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Windows 10- sabia que espia as crianças e envia relatórios aos pais
Apesar de toda a popularidade, o Windows 10 tem recebido algumas críticas ao nível da privacidade. A Microsoft tem definidas algumas políticas “estranhas” que, na prática, lhe dão toda a liberdade de obter informações dos utilizadores das mais diversas formas.
Agora há informações que este “novo” sistema da Microsoft consegue “espiar” as crianças e enviar o respectivo relatório das actividades aos pais.
A informação está a ser avançada pelo site boingboing que publicou um testemunho de um utilizador relativamente a este assunto. De acordo com o site, o pai actualizou (Do Windows 8 para o Windows 10) o PC do filho de 14 anos tendo começado a receber posteriormente informação sobre os sites que o filho visitou, quantos minutos esteve em cada site, etc.
I don’t want this. I have no desire to spy on my boy. I fixed it by going into my Microsoft account’s website, hitting the “Family” section, then turning off “Email weekly reports to me” and “Activity reporting”.
OK, I admit that the timing might be coincidental but that would be one hell of a coincidence. I’ve never seen anything like this until we upgraded to Windows 10, and then I got the spy report the following business day.
A message to young readers: if you have Windows 10 now, your parents might be getting the same kind of report I did. Don’t assume your own computer has your back.
Na verdade esta é uma opção que já vem desde o Windows 8 mas a Microsoft agora activou, por omissão no Windows 10.
Apesar de ser uma política interessante é importante que se revejam todas as opções que estão activas por omissão. A Microsoft também já se pronunciou sobre esta questão referindo que continuará a lançar novas funcionalidades relacionadas com a família (ou melhor, na forma como uma família poderá partilhar equipamentos).
We will continue to roll out new Windows 10 Family features over time. We designed Windows 10 as a service, and we’ll keep listening to our customers. If there are ways to make improvements, we will do so.
Software malicioso espia utilizadores mesmo com telemóvel "desligado"
O conselho da AVG: para se certificar que o telemóvel está mesmo desligado, tire a bateria.
A empresa de segurança informática AVG descobriu um tipo demalware (programas maliciosos) capaz "sequestrar" telemóveis Android quando estes são desligados, mantendo os aparelhos a funcionar às escondidas e fora do controlo dos utilizadores.
O malware sequestra o telemóvel durante o encerramento, explica a AVG, interrompendo o processo, ao mesmo tempo que o simula, ou seja, o utilizador vê a mensagem de encerramento no ecrã e depois este fica negro, como se desligado.
Mas o telemóvel continua a funcionar e o malware pode gravar sons e fazer chamadas, tirar fotografias e fazer outras tarefas, sem intervenção do utilizador, tornando o telemóvel num meio eficaz de espiar o seu dono.
O conselho da AVG: se se quiser certificar que o telemóvel está mesmo desligado, tire a bateria. A empresa não esclarece, no entanto, como encontrou este malware ou quantos aparelhos podem estar infetados.
NSA fez espionagem à empresa chinesa Huawei
A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) espiou a empresa de telecomunicações chinesa Huawei, de acordo com informações publicadas no sábado nas edições online dos jornais New York Times e Der Spiegel.
A NSA entrou nos servidores da Huawei, e acedeu aos arquivos de correio eletrónico, às comunicações entre altos funcionários da empresa e documentos internos, e até mesmo a códigos secretos dos produtos da companhia, revelam informações baseadas em documentos fornecidos pelo ex-analista informático Edward Snowden.
«Atualmente temos tão bons acessos e tanta informação que não sabemos exatamente o que fazer com isso», diz um documento interno citado pelo Der Spiegel.
A NSA entrou nos servidores da Huawei, e acedeu aos arquivos de correio eletrónico, às comunicações entre altos funcionários da empresa e documentos internos, e até mesmo a códigos secretos dos produtos da companhia, revelam informações baseadas em documentos fornecidos pelo ex-analista informático Edward Snowden.
«Atualmente temos tão bons acessos e tanta informação que não sabemos exatamente o que fazer com isso», diz um documento interno citado pelo Der Spiegel.
Edward Snowden: as maiores revelações ainda não foram feitas
Apesar da exposição de 1,7 milhões de documentos que trouxe da NSA, Snowden afirma que as maiores revelações ainda não foram feitas.
Edward Snowden foi um orador surpresa na TED Conference de Vancouver durante o dia de ontem. O espião, que revelou as práticas da NSA e de outras agências, e causou bastante agitação, prometeu que as maiores revelações ainda estão para vir.
A plateia irrompeu em aplausos quando o moderador perguntou se concordavam com o que Snowden fez, ao revelar os documentos. Tim Berners Lee, o pai da Internet, foi o orador que se seguiu a Snowden e considerou-o um herói, noticia o Mashable.
Não há quaisquer indícios sobre o que possam ser as maiores revelações a que o ex-analista fez referência. «Os direitos são importantes porque nunca sabemos quando vamos precisar deles (…) as pessoas devem ser capazes de pegar no telefone e falar com a família ou enviar mensagens e viajar de comboio sem se preocuparem com a forma como estes eventos serão interpretados por qualquer governo no futuro».
O ex-analista está refugiado na Rússia, mas começa agora a aparecer em conferências. Snowden mostra-se ainda disponível para voltar aos EUA se lhe for concedida imunidade.
A Agência de Segurança Nacional americana (NSA) tem capacidade técnica para gravar todas as chamadas telefônicas feitas em um país e decifrar essas conversas em até um mês depois, revela o ex-analista de segurança Edward Snowden na edição do jornal "The Washington Post" desta terça-feira (18).
Com base nos documentos vazados por Snowden, o "Washington Post" explica que esse programa, batizado de Mystic, foi lançado em 2009 e atingiu sua capacidade máxima em 2011 contra países específicos.
O jornal informa que, a pedido das autoridades americanas, não revelou uma grande quantidade de detalhes que permitiriam identificar o país, onde o sistema se encontra em uso atualmente, nem as nações envolvidas.
Uma das ferramentas do programa, que funciona como uma espécie de máquina do tempo, permite "recuperar gravações que não pareciam relevantes no momento da chamada", de acordo com os documentos citados pelo "Post".
O projeto inicial do programa previa a gravação de "todas as conversas" feitas em um país e seu armazenamento durante um mês, acrescentando os documentos entregues por Snowden ao jornal.
A Agência de Segurança Nacional americana (NSA) tem capacidade técnica para gravar todas as chamadas telefônicas feitas em um país e decifrar essas conversas em até um mês depois, revela o ex-analista de segurança Edward Snowden na edição do jornal "The Washington Post" desta terça-feira (18).
Com base nos documentos vazados por Snowden, o "Washington Post" explica que esse programa, batizado de Mystic, foi lançado em 2009 e atingiu sua capacidade máxima em 2011 contra países específicos.
O jornal informa que, a pedido das autoridades americanas, não revelou uma grande quantidade de detalhes que permitiriam identificar o país, onde o sistema se encontra em uso atualmente, nem as nações envolvidas.
Uma das ferramentas do programa, que funciona como uma espécie de máquina do tempo, permite "recuperar gravações que não pareciam relevantes no momento da chamada", de acordo com os documentos citados pelo "Post".
O projeto inicial do programa previa a gravação de "todas as conversas" feitas em um país e seu armazenamento durante um mês, acrescentando os documentos entregues por Snowden ao jornal.
Zuckerberg liga para Obama para mostrar o seu desagrado espionagem da NSA
Agência de segurança é acusada de criar "Facebook falso" para roubar dados de pessoas
Já faz algum tempo que o escândalo da espionagem generalizada da agência de segurança interna dos EUA, a NSA, explodiu. Ainda assim, dada a falta de ação do governo daquele país quanto ao assunto, mais e mais novidades desagradáveis continuam surgindo. Uma das mais preocupantes foi uma acusação de que a NSA teria criado servidores falsos do Facebook para instalar malwares em computadores de usuários da rede social e assim roubar dados armazenados localmente. Obviamente a agência negou o caso, mas Zuckerberg não ficou muito feliz com esse outro episódio do escândalo.
Em uma postagem em sua página pessoal na rede social, ele explicou como se sente em relação às ações do governo dos EUA quanto à espionagem praticada pela NSA. Ele afirma inclusive ter feito uma ligação para o presidente do país, Barack Obama, para expressar sua frustração com toda a situação.
Zuckerberg não chegou a revelar mais detalhes sobre a conversa, mas pelo texto dá para perceber que as coisas não devem melhorar tão cedo. “Eu liguei para o presidente Obama para expressar minha frustração sobre o dano que o governo está criando para todo o nosso futuro. Infelizmente, parece que vai levar bastante tempo para uma reforma completa e verdadeira acontecer”, diz Mark.
O criador da rede social comenta ainda que as ações do governo não só impedem as pessoas de confiarem na internet, como também deixa todo o trabalho e tempo gasto com segurança praticamente inútil. “Quando nossos engenheiros trabalham incansavelmente para melhorar a segurança, nós imaginamos que estamos protegendo vocês contra criminosos, não o seu próprio governo”, diz o CEO do Facebook.
Reino Unido também espionou imagens das câmeras dos usuários do Yahoo
A agência de espionagem britânica interceptou e imagens armazenadas de webcams mais de 1,8 milhões de usuários de Yahoo com a ajuda da Agência de Segurança Nacional dos EUA ( NSA ), como documentos confidenciais revelados divulgados hoje pela jornal The Guardian .
O jornal britânico disse que as imagens foram retiradas das câmaras dos computadores de pessoas que não eram suspeitos de qualquer crime, que o GCHQ (faixas centrais britânicos) acessados usando o software de codi-nome "Nervo Óptico" específico .
Documentos GCHQ, filtrados pelo exanalista NSA Edward Snowden , afirma que o referido programa recolheu imagens fixas a partir de matérias-Yahoo bate-papos entre 2008 e 2010 e armazenadas em bancos de dados de agências de espionagem.
Explique que quando interceptar tais imagens não levou em conta se os indivíduos representados avistou um objetivo ou não para os serviços de inteligência. Esta informação faz parte dos documentos vazados pela CIA ex técnico Edward Snowden, exilado em Moscovo desde 23 de junho, depois de ter revelado a espionagem em massa cometido por os EUA.
De acordo com o The Guardian , em um período de seis meses em 2008, a agência britânica recolheu imagens de webcams, incluindo quantidades substanciais de comunicação sexual explícita, mais de 1,8 milhões de contas em todo o mundo Yahoo incluído.
Quando este jornal contactou servidor Yahoo, a segunda maior do mundo, depois do Gmail e-mail-tech gigante, de acordo com o The Guardian , reagiu com indignação. Yahoo negou qualquer conhecimento prévio deste software e acusou as agências de espionagem empregar "um novo nível de violação de privacidade" de seus usuários.
Os documentos secretos revelam também as dificuldades de GCHQ para manter grandes quantidades de imagens sexualmente explícitas, recolhidos por esse programa para longe da visão de seus funcionários. Esse programa, uma vez que estes documentos mostram, começou a ser usado em 2008 e permaneceram ativas em 2012, e foi utilizado em experimentos de reconhecimento de face para monitorar os objetivos das agências existentes pistas britânicas.
Tais pesquisas poderiam ser usados, aparentemente, para tentar encontrar suspeitos terroristas ou criminosos que estavam usando vários IDs. Os documentos vazados mostram que os usuários cujos webcams foram interceptados não foram selecionados.
Edward Snowden usou programas de baixo custo para infiltrar redes da NSA
O ex-analista informático Edward Snowden usou ferramentas de baixo custo para se infiltrar nas redes da Agência de Segurança Nacional norte-americana e aceder a quase dois milhões de documentos confidenciais, noticiou o The New York Times.
Funcionários dos serviços de informações norte-americanos consultados pelo jornal assinalaram que Snowden utilizou programas de rastreio da Internet que procuram, indexam e duplicam sítios Web.
O diário nova-iorquino, citado pela agência Efe, considerou a revelação surpreendente, uma vez que a missão da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos inclui a protecção dos sistemas informáticos militares e de serviços de informações mais importantes contra possíveis ataques cibernéticos.
Os investigadores concluíram que a actuação de Snowden foi muito pouco sofisticada e deveria ter sido fácil de detectar.
Snowden tinha acesso aos documentos da NSA porque trabalhava, em regime de colaboração, com a agência no Havai, ajudando a gerir sistemas informáticos.
Os programas rastreadores da Internet movem-se de forma automática de um sítio Web para outro e podem ser programados para que façam uma cópia de tudo o que encontram à sua passagem.
O The New York Times lembra que entre os materiais destacados nos documentos obtidos por Snowden estão as “wikis” da NSA, sítios colaborativos onde analistas de informações e outros partilham informação.
Segundo funcionários da NSA, citados pelo jornal, se Snowden tivesse trabalhado na sede central da agência, perto de Washington, teria sido mais fácil detectá-lo, uma vez que o edifício está equipado comsistemas de segurança que detectam alguém a aceder a grandes volumes de documentos.
Em comunicado divulgado por um dos seus advogados, Snowden afirmou que “é irónico que o Governo” norte-americano “esteja a dar informação confidencial aos jornalistas”, numa tentativa de o desacreditar por ter partilhado informação confidencial.
“A diferença é que eu fiz para informar o público sobre as acções do Governo e eles estão fazer para desinformar o público sobre as minhas [acções]“, sustentou.
The Guardian mostra a destruição de computadores com informações sigilosas de Snowden (vídeo) veja...
Em 2013, o mundo inteiro ficou paralisado com o medo da espionagem norte-americana. E um dos principais catalisadores desse processo foiEdward Snowden, ex-agente da CIA e responsável pelo vazamento de informações sigilosas do governo dos Estados Unidos. Mas é válido dizer que os dados iam muito além das fronteiras dos Estados Unidos, pois revelavam diversos fatos sobre países espalhados por todo o globo.
Isso inclui o Reino Unido. E é lá que editores do jornal The Guardian foram convidados pelo serviço de inteligência para realizarem a destruição de computadores que ainda armazenam dados criptografados de Snowden. Esse processo pode ser visto no vídeo postado no topo da notícia, que mostra os editores utilizando diversas ferramentas para acabar com qualquer chance de recuperação dos dados.
Tudo foi supervisionado pelos olhos atentos de agentes do Quartel de Comunicações Governamentais do Reino Unido — um serviço de inteligência especializado em segurança, espionagem e contraespionagem nas comunicações britânicas. As gravações foram feitas em 20 de julho de 2013, mas somente agora foram publicadas pelo The Guardian.

Nem Angry Birds e do Google Maps escapa a NSA... Documentos revelados por Edward Snowden provam a npva tecnica de espiar
As agências de vigilância estão bastante satisfeitas com a proliferação de apps que “oferecem” acesso fácil aos dados dos utilizadores. Sabe-se que a NSA consegue recolher informação a partir do Angry Birds ou do Google Maps.
De acordo com mais documentos revelados por Edward Snowden, as agências secretas usam informações recolhidas em apps consideradas vulneráveis, como os jogos ou as que permitem a partilha de fotos e da localização. Por exemplo, a NSA consegue recolher dados sobre a idade, locais de passagem, moradas e contactos e muito mais, só com a análise à utilização de uma app.
Sabe-se agora que a parceria entre a americana NSA e o britânico GCHQ para a espionagem de dados provenientes do segmento mobile está a decorrer desde 2007, mas que estes últimos anos têm sido os mais ricos, em termos de informação.
Sabe-se agora que a parceria entre a americana NSA e o britânico GCHQ para a espionagem de dados provenientes do segmento mobile está a decorrer desde 2007, mas que estes últimos anos têm sido os mais ricos, em termos de informação.
Segundo o The New York Times, esta recolha de dados nem sempre é útil: ao processar um mês de dados de telemóveis surgiram mais de oito milhões de potenciais suspeitos e foi necessário usar 120 computadores.
O ritmo de adoção dos smartphones e a popularidade crescente das apps faz com que este segmento seja considerado como uma mina de ouro. Em 2010, um slide interno apelida mesmo os Android e os iPhone de pepitas de ouro.
A maior parte dos dados recolhidos pelas agências são fornecidos com o acordo do utilizador, que aceita os termos e condições na altura da instalação da app. O Angry Birds, por exemplo, recolhe os dados dos utilizadores maiores de idade para construir perfis dos jogadores.
Obama anuncia um "travão" à NSA
O presidente norte-americano anunciou um conjunto de reformas que vai ser aplicado à agência nacional de segurança e à forma como vai atuar no futuro. Mas Barack Obama defendeu as ações de espionagem.
Edward Snowden fez o mundo colapsar quando revelou vários documentos que comprovam a existência de programas de espionagem abusivos e que violam as regras da privacidade. Hoje, 17 de janeiro, Barack Obama tentou colar os "cacos" ao anunciar um conjunto de reformas que vai ser aplicado à NSA.
No fim fica a ideia de que o presidente norte-americano tentou ser uma balança com os pratos equilibrados, defendendo as ações de espionagem como assuntos que garantem a segurança dos EUA e dos cidadãos, mas reconhecendo que são precisas reformas e um sistema de maior controlo aos possíveis abusos.
O The Guardian resume os pontos principais do discurso de Obama:
- as informações das chamadas telefónicas recolhidas não vão ser armazenadas pelo Governo norte-americano. Barack Obama também não revelou qual a entidade externa que vai ficar com essa responsabilidade, dando 60 dias para que especialistas em segurança e serviços de inteligência se pronunciem
- as agências vão precisar de aprovação judicial do FISA - tribunal para assuntos de serviços de inteligência - para aceder aos registos das chamadas
- líderes de países aliados dos EUA não vão mais ser controlados pela NSA e Obama também garantiu mais privacidade para cidadãos estrangeiros que tenham sido "apanhados" pelas ações da NSA
- a NSA vai ter acesso aos registos telefónicos em dois graus, isto é, aos registos de quem falou com o suspeito e aos registos de quem falou com a pessoa que depois falou com o suspeito. Até agora a rede espalhava-se até três graus
Barack Obama está ainda recetivo a propostas que ajudem a responder a outras questões que têm sido levantadas tanto por empresas, como por Governos, como por cidadãos comuns.
No fim fica a ideia de que o presidente norte-americano tentou ser uma balança com os pratos equilibrados, defendendo as ações de espionagem como assuntos que garantem a segurança dos EUA e dos cidadãos, mas reconhecendo que são precisas reformas e um sistema de maior controlo aos possíveis abusos.
O The Guardian resume os pontos principais do discurso de Obama:
- as informações das chamadas telefónicas recolhidas não vão ser armazenadas pelo Governo norte-americano. Barack Obama também não revelou qual a entidade externa que vai ficar com essa responsabilidade, dando 60 dias para que especialistas em segurança e serviços de inteligência se pronunciem
- as agências vão precisar de aprovação judicial do FISA - tribunal para assuntos de serviços de inteligência - para aceder aos registos das chamadas
- líderes de países aliados dos EUA não vão mais ser controlados pela NSA e Obama também garantiu mais privacidade para cidadãos estrangeiros que tenham sido "apanhados" pelas ações da NSA
- a NSA vai ter acesso aos registos telefónicos em dois graus, isto é, aos registos de quem falou com o suspeito e aos registos de quem falou com a pessoa que depois falou com o suspeito. Até agora a rede espalhava-se até três graus
Barack Obama está ainda recetivo a propostas que ajudem a responder a outras questões que têm sido levantadas tanto por empresas, como por Governos, como por cidadãos comuns.
Ataque ao site MIT marca o primeiro aniversário da morte de Aaron Swartz
Sábado marcou um ano desde a morte do ativista internet Aaron Swartz.O jogador de 26 anos de idade, que foi um dos construtores do Reddit,suicidou-se em Nova York na sexta-feira 11 de janeiro de 2013 .
No momento da sua morte, Swartz estava enfrentando julgamento por acusações de pirataria decorrentes da transferência de milhões de documentos do grupo de pesquisa on-line JSTOR. Ele enfrentou até 50 anos de prisão.
No sábado, a home page do Instituto de Tecnologia de Massachusettsfoi cortado, supostamente pelo grupo Anonymous . No ano passado, a família de Swartz acusa o MIT e promotores públicos de serem cúmplices em sua morte.
Os hackers deixaram uma mensagem no site que dizia: "O dia em que lutar para trás." O site foi mais tarde indisponíveis. O site do MIT foi atacada por Anonymous ano passado .
O autor e blogueiro Cory Doctorow, que há um ano publicou um longo tributo a Swartz ., foi um de uma série de escritores para marcar aniversário de sábado Escrevendo em seu site boingboing.net , Doctorow disse: "Eu estou sentindo bastante desesperado sobre o futuro ultimamente, e eu acho que muito do que tem sido impulsionada pelo iminente aniversário da morte de Aaron. Os últimos dois anos foram duros.
"Aaron tinha um dom para identificar os problemas que importavam, mapeando uma teoria da mudança, e, em seguida, tomando-o, passo a passo. Essa abordagem permitiu-lhe assumir os desafios que muitas pessoas, a maioria das pessoas, que descartam como impossível ".
O acadêmico e autor Lawrence Lessig está liderando uma marcha de protesto em memória de Swartz . Os manifestantes partiram no sábado, com o objetivo de atravessar New Hampshire, o estado que irá sediar a primeira primária da eleição presidencial de 2016, para promover uma campanha contra "o sistema da corrupção em Washington" .
Em um artigo para o Atlântico, Lessig escreveu: "Há um ano amanhã, Aaron Swartz esquerda. Ele havia enrolado todos nós, nos apontou em um milhão de direções, estávamos todos trabalhando tão duro quanto pudéssemos, mover as coisas para a frente. E então ele se foi. "
Swartz morreu cinco meses antes Edward Snowden, um ex-empreiteiro da Agência de Segurança Nacional, divulgou detalhes das atividades da Agência Nacional de Vigilância nacionais e estrangeiros com o Guardian e outros meios de comunicação . No sábado, o Huffington Post publicou um clipe de um futuro documentário sobre Swartz , próprio Menino da Internet , na qual ele fala sobre sua visão da ANS e suas práticas.
The Huffington Post citou Swartz como dizendo: "É chocante pensar que a prestação de contas é tão frouxa que não tem sequer uma espécie de estatísticas básicas sobre quão grande é o programa de espionagem é Se a resposta é, 'Oh, nós somos. espionando tanta gente que não pode mesmo contar-los ", então isso é uma enorme quantidade de pessoas."
Documentos vazados por Snowden divulgados coleção dos registros telefónicos de milhões de americanos da NSA .
Em boingboing.net, Doctorow acrescentou: "É preciso um espírito humano enorme de olhar para as falhas das instituições ao nosso redor - a partir da quebra de cheques governamentais e contrapesos para sua guerra contra denunciantes à influência corporativa tremendo na elaboração de políticas anti-usuário - e não desespero. Aaron nos ensinou que não devemos.
"Ele inspirou as pessoas a assumir grandes desafios não por otimismo imprudente, mas porque acreditava que, se podemos ver a mudança que queremos no mundo, que são poderosos o suficiente para fazer isso acontecer. De Lawrence Lessig marchando através de New Hampshire para combater a corrupção na política, para grupos de interesse público que se unem para um dia de ação contra a NSA de espionagem, que legado vive. "
Elfos, ogres e espiões: EUA e Reino Unido introduziram agentes secretos em mundos virtuais
Documentos obtidos por Edward Snowden revelam que foram infiltrados agentes no Second Life, noWorld of Warcraft e na rede de jogos online da Xbox.
Os serviços de informação dos EUA e do Reino Unido criaram personagens em mundos digitais, como o jogo World of Warcraft e o mundo virtual do Second Life, para vigiarem eventuais terroristas.
As informações foram obtidas a partir de documentos revelados pelo ex-funcionário da agência norte-americana NSA Edward Snowden e revelados nesta segunda-feira numa parceria entre o jornal inglês The Guardian, o americano The New York Times e a ProPublica, uma organização noticiosa sem fins lucrativos.
Um memorando escrito em 2008 por um analista da NSA, com o títuloExplorar a utilização terrorista de jogos e ambientes virtuais, argumentava que estes mundos não estavam a ser suficientemente monitorizados e que podiam ser um espaço para terroristas comunicarem ou até fazerem transacções monetárias. Os documentos sobre o assunto, porém, indicam que os serviços de ambos os países não tinham provas de que os ambientes virtuais estivessem, de facto, a ser usados para aqueles propósitos.
Os espiões acabaram por infiltrar-se no World of Warcraft, um conhecido jogo multijogador, com uma fantasia de inspiração medieval e de que fazem parte personagens como elfos e ogres. Estiveram também no Second Life, o mundo virtual que acabou por não conseguir uma adopção de massas, mas que teve, há alguns anos, um pico de popularidade. E ainda criaram contas na rede de jogos online da consola Xbox. A documentação revela que, a dada altura, o número de agentes com avatares virtuais era tão grande que foi criada uma equipa para garantir que não se andavam a espiar uns aos outros ou a duplicar trabalho.
Embora os agentes tenham colhido vários tipos de informação, os documentos não fazem referências a qualquer plano terrorista desmantelado ou a qualquer informação de grande relevo que tenha resultado destas operações de espionagem. No entanto, um dos documentos da NSA revela que a agência estava satisfeita por conseguir desta forma compreender “a motivação, contexto e consequentes comportamentos” de cidadãos de fora dos EUA, sem ter que sair do país.
As informações foram obtidas a partir de documentos revelados pelo ex-funcionário da agência norte-americana NSA Edward Snowden e revelados nesta segunda-feira numa parceria entre o jornal inglês The Guardian, o americano The New York Times e a ProPublica, uma organização noticiosa sem fins lucrativos.
Um memorando escrito em 2008 por um analista da NSA, com o títuloExplorar a utilização terrorista de jogos e ambientes virtuais, argumentava que estes mundos não estavam a ser suficientemente monitorizados e que podiam ser um espaço para terroristas comunicarem ou até fazerem transacções monetárias. Os documentos sobre o assunto, porém, indicam que os serviços de ambos os países não tinham provas de que os ambientes virtuais estivessem, de facto, a ser usados para aqueles propósitos.
Os espiões acabaram por infiltrar-se no World of Warcraft, um conhecido jogo multijogador, com uma fantasia de inspiração medieval e de que fazem parte personagens como elfos e ogres. Estiveram também no Second Life, o mundo virtual que acabou por não conseguir uma adopção de massas, mas que teve, há alguns anos, um pico de popularidade. E ainda criaram contas na rede de jogos online da consola Xbox. A documentação revela que, a dada altura, o número de agentes com avatares virtuais era tão grande que foi criada uma equipa para garantir que não se andavam a espiar uns aos outros ou a duplicar trabalho.
Embora os agentes tenham colhido vários tipos de informação, os documentos não fazem referências a qualquer plano terrorista desmantelado ou a qualquer informação de grande relevo que tenha resultado destas operações de espionagem. No entanto, um dos documentos da NSA revela que a agência estava satisfeita por conseguir desta forma compreender “a motivação, contexto e consequentes comportamentos” de cidadãos de fora dos EUA, sem ter que sair do país.
Jeremy Hammond, o hacker activista Anonymous condenado a 10 anos prisão, acusa o FBI de ter montado uma armadilha
Jeremy Hammond, o hacktivista Anonymous, que lançou milhões de e-mails relacionados com a empresa privada de inteligência Stratfor, denunciou a acusação e sentença de prisão como um "vingativo, rancoroso ato" concebido para colocar gelo na invasão politicamente motivada.
Hammond foi condenado na sexta-feira no tribunal federal de Manhattan para o máximo de 10 anos de prisão, além de três anos supervisionados release. Ele se declarou culpado de uma acusação sob a Fraude Informática e Lei de Abuso (CAFA) que flui de seu corte de 2.011 Strategic Forecasting, Inc, conhecida como Stratfor. Em uma entrevista com o The Guardian no Centro de Correção Metropolitan, em Nova York, realizada na quinta-feira, ele disse que estava resignado a uma longa pena de prisão, que ele vê como uma tentativa consciente pelas autoridades dos EUA para colocar gelo na pirataria política.
Ele não tinha nenhuma dúvida de que a sentença seria longa, descrevendo-o como um "vingativo, rancoroso ato". Ele disse que os seus promotores:. "Eles deixaram claro que eles estão tentando enviar uma mensagem para outros que vêm depois de mim Muito disso é porque eles se bateu ao redor, eles estavam envergonhados por Anonymous e eles sentem que eles precisam salvar enfrentar. "
Mais incisivamente, Hammond sugeriu que o FBI pode ter manipulado, por ele para realizar ataques de hackers em "dezenas" de sites de governos estrangeiros. Durante seu tempo com Anonymous, à solta coletivo de hackers trabalhando ao lado de WikiLeaks e outros grupos anti-sigilo, ele era freqüentemente dirigido por um indivíduo conhecido pseudonomously na web como "Sabu", o líder do grupo Anonymous filiados Lulzsec, que virou por ser um informante do FBI .
Hammond, que está sob ordens judiciais que restringem o que ele diz em público, disse ao Guardian que Sabu lhe presenteou com uma lista de alvos, incluindo muitos sites de governos estrangeiros, e encorajou-o a entrar em seus sistemas de computador. Ele disse que não tinha certeza se Sabu era por sua vez, agindo em nome do FBI ou outra agência do governo dos EUA, mas foi ainda possível que o FBI estava usando internet de Sabu lidar diretamente como contato entre os dois hackers sempre foi feito através do ciberespaço, nunca cara-a-cara.
"É meio engraçado que aqui estão me condenando por Stratfor pirataria, mas, ao mesmo tempo em que eu estava fazendo que um informante do FBI estava sugerindo para mim alvos estrangeiros para bater. Então tem que saber o quanto eles realmente se preocupam com a proteção da segurança de sites. "
Na entrevista, conduzida de forma segura prisão horas de sala de reunião antes Hammond de 28 anos Chicago foi condenado, ele estava otimista sobre suas perspectivas. "Eu sabia que quando eu comecei a sair com Anónimos que ser preso e ter uma longa frase era uma possibilidade. Dada a natureza dos alvos que eu ia depois que eu soube que eu iria perturbar um monte de pessoas poderosas. "
Vestido na prisão com macacão marrom, e com uma pera fina e longo bigode (que ele planeava fazer a barba tanto dentro como fora antes da audiência de sentença), Hammond foi contundente sobre a forma como o CAFA estava sendo torcida em sua opinião, para fins políticos. "Eles estão ampliando a definição do que é coberto pela lei e usá-lo para atingir especificamente ativistas políticos", disse ele.
Ele invocou a memória de Aaron Swartz, o cruzado, dados abertos, quese suicidou em janeiro , enquanto aguarda julgamento sob a CAFA para liberar documentos de trás da assinatura apenas paywall de um grupo de pesquisa online. "O mesmo animal mordeu a nós dois", disse Hammond. "Eles foram atrás Aaron causa de seu envolvimento em causas políticas legítimas - que acusações contra ele, e olha o que aconteceu."
Hammond está sob custódia desde março de 2012 Tendo sido preso em Chicago, sob suspeita de que o vazamento Stratfor de milhões de e-mails que foram finalmente divulgados pelo WikiLeaks como os arquivos de inteligência global. Sua sentença é uma indicação da agressividade com que os promotores têm buscado hackers políticos em os EUA - outros membros do Anonymous na Grã-Bretanha envolvidos na quebra de Stratfor foram condenados a penas de prisão muito mais curtos.
Hammond salientou que ele não tinha se beneficiado pessoalmente em qualquer caminho desde o lançamento email Stratfor, que a vigilância exposta por empresas de segurança privada em ativistas, inclusive os próprios membros do Anonymous, Occupy manifestantes e ativistas em Bhopal, na Índia envolvidos no impulso para a indemnização das vítimas do 1984 catástrofe industrial. "Nosso principal objetivo em realizar o hack Stratfor foi descobrir o que as empresas de segurança privada e de inteligência estavam fazendo, embora nenhum de nós tinha qualquer ideia da dimensão do mesmo."
Paradoxalmente, Hammond insiste que ele nunca teria realizado a violação do sistema informático da Stratfor se não tivesse sido levado a fazê-lo por Sabu - cujo nome verdadeiro Hector Xavier Monsegur - o hacker sujeito que se está aguardando a sentença ter se declarou culpado de 12 hackers relacionada acusações criminais. "Eu nunca tinha ouvido falar da Stratfor até Sabu trouxe outro hacker que me disse sobre ele. Praticamente, eu nunca teria feito o hack Stratfor, sem o envolvimento de Sabu ".
Hammond descobriu que um informante do FBI Monsegur foi o dia depois de sua prisão. Como ele estava lendo a denúncia criminal contra ele, ele viu citações marcado C para "testemunha co-operação" que continha detalhes que só poderia ter vindo de Sabu.
"Eu me senti traído, obviamente. Embora eu soubesse que essas coisas acontecem. O que me surpreendeu foi que Sabu foi envolvido em tanta segmentação estratégica, na verdade identificar alvos. Ele me deu a informação sobre alvos. "
Parte do interesse de Sabu nele, ele acredita agora, foi que Hammond tinha acesso a ferramentas avançadas, incluindo um conhecido como PLESK que lhe permitiu invadir sistemas web utilizados por um grande número de governos estrangeiros. "O FBI ea NSA são claramente capazes de fazer a sua própria pirataria de outros países. Mas quando uma nova vulnerabilidade surge em segurança na internet, às vezes hackers tenham acesso a ferramentas que estão à frente deles, que pode ser muito valioso ", disse ele.
Olhando para trás, seu envolvimento com o anónimo, o de Chicago, disse que tinha sido desenhado para trabalhar com Anonymous, porque ele viu-a como "um modelo de resistência -. Era descentralizado, sem liderança" Ele cresceu cada vez mais político em seu foco de pirataria, em parte sob a influência do movimento Occupy, que começou em Wall Street em setembro de 2011 e se espalhou por todo o país.
Chelsea Manning, o soldado dos EUA anteriormente conhecido como Bradley quem vazou um tesouro enorme de segredos de Estado a WikiLeaks agora servindo uma sentença de 35 anos de prisão militar, foi uma grande influência sobre ele. Manning lhe mostrou que "as instituições poderosas - se as empresas militares ou de segurança privada - estão envolvidos em atividades irresponsáveis de que o público é totalmente inconsciente de que só podem ser expostos por delatores e hackers".
Hammond tem muitas vezes descreveu-se como um anarquista. Ele tem uma tatuagem no ombro esquerdo do símbolo da anarquia, com as palavras: "Liberdade, igualdade, anarquia". Outra tatuagem em seu antebraço esquerdo mostra a representação chinesa do "líder" ou "exército", e uma terceira tatuagem em seu antebraço direito, é um planador que significa o movimento open-source de hacking que é desenhada a partir do jogo de simulação de computador de vida .
Ele diz que pretende usar seu tempo na prisão "ler, escrever, trabalhar fora e praticar desporto - treinar-me a tornar-se mais disciplinado para que eu possa ser mais eficaz em minha libertação". Quanto ao que a liberação, ele diz que não é possível prever como ele vai estar pensando quando ele emerge da prisão, mas duvida que ele iria voltar para hacking. "Eu acho que meus dias de pirataria são feitas. Esse é um papel para outra pessoa agora ", disse ele.
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O hacker Jeremy "narchaos" Hammond, que foi preso em 2012 por fazer parte de grupos de ciberativismo, recebeu a pena de dez anos de prisão e outros três de pena supervisionada por invasões danosas e motivadas politicamente à empresa de inteligência privada Stratfor.
Hammond era ligado aos grupos Anonymous e AntiSec e já tinha um vasto currículo de ataques, incluindo o site do FBI e vários departamentos públicos dos Estados Unidos. O juiz responsável pelo caso alegou que o réu teve "total falta de respeito pela lei". Já o próprio acusado disse que a decisão é "um ato de rancor e vingança do governo". Ao todo, as empresas vítimas do hacker e ativista alegam terem acumulado um prejuízo de até US$ 2,5 milhões pelos vazamentos e invasões.
Durante o julgamento, os advogados de Hammond tentaram reduzir a pena para menos de dois anos, munidos de um abaixo-assinado e cartas de apoio de fãs. O argumento principal dizia que ele estava fazendo um favor ao mundo ao expor contratos privados e detalhes de espionagem contra ativistas ou organizações cometida por agências de inteligência.
O jovem de 28 anos já havia se declarado culpado no começo do ano por hackear servidores da Strategic Forecasting Inc., roubando emails privados, arquivos e dados de cartões de crédito. Tudo isso foi parar no WikiLeaks, incluindo as informações bancárias, usadas pelo Anonymous para realizar doações para ONGs. Depois de libertado, Hammond ficará impossibilitado por um tempo de exercer atividades anônimas ou envolvendo criptografia.
Estrelas de Hollywood pedem a N.S.A. para acabar com espionagem em massa (vídeo)
Aliados dos EUA estão furiosos com a espionagem em massa, realizada pela N.S.A.
A chanceler alemã afirmou hoje, à chegada a Bruxelas, que é necessário que haja "confiança entre parceiros". Um recado para os Estados Unidos, depois das suspeitas de que o seu telemóvel foi espiado pela administração norte-americana.
Angela Merkel insistiu hoje, à chega à Cimeira Europeia que decorre hoje e sexta-feira, em Bruxelas, na mensagem que já havia dado na quarta-feira a Barack Obama, num telefonema em que exprimiu a sua repulsa pela possibilidade de os Estados Unidos terem escutado as conversas do seu telemóvel.
"Espionagem entre amigos, isso não deve existir", afirmou Angela Merkel. "Precisamos de confiança entre parceiros, e essa confiança deve ser restaurada", insistiu a chanceler, salientando que este caso diz respeito a todos os cidadãos.
Antes destas declarações, Merkel encontrara-se com o presidente francês François Hollande e discutira o assunto com ele, com o objetivo de "coordenar a reação", informou fonte diplomática francesa
Na quarta-feira, Angela Merkel já falara com Barack Obama sobre a suspeita de que o seu telemóvel havia estado sob escuta. Mais um caso que envolve a administração Obama, suspeita de espionagem a organizações e personalidades internacionais.
No Brasil, segundo avançou a Rede Globo em setembro, as comunicações da presidente Dilma Rousseff estiveram sob escuta. No domingo passado, o alemão Der Spiegel noticiou que o mesmo acontecera com Felipe Calderon e Enrique Pina Nieto, ex-presidente e presidente, respetivamente, do México.Em França, de acordo com o diário Le Monde, que citou documentos do ex-consultor da NSA Edward Snowden, foram efetuados 70,3 milhões de registos de dados telefónicos de franceses, entre 10 de dezembro de 2012 e 08 de janeiro passado.
O semanário italiano L'Espresso noticiou hoje que as comunicações dos cidadãos italianos também foram alvo de escutas pelos serviços secretos norte-americanos e britânicos.
Na sequência destes casos, a espionagem tornou-se tema central da Cimeira Europeia, que se julgava rotineira e dedicada a assuntos económicos. Hoje em Bruxelas, a Comissão Europeia afirmou que chegou a hora de agir e dar à União Europeia (UE) uma voz "forte e unida" face os Estados Unidos.
"Nós consideramos, na Europa, o direito ao respeito pela vida privada como um direito fundamental", disse José Manuel Durão Barroso, numa conferência de imprensa após a Cimeira Social Tripartida, após ser questionado sobre eventual escutas por parte das autoridades norte-americanas a organizações e personalidades internacionais, nomeadamente a chanceler alemã, Angela Merkel.
"Soubemos até recentemente o que é o totalitarismo e o que é a intromissão do Estado na vida privada", sublinhou, exemplificando com a ação da polícia política na ex-República Democrática da Alemanha que "espiava as pessoas quotidianamente".
Berlim pede explicações ao embaixador americano
o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros convocou o embaixador americano para explicar as informações de que os serviços secretos norte-americanos teriam escutado o telemóvel da chanceler Angela Merkel.
Angela Merkel telefonou a Barack Obama e exigiu "explicações completas" sobre o caso, sublinhando que este tipo de espionagem é "completamente inaceitável" e, a ser verdade, seria um "duro golpe na confiança" entre os dois países. O presidente americano assegurou que os serviços secretos não espiaram a chanceler alemã.
O ministro Guido Weterwelle vai encontrar-se com o embaixador John Emerson esta tarde.
Skype e as supostas relações secretas com NSA
O Skype está a ser investigado pelo Comissariado de Protecção de Dados do Luxemburgo. De acordo com o The Guardian, há desconfianças de que a empresa poderá ter transmitido dados de utilizadores à Agência de Segurança Nacional americana (NSA).
Uma notícia publicada hoje pelo jornal The Guardian dá conta de que o Skype está a ser alvo de investigação por parte do Comissariado de Protecção de Dados do Luxemburgo.
Em causa está a suspeita de que o programa de conversação e vídeo possa manter relações secretas com a Agência de Segurança Nacional americana (NSA), revelando informações de utilizadores.
Caso a suspeita se confirme, o Skype está perante uma violação da lei de protecção de dados do Luxemburgo, país onde a empresa está sediada, e pode ser sujeito a pesadas coimas.
De acordo com alguns documentos divulgados por Edward Snowden, a que o The Guardian teve acesso, a transmissão de dados por parte do Skype para a NSA terá sofrido um aumento desde que este foi comprado pela Microsoft.
Acusações de espionagem- A Samsung pode ter tido acesso ao acordo secreto da Apple com a Nokia
Samsung pode ter espionado acordo secreto da Apple com a Nokia
Ação teria a finalidade de fornecer vantagens à empresa em negociações de patentes

Se está prestes a começar negociações por patentes, pode ser bastante útil saber exatamente quanto outras companhias pagaram por elas, certo? A Samsung recentemente foi acusada em uma corte norte-americana de espionagem corporativa por realizar ações desse tipo para ganhar vantagens comerciais.
Ao que parece, o negociador legal da companhia, Seungho Ahn, disse à Nokia que conhecia os termos assinados pela empresa em seu acordo com a Apple, mesmo embora eles estivessem rotulados como “altamente confidenciais – somente para vista dos advogados”. Isso significa que esses papeis continham informações que a Samsung não poderia utilizar para ganhar vantagens em quaisquer negociações de patentes.
Documentos de corte mostram que até 50 funcionários da companhia coreana receberam cópias de acordos da Apple não apenas com a Nokia, mas também com a Ericsson, a Sharp e a Philips. A Samsung negou ter agido com má-fé, dizendo que “isso só seria uma violação se tivesse acontecido intencionalmente” e negando a necessidade de mais investigações.
E o veredito é...
O juiz norte-americano, Paul Grewal, ordenou que a acusada revelasse documentos e emails selecionados à Apple e fornecesse o testemunho de Ahn. O resultado dessas ações vai determinar a severidade de quaisquer sanções, se houver alguma, e possivelmente fazer o negociador da Samsung se arrepender de outra coisa que disse à Nokia: “todas as informações acabam saíndo”.
Anonymous acusa Apple de enviar impressões digitais do iPhone 5S para a NSA
Sensor biométrico seria uma maneira do departamento construir um banco de dados da população
Em um "comunicado especial" depois de algum texto inativo, o grupo de ativistas Anonymous acusa o sensor biométrico do iPhone 5S de armazenar impressões digitais e enviá-las diretamente para a CIA e a NSA, a agência de segurança nacional dos Estados Unidos recentemente envolvida em uma série de escândalos de espionagem.
No vídeo, o grupo acusa a empresa de montar uma parceria com as agências governamentais ao fornecer uma série de possibilidades de identificação de consumidores, incluindo reconhecimento facial, vocal e, agora, biométrico.
Esse banco de dados seria armazenado para uso doméstico (comparar esses dados com informações de cartões de crédito, por exemplo) ou militar e compartilhado com aliados dos Estados Unidos.

Segundo documentos obtidos e liberados pelo Anonymous, a AuthenTec, responsável pelo sistema de identificação por impressões digitais do iPhone 5S, teria "fortes ligações com as mais corruptas e poderosas figuras de departamentos de defesa e comunidades de inteligência". O vídeo ainda acusa a Apple de ter recebido benefícios para ser a única empresa capaz de comprar a companhia. Esses arquivos podem ser acessados por este link.