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Xbox One e PS4 podem gastar até três vezes mais eletricidade
Testes realizados às consolas mais populares do mercado revelaram que as versões mais recentes dos modelos da Sony e Microsoft podem multiplicar por três o consumo de energia elétrica.
Os testes foram realizados pelo Natural Resources Defense Council, que garante ter realizado diferentes experiências com as novas versões das consolas, lançadas no mês passado. As conclusões indicam que o consumo energético de ambos os modelos, num ano, pode ser até três vezes superior ao dos modelos que os antecederam: a PS3 e da Xbox 360.
Os recursos introduzidos em ambos os modelos para diminuir o consumo energético apresentam resultados positivos em alguns pontos, mas esse impacto é eliminado quando o utilizador está a jogar ou a ver um filme, alturas em que o consumo energético é mais elevado em ambos os modelos.
No caso da Xbox, os testes revelaram por exemplo que a consola usa cerca de 40% mais energia durante um jogo, por comparação com a Xbox 360. No caso da PS4, o consumo de energia elétrica durante um jogo é duas vezes maior que o verificado com a PS3. Nos filmes também é a PlayStation 4 a maior consumidora de energia elétrica, na comparação com a Xbox One.
Já em modo inativo, a consola mais exigente em matéria de consumo elétrico é a Xbox One, que consome mais energia tanto em stand by, como nas alturas em que está mesmo desligada mas se mantém ligada à tomada, Isto acontece porque o sistema de reconhecimento de voz da consola se mantém de prevenção para uma potencial ordem do utilizador.
A entidade responsável pelos testes defende no entanto que ambas as marcas podem melhorar estes indicadores em atualizações de software aos modelos e detalham já alguns aspectos positivos das alterações feitas pelas duas fabricantes em termos da eficiência energética das consolas. A análise está disponível para consulta.
Homem entra em coma após levar choque de telemóvel ligado na tomada
Um cidadão de Pequim entrou em coma após ter sido eletrocutado ao tocar em seu telefone celular enquanto este estava carregando, um acidente semelhante a outro que ocorreu há poucos dias em que uma jovem chinesa morreu em circunstâncias similares, informou nesta sexta-feira o jornal China Daily.
Wu Jiantong está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital da capital chinesa, depois que, segundo explicações de sua irmã, se eletrocutou com seu iPhone 4 enquanto o aparelho estava conectado à rede elétrica.
"Estava de costas e, de repente, ouvi ele gritar. Quando me virei, ele já estava no chão se contorcendo", relatou sua irmã, que acrescentou que, ao retirar da tomada o carregador, sentiu "dor nas mãos" e notou "como a eletricidade circulou dos dedos das mãos até os pés".
Após uma semana de tratamento, o homem está respirando sem o auxílio de aparelhos, mas segue em coma e sem atividade cerebral aparente.
Depois do acidente, descobriu-se que o carregador do celular da vítima era falsificado, e que este poderia ser o motivo da descarga elétrica, como também aconteceu no caso da morte de uma jovem chinesa de 23 anos, há poucos dias na província de Xinjiang.
Segundo alguns parentes de Wu, a forte chuva que caiu durante a tarde no dia do acidente e o alto índice umidade do ar podem ter comprometido os sistemas de isolamento e provocado a descarga elétrica.
No dia 11 de julho, uma jovem de 23 anos chamada Ma Ailun morreu eletrocutada, segundo as primeiros análises, apesar de ainda não se ter certeza se foi o seu telefone celular -também um iPhone- que provocou o choque, como afirmaram seus familiares.
"Espero que a Apple nos dê uma explicação", publicou a irmã mais velha de Ma após o acidente na rede social Weibo, similar ao Twitter.
Com a rápida circulação da notícia pela internet na China, a Apple não demorou a publicar uma mensagem aos seus usuários no país asiático.
"Nós estamos muito tristes com o infeliz incidente. Transmitimos nossas condolências à família", declarou a empresa, através de sua sede na China, em comunicado, no qual também confirmaram a abertura de uma investigação sobre o ocorrido em colaboração com as autoridades chinesas.
Segundo o analista Xiang Ligang, em declarações à emissora estatal "CFTV", a utilização de um carregador falsificado pode ter sido a causa do choque que acabou com a vida da jovem.
"Às vezes, os carregadores falsificados economizam em qualidade. O protetor do circuito pode não ser bom, o que pode levar a uma ruptura do condensador e, com isso, a carga de 220 volts de energia chega diretamente enviada na bateria do telefone", explicou Xiang.
Outra das possibilidades, segundo o especialista, seria que o carregador tivesse sido desenhado para ser utilizado em Hong Kong, Taiwan ou Japão, onde os padrões elétricos são diferentes dos da China continental.