O ex-piloto alemão Michael Schumacher, sete vezes campeão Mundial de Fórmula 1, sofreu um grave acidente de esqui na estância de Méribel, Alpes franceses, revelou neste domingo a rádio francesa Europe 1.
Ainda segundo aquela emissora, Schumacher terá sido vítima de um traumatismo craniano e foi transportado para um hospital.
Méribel é uma das estâncias que compõem os "Três Vales", um dos centros mais conhecidos dos Alpes franceses.
Na Formula 1 os carros de 2014 voltam a ter motores turbo
O final da década de 1970 marcou o início da era dos motores turbo na Fórmula 1 — mais precisamente o ano de 1977. A Renault levou a novidade para as pistas e foi com um motor da montadora francesa que o também francês Jean-Pierre Jabouille venceu o Grande Prémio de Dijon, na França, em 1979.
Mas a vida dos motores turbinados na Fórmula 1 foi relativamente curta, e apenas 12 anos depois, em 1989, o novo regulamento da categoria proibia o uso desse tipo de reforço para os carros — o motivo alegado foi o alto risco para os pilotos e também os altos custos de manutenção deste tipo de máquina. Ano que vem, 25 anos depois do banimento, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou o retorno dos motores turbo na F1.
Quem acompanhava Fórmula 1 nos anos 1980 deve se lembrar do quão insanas as corridas chegavam a ser, com dezenas de ultrapassagens e carros voando baixo até mais do que acontece atualmente. Será que 2014 vai trazer isso tudo de volta?
Saiba um pouco mais sobre como a novidade deve afetar a F1 a partir do próximo dia 16 de março, em Melbourne, na Austrália, data marcada para início da nova temporada da categoria mais famosa do automobilismo mundial.
Eficiência e potência aprimoradas
Em 2013, os carros de Fórmula 1 utilizaram motores V8 de 2,4 litros sem turbo. Enquanto os motores atuais da F1 eram capazes de produzir mais de 750 cavalos-vapor de potência (cv), os que serão utilizados em 2014 alcançam em torno de 600 cv — mas ganham o reforço de um novo método de recuperação de energia. Para o próximo ano, os equipamentos ficarão a cargo de apenas três fabricantes: Ferrari, Renault e Mercedes.
Eles serão V6 turbo de 1,6 litros e usarão o Sistema de Recuperação de Energia (ERS na sigla em inglês) em substituição ao atual Sistema Cinético de Recuperação de Energia (KERS, também na sigla em inglês). Esta é a alteração mais radical e que tem implicações diretas no desempenho do carro.
“O sistema novo vai recuperar a energia de duas fontes – a energia cinética do carro em freadas (como hoje) e a energia térmica deixada no fluxo de escapamento através de uma turbina em um motor elétrico”, afirma o chefe de motores da Mercedes, Andy Cowell.
O ERS terá um papel fundamental no desempenho do motor, pois ele armazena a energia recuperada em baterias até 10 vezes mais potentes do que as utilizadas atualmente com o KERS. Isso significa que o carro pode ganhar um incremento de potência durante 33 segundos por volta ao utilizar o ERS.
“Esse é um percentual significativo de tempo para quando os pilotos quiserem usar força total, e vai contribuir com mais de dois segundos no tempo de volta”, garante Cowell. Em resumo, o que devemos ver nas pistas em 2014 é um verdadeiro festival de ultrapassagens.
Novas possibilidades e novos desafios
Se as novidades abrem as portas para novas possibilidades na concepção e na pilotagem de um carro de F1, elas também criam novos desafios para quem pensa os veículos. Em entrevista ao site oficial da F1, o diretor-técnico da equipe Caterham, Mark Smith, acredita que a filosofia dos carros de 2014 será radicalmente diferente daquela dos veículos utilizados em 2013.
“Fundamentalmente, a unidade de energia é significativamente diferente; não é como se nós fôssemos de um V8 de 3,0 litros para um V8 de 3,2 litros”, afirma o engenheiro ao se referir ao aumento de tamanho dos motores para o próximo ano. Isso acontece por causa do turbo que será acoplado ao motor. Além disso, o motor turbo impacta também na transmissão, no sistema de escape e até mesmo no design dos veículos.
Porém, o grande desafio para Smith é encontrar uma solução eficiente, tanto do ponto de vista de temperatura quanto de aerodinâmica, para o resfriamento dos motores. “É relativamente fácil aparecer com uma solução que vai resfriar [o motor], mas aparecer com uma solução que vai resfriar e dar o desempenho aerodinâmico perfeito é o desafio”, aposta o engenheiro.
Também entrevistado pelo site oficial da F1, James Key, diretor-técnico da Toro Rosso, concorda com o colega. “Os requisitos de resfriamento são completamente diferentes”, garante o engenheiro, pois “ tem o turbocharger com um refrigerador sobre ele, um sistema de recuperação de energia muito maior que naturalmente bombeia mais calor e tem ainda a caixa de câmbio e as partes hidráulica, de óleo e de água para resfriar”.
Motor: novamente o protagonista
Ao que tudo indica, as novas mudanças devolverão o protagonismo da Fórmula 1 ao motor. Na apresentação do Energy F-1, motor da Renault para 2014, o tetracampeão mundial de F1 Alain Prost, ex-companheiro e desafeto nas pistas de Ayrton Senna, celebrou o retorno do turbo.
“A partir de 2014, traremos à tona motores que reestabelecerão o equilíbrio na Fórmula 1. O motor é o coração do carro. A partir do ano que vem, ele retorna ao coração de nosso esporte”, afirmou o ex-piloto francês.
As novas regras aumentam o desafio ao limitarem ainda mais a quantidade de motores que cada piloto pode usar ao longo de toda a temporada: de 8, este número cai para 5. O peso máximo deste conjunto de peças (motor mais ERS) foi aumentado de 95 kg para 145 kg.
Cowell, o chefe de motores da Mercedes, acredita que, apesar das novidades relacionadas aos motores, eles sozinhos não serão determinantes no sucesso de uma equipe, como aconteceu durante a década de 1980.
“Eu acho que nós veremos mais diferença entre os motores no próximo ano”, afirmou Cowell. “No entanto, também haverá espaço para uma grande expansão em termos de aerodinâmica, além dos pneus, portanto tudo isso junto vai fazer a diferença”, finalizou o engenheiro da Mercedes, apostando em um conjunto de fatores como diferencial das equipes que disputarão a ponta da tabela no próximo ano.
E aí, fã de Fórmula 1, o que esperar da categoria para os próximos anos a partir dessas mudanças? Será que a hegemonia de Sebastian Vettel permanece ou estamos prestes a ver uma F1 mais equilibrada?
Vettel campeão do mundo e fim de semana das clássicos futebol em espanha e Portugal, e o benfica
VETTEL TETRACAMPEÃO
O formal e o irreverente, o perfecionista e o brincalhão
Paulo Fonseca e Leonardo Jardim aproximam-se no conteúdo, mas são muito diferentes na forma: em todas as formas, aliás. No fundo querem o mesmo, de maneiras diferentes.
Mas por partes.
Os treinadores vão defrontar-se pela primeira vez em jogos oficiais: o histórico dá conta apenas de um jogo de pré-época quando Jardim orientava o Sp.Braga e Fonseca o Desp. Aves.
Venceu o primeiro, é verdade, por 2-0, mas num amigável que contava pouco.
Dois anos depois encaram-se pela primeira vez num jogo a doer, e que de maneira: um clássico que vale a liderança do campeonato. compará-los. Perceber o que os separa e o que os aproxima. Fê-lo junto de fontes insuspeitas: dois jogadores orientados por ambos.
«O que destaco mais no Leonardo Jardim é ser um treinador muito metódico, muito organizado», começa por dizer Ericson. «O Paulo Fonseca é mais irreverente, tem um espírito mais dinâmico.»
Ericson é um dos três raros jogadores que já foram orientados por ambos: o trinco que agora está no Tondela trabalhou com Paulo Fonseca no Pinhalnovense e com Jardim no Desp. Chaves.
«O Leonardo Jardim está sempre a dizer que o sucesso depende da seriedade no trabalho diário. Preparava muito bem os treinos, trabalhava bem diariamente, sempre forte, sempre exigente, e era muito bom na análise aos adversários: sabíamos tudo sobre a equipa que íamos defrontar», conta.
«O Fonseca era um jovem ambicioso, mais descontraído, mais amigo. Passava essa ambição aos jogadores através de um discurso forte e que nos fazia sentir que ele estava muito próximo de nós.»

Os outros jogadores que trabalharam com os dois treinadores são o central Romaric, do Aves, e o extremo Dally, do Tondela: ambos estiveram com Jardim no Chaves e Fonseca no Aves.
Ora Romaric, precisamente, assina por baixo o que Ericson referiu.
«Leonardo Jardim é muito tática, tática, tática. É muito exigente, todos os dias temos de treinar ao máximo: transições rápidas defensivas, transições rápidas ofensivas, posicionamentos e muitas bolas paradas: fartávamo-nos de ensaiar bolas paradas», diz.
Romaric conta até uma curiosidade engraçada relativamente a Leonardo Jardim.
«No final dos jogos ele dizia tudo aos jogadores. Um a um, ia para cima de todos. E dava nota, de zero a dez, a cada um. Dizia tu fizeste isto mal, isto mal, isto mal, isto bem, isto bem, tens nota x.»
E as notas serviam para alguma coisa? «Serviam de referência. No jogo a seguir cada um tinha de fazer melhor. O Jardim é muito exigente, quer sempre mais, sempre melhor. É um perfecionista. Ele é muito direto, muito honesto e isso é bom. Os jogadores gostam dele.»
«Paulo Fonseca é muito diferente. É mais cuidadoso a falar com os jogadores, tem sempre um discurso positivo, tenta motivar-nos através de elogios. É muito brincalhão, envolve-se com os jogadores, é como um amigo dentro do grupo.»
Ericson concluiu que Paulo Fonseca «envolvia-se mais com os jogadores», enquanto Leonardo Jardim «tinha uma postura mais cordial, mais profissional».
Mas por partes.
Os treinadores vão defrontar-se pela primeira vez em jogos oficiais: o histórico dá conta apenas de um jogo de pré-época quando Jardim orientava o Sp.Braga e Fonseca o Desp. Aves.
Venceu o primeiro, é verdade, por 2-0, mas num amigável que contava pouco.
Dois anos depois encaram-se pela primeira vez num jogo a doer, e que de maneira: um clássico que vale a liderança do campeonato. compará-los. Perceber o que os separa e o que os aproxima. Fê-lo junto de fontes insuspeitas: dois jogadores orientados por ambos.
«O que destaco mais no Leonardo Jardim é ser um treinador muito metódico, muito organizado», começa por dizer Ericson. «O Paulo Fonseca é mais irreverente, tem um espírito mais dinâmico.»
Ericson é um dos três raros jogadores que já foram orientados por ambos: o trinco que agora está no Tondela trabalhou com Paulo Fonseca no Pinhalnovense e com Jardim no Desp. Chaves.
«O Leonardo Jardim está sempre a dizer que o sucesso depende da seriedade no trabalho diário. Preparava muito bem os treinos, trabalhava bem diariamente, sempre forte, sempre exigente, e era muito bom na análise aos adversários: sabíamos tudo sobre a equipa que íamos defrontar», conta.
«O Fonseca era um jovem ambicioso, mais descontraído, mais amigo. Passava essa ambição aos jogadores através de um discurso forte e que nos fazia sentir que ele estava muito próximo de nós.»
Os outros jogadores que trabalharam com os dois treinadores são o central Romaric, do Aves, e o extremo Dally, do Tondela: ambos estiveram com Jardim no Chaves e Fonseca no Aves.
Ora Romaric, precisamente, assina por baixo o que Ericson referiu.
«Leonardo Jardim é muito tática, tática, tática. É muito exigente, todos os dias temos de treinar ao máximo: transições rápidas defensivas, transições rápidas ofensivas, posicionamentos e muitas bolas paradas: fartávamo-nos de ensaiar bolas paradas», diz.
Romaric conta até uma curiosidade engraçada relativamente a Leonardo Jardim.
«No final dos jogos ele dizia tudo aos jogadores. Um a um, ia para cima de todos. E dava nota, de zero a dez, a cada um. Dizia tu fizeste isto mal, isto mal, isto mal, isto bem, isto bem, tens nota x.»
E as notas serviam para alguma coisa? «Serviam de referência. No jogo a seguir cada um tinha de fazer melhor. O Jardim é muito exigente, quer sempre mais, sempre melhor. É um perfecionista. Ele é muito direto, muito honesto e isso é bom. Os jogadores gostam dele.»
«Paulo Fonseca é muito diferente. É mais cuidadoso a falar com os jogadores, tem sempre um discurso positivo, tenta motivar-nos através de elogios. É muito brincalhão, envolve-se com os jogadores, é como um amigo dentro do grupo.»
Ericson concluiu que Paulo Fonseca «envolvia-se mais com os jogadores», enquanto Leonardo Jardim «tinha uma postura mais cordial, mais profissional».
O cabo verdiano acrescenta no entanto um pormenor: «Leonardo Jardim é muito bom a motivar os jogadores. Na preparação dos jogos sabe falar as palavras certas para nos tornar mais forte.»
Mas nunca tira a máscara de seriedade?, pergunta-se.
Romaric ri-se. «Às vezes tira», começa. «Lembro-me quando fomos campeões no Desp. Chaves, estávamos a festejar e um jogador resolveu brincar com ele. Disse-lhe que tinha a cabeça grande. Ele sorriu e respondeu que era para guardar tanta inteligência.»

Ericson lembra-se de outro episódio vivido com Jardim. «Estreei-me num jogo da Taça de Portugal, pelo Chaves, em que fui expulso. Era o meu primeiro jogo em Portugal», conta o cabo-verdiano.
«No fim ele vem falar comigo. Fartou-se de me dar nas orelhas e acabou a dizer: agora vou tirar-te parte do salário. Eu não acreditei. Está a brincar, mister?» Ouviu um redondo não. «Comigo os vermelhos custam dinheiro. Nem queria acreditar, em Cabo Verde não havia nada disso.»
A própria filosofia de jogo, dizem os dois, era diferente. «O Paulo Fonseca era mais atrevido. Tinha um futebol mais ofensivo, mais aguerrido, gostava de dominar os jogos e atacar. O Jardim era mais calculista, preferia um futebol cauteloso e queria ter sempre tudo controlado.»
Paulo Fonseca e Leonardo Jardim têm de resto muito a separá-los, já se viu, mas também muito a uni-los: começaram nas divisões inferiores (III e II, respetivamente) e treparam um degrau de cada vez. Ambos passaram pela II Divisão, Liga de Honra e um clube pequeno, antes de chegarem a um grande.
Ericson e Romaric descobrem mais semelhanças. Por exemplo o conceito de grupo.
«Para ambos não há nada mais importante do que o grupo. Privilegiam o grupo sobre todas as coisas, não aceitam interferências externas e não deixam ninguém colocar em causa a qualidade do grupo de trabalho. Aquilo tem de ser uma família e são muito disciplinadores nesse aspeto.»
Ericson fala ainda de outra semelhança óbvia.
«A ambição», diz. «É curioso mas ambos diziam no balneário que um dia iriam chegar à Liga.»
No domingo há o primeiro confronto oficial entre eles: só pode valer muito a pena.
Mas nunca tira a máscara de seriedade?, pergunta-se.
Romaric ri-se. «Às vezes tira», começa. «Lembro-me quando fomos campeões no Desp. Chaves, estávamos a festejar e um jogador resolveu brincar com ele. Disse-lhe que tinha a cabeça grande. Ele sorriu e respondeu que era para guardar tanta inteligência.»
Ericson lembra-se de outro episódio vivido com Jardim. «Estreei-me num jogo da Taça de Portugal, pelo Chaves, em que fui expulso. Era o meu primeiro jogo em Portugal», conta o cabo-verdiano.
«No fim ele vem falar comigo. Fartou-se de me dar nas orelhas e acabou a dizer: agora vou tirar-te parte do salário. Eu não acreditei. Está a brincar, mister?» Ouviu um redondo não. «Comigo os vermelhos custam dinheiro. Nem queria acreditar, em Cabo Verde não havia nada disso.»
A própria filosofia de jogo, dizem os dois, era diferente. «O Paulo Fonseca era mais atrevido. Tinha um futebol mais ofensivo, mais aguerrido, gostava de dominar os jogos e atacar. O Jardim era mais calculista, preferia um futebol cauteloso e queria ter sempre tudo controlado.»
Paulo Fonseca e Leonardo Jardim têm de resto muito a separá-los, já se viu, mas também muito a uni-los: começaram nas divisões inferiores (III e II, respetivamente) e treparam um degrau de cada vez. Ambos passaram pela II Divisão, Liga de Honra e um clube pequeno, antes de chegarem a um grande.
Ericson e Romaric descobrem mais semelhanças. Por exemplo o conceito de grupo.
«Para ambos não há nada mais importante do que o grupo. Privilegiam o grupo sobre todas as coisas, não aceitam interferências externas e não deixam ninguém colocar em causa a qualidade do grupo de trabalho. Aquilo tem de ser uma família e são muito disciplinadores nesse aspeto.»
Ericson fala ainda de outra semelhança óbvia.
«A ambição», diz. «É curioso mas ambos diziam no balneário que um dia iriam chegar à Liga.»
No domingo há o primeiro confronto oficial entre eles: só pode valer muito a pena.
Análise:
O momento:
FC Porto: a equipa de Paulo Fonseca lidera a Liga com dois pontos de vantagem sobre o Sporting, e só consentiu um empate no reduto do Estoril, até ao momento. Já a Liga dos Campeões é outra história: o FC Porto somou a segunda derrota em casa, na passada terça-feira. Primeiro foi o Atlético de Madrid, agora o Zenit. Mais do que os resultados, é o nível exibicional que tem estado aquém do esperado.
Sporting: afastada das competições europeias, a equipa leonina teve a semana inteira para preparar a visita ao Dragão. Se este Clássico recuperou interesse é por força de um leão renovado, que está a apenas dois pontos da liderança e a praticar um futebol vistoso. Leonardo Jardim treina a melhor defesa e o melhor ataque do campeonato.
Ausências:
FC Porto: Quintero está lesionado e Izmailov continua ausente devido a questões pessoais.
Sporting: Cissé está lesionado.
Discurso direto:
Paulo Fonseca: «Devo dizer que me agradou sobremaneira a entrega e a solidariedade da equipa. Parece-me que evoluímos, parece-me que isso é notório em muitos aspetos do jogo. Espero neste jogo com o Sporting confirmar a nossa evolução. Só evoluindo poderemos responder da melhor forma à exigência»
Leonardo Jardim: «Vão defrontar-se as duas melhores equipas em termos pontuais do campeonato, o primeiro contra o segundo, sempre sabendo que temos ambição e a nossa identidade em relação ao jogo, respeitando o FC Porto, porque, na sua casa e ao longo dos anos, tem sido extremamente forte.»
Histórico de confrontos:
Esta será a 80ª vez que o FC Porto recebe o Sporting em jogos do principal escalão do futebol português. Os «dragões» têm um saldo claramente positivo, com 42 vitórias e apenas 13 derrotas (mais 24 empates). Nos últimos vinte anos a equipa leonina só ganhou duas vezes no reduto do FC Porto (1997 e 2007). Os «dragões» venceram os
ultimos quatro duelos em casa.
Equipas prováveis:
Outros convocados: Fabiano, Maicon, Carlos Eduardo, Defour, Ricardo, Licá e Ghilas
Outros convocados: Boeck, Welder, Dier, Piris, Rinaudo, Vítor, Capel e Slimani
FC Porto: a equipa de Paulo Fonseca lidera a Liga com dois pontos de vantagem sobre o Sporting, e só consentiu um empate no reduto do Estoril, até ao momento. Já a Liga dos Campeões é outra história: o FC Porto somou a segunda derrota em casa, na passada terça-feira. Primeiro foi o Atlético de Madrid, agora o Zenit. Mais do que os resultados, é o nível exibicional que tem estado aquém do esperado.
Sporting: afastada das competições europeias, a equipa leonina teve a semana inteira para preparar a visita ao Dragão. Se este Clássico recuperou interesse é por força de um leão renovado, que está a apenas dois pontos da liderança e a praticar um futebol vistoso. Leonardo Jardim treina a melhor defesa e o melhor ataque do campeonato.
Ausências:
FC Porto: Quintero está lesionado e Izmailov continua ausente devido a questões pessoais.
Sporting: Cissé está lesionado.
Discurso direto:
Paulo Fonseca: «Devo dizer que me agradou sobremaneira a entrega e a solidariedade da equipa. Parece-me que evoluímos, parece-me que isso é notório em muitos aspetos do jogo. Espero neste jogo com o Sporting confirmar a nossa evolução. Só evoluindo poderemos responder da melhor forma à exigência»
Leonardo Jardim: «Vão defrontar-se as duas melhores equipas em termos pontuais do campeonato, o primeiro contra o segundo, sempre sabendo que temos ambição e a nossa identidade em relação ao jogo, respeitando o FC Porto, porque, na sua casa e ao longo dos anos, tem sido extremamente forte.»
Histórico de confrontos:
Esta será a 80ª vez que o FC Porto recebe o Sporting em jogos do principal escalão do futebol português. Os «dragões» têm um saldo claramente positivo, com 42 vitórias e apenas 13 derrotas (mais 24 empates). Nos últimos vinte anos a equipa leonina só ganhou duas vezes no reduto do FC Porto (1997 e 2007). Os «dragões» venceram os
ultimos quatro duelos em casa.
Equipas prováveis:
Outros convocados: Fabiano, Maicon, Carlos Eduardo, Defour, Ricardo, Licá e Ghilas
Outros convocados: Boeck, Welder, Dier, Piris, Rinaudo, Vítor, Capel e Slimani
Benfica:
A inclusão de Funes Mori é a grande novidade da convocatória do Benfica, para a receção deste domingo ao Nacional.
Jorge Jesus fez duas alterações na lista, em relação ao jogo com o Nacional. Paulo Lopes cedeu o lugar a Oblak e André Gomes foi riscado para a entrada de Funes Mori.
Ivan Cavaleiro continua na lista, como se esperava, e pode mesmo ser titular.
Salvio, Markovic, Sulejmani e Fejsa continuam a recuperar de problemas físicos.
Lista de convocados:
Guarda-redes: Artur Moraes e Oblak;
Defesas: Jardel, Luisão, Garay, Maxi Pereira, Siqueira e André Almeida;
Médios: Djuricic, Ruben Amorim, Matic, Enzo Perez, Nico Gaitán, Ivan Cavaleiro e Ola John;
Avançados: Funes Mori, Rodrigo, Lima e Cardozo.
Jorge Jesus fez duas alterações na lista, em relação ao jogo com o Nacional. Paulo Lopes cedeu o lugar a Oblak e André Gomes foi riscado para a entrada de Funes Mori.
Ivan Cavaleiro continua na lista, como se esperava, e pode mesmo ser titular.
Salvio, Markovic, Sulejmani e Fejsa continuam a recuperar de problemas físicos.
Lista de convocados:
Guarda-redes: Artur Moraes e Oblak;
Defesas: Jardel, Luisão, Garay, Maxi Pereira, Siqueira e André Almeida;
Médios: Djuricic, Ruben Amorim, Matic, Enzo Perez, Nico Gaitán, Ivan Cavaleiro e Ola John;
Avançados: Funes Mori, Rodrigo, Lima e Cardozo.
Espanha:
O que Dani Alves fez a CR7