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Tails ... o sistema operativo usado por Snowden está disponível para todos





O sistema operativo baseado em Linux tem a segurança em mente e foi usado por Snowden para contornar a vigilância da NSA.



O BoingBoing indica que o sistema operativo Tails chegou à versão 1.0 e está disponível para o público em geral. O The Amnesiac Incognito Live System (Tails) é baseado em Linux e foi pensado para correr a partir de um DVD, pen USB ou cartão de memória e não grava qualquer atividade do utilizador. Sempre que encerramos o sistema e o iniciamos é como estar a arrancar de um PC novo em folha. Por outro lado, foi pensado para ser tão seguro quanto possível, razão pela qual inclui, por exemplo, um browser que usa a rede TOR para proteger o utilizador enquanto este navega ou um cliente de email que encripta por predefinição as comunicações.

A Wired dá conta de que este foi o sistema operativo usado por Edward Snowden para contornar a vigilância da NSA.
O site do Tails explica em pormenor o que o sistema é capaz de fazer e quais as suas limitações. Quem estiver interessado pode descarregar o ISO com pouco mais de 900 MB.

NSA fez espionagem à empresa chinesa Huawei

NSA fez espionagem à empresa de telecomunicações chinesa Huawei

A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) espiou a empresa de telecomunicações chinesa Huawei, de acordo com informações publicadas no sábado nas edições online dos jornais New York Times e Der Spiegel.

A NSA entrou nos servidores da Huawei, e acedeu aos arquivos de correio eletrónico, às comunicações entre altos funcionários da empresa e documentos internos, e até mesmo a códigos secretos dos produtos da companhia, revelam informações baseadas em documentos fornecidos pelo ex-analista informático Edward Snowden.

«Atualmente temos tão bons acessos e tanta informação que não sabemos exatamente o que fazer com isso», diz um documento interno citado pelo Der Spiegel.

Edward Snowden: as maiores revelações ainda não foram feitas

Apesar da exposição de 1,7 milhões de documentos que trouxe da NSA, Snowden afirma que as maiores revelações ainda não foram feitas. 





Edward Snowden foi um orador surpresa na TED Conference de Vancouver durante o dia de ontem. O espião, que revelou as práticas da NSA e de outras agências, e causou bastante agitação, prometeu que as maiores revelações ainda estão para vir.
A plateia irrompeu em aplausos quando o moderador perguntou se concordavam com o que Snowden fez, ao revelar os documentos. Tim Berners Lee, o pai da Internet, foi o orador que se seguiu a Snowden e considerou-o um herói, noticia o Mashable.
Não há quaisquer indícios sobre o que possam ser as maiores revelações a que o ex-analista fez referência. «Os direitos são importantes porque nunca sabemos quando vamos precisar deles (…) as pessoas devem ser capazes de pegar no telefone e falar com a família ou enviar mensagens e viajar de comboio sem se preocuparem com a forma como estes eventos serão interpretados por qualquer governo no futuro».
O ex-analista está refugiado na Rússia, mas começa agora a aparecer em conferências. Snowden mostra-se ainda disponível para voltar aos EUA se lhe for concedida imunidade.




A Agência de Segurança Nacional americana (NSA) tem capacidade técnica para gravar todas as chamadas telefônicas feitas em um país e decifrar essas conversas em até um mês depois, revela o ex-analista de segurança Edward Snowden na edição do jornal "The Washington Post" desta terça-feira (18).

Com base nos documentos vazados por Snowden, o "Washington Post" explica que esse programa, batizado de Mystic, foi lançado em 2009 e atingiu sua capacidade máxima em 2011 contra países específicos.

O jornal informa que, a pedido das autoridades americanas, não revelou uma grande quantidade de detalhes que permitiriam identificar o país, onde o sistema se encontra em uso atualmente, nem as nações envolvidas.

Uma das ferramentas do programa, que funciona como uma espécie de máquina do tempo, permite "recuperar gravações que não pareciam relevantes no momento da chamada", de acordo com os documentos citados pelo "Post".

O projeto inicial do programa previa a gravação de "todas as conversas" feitas em um país e seu armazenamento durante um mês, acrescentando os documentos entregues por Snowden ao jornal.



Edward Snowden usou programas de baixo custo para infiltrar redes da NSA

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O ex-analista informático Edward Snowden usou ferramentas de baixo custo para se infiltrar nas redes da Agência de Segurança Nacional norte-americana e aceder a quase dois milhões de documentos confidenciais, noticiou o The New York Times.
Funcionários dos serviços de informações norte-americanos consultados pelo jornal assinalaram que Snowden utilizou programas de rastreio da Internet que procuram, indexam e duplicam sítios Web.
O diário nova-iorquino, citado pela agência Efe, considerou a revelação surpreendente, uma vez que a missão da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos inclui a protecção dos sistemas informáticos militares e de serviços de informações mais importantes contra possíveis ataques cibernéticos.
Os investigadores concluíram que a actuação de Snowden foi muito pouco sofisticada e deveria ter sido fácil de detectar.
Snowden tinha acesso aos documentos da NSA porque trabalhava, em regime de colaboração, com a agência no Havai, ajudando a gerir sistemas informáticos.
Os programas rastreadores da Internet movem-se de forma automática de um sítio Web para outro e podem ser programados para que façam uma cópia de tudo o que encontram à sua passagem.
O The New York Times lembra que entre os materiais destacados nos documentos obtidos por Snowden estão as “wikis” da NSA, sítios colaborativos onde analistas de informações e outros partilham informação.
Segundo funcionários da NSA, citados pelo jornal, se Snowden tivesse trabalhado na sede central da agência, perto de Washington, teria sido mais fácil detectá-lo, uma vez que o edifício está equipado comsistemas de segurança que detectam alguém a aceder a grandes volumes de documentos.
Em comunicado divulgado por um dos seus advogados, Snowden afirmou que “é irónico que o Governo” norte-americano “esteja a dar informação confidencial aos jornalistas”, numa tentativa de o desacreditar por ter partilhado informação confidencial.
“A diferença é que eu fiz para informar o público sobre as acções do Governo e eles estão fazer para desinformar o público sobre as minhas [acções]“, sustentou.

The Guardian mostra a destruição de computadores com informações sigilosas de Snowden (vídeo) veja...


Em 2013, o mundo inteiro ficou paralisado com o medo da espionagem norte-americana. E um dos principais catalisadores desse processo foiEdward Snowden, ex-agente da CIA e responsável pelo vazamento de informações sigilosas do governo dos Estados Unidos. Mas é válido dizer que os dados iam muito além das fronteiras dos Estados Unidos, pois revelavam diversos fatos sobre países espalhados por todo o globo.
Isso inclui o Reino Unido. E é lá que editores do jornal The Guardian foram convidados pelo serviço de inteligência para realizarem a destruição de computadores que ainda armazenam dados criptografados de Snowden. Esse processo pode ser visto no vídeo postado no topo da notícia, que mostra os editores utilizando diversas ferramentas para acabar com qualquer chance de recuperação dos dados.
Tudo foi supervisionado pelos olhos atentos de agentes do Quartel de Comunicações Governamentais do Reino Unido — um serviço de inteligência especializado em segurança, espionagem e contraespionagem nas comunicações britânicas. As gravações foram feitas em 20 de julho de 2013, mas somente agora foram publicadas pelo The Guardian.

                                Assista à destruição de computadores com informações sigilosas de Snowden

Nem Angry Birds e do Google Maps escapa a NSA... Documentos revelados por Edward Snowden provam a npva tecnica de espiar

As agências de vigilância estão bastante satisfeitas com a proliferação de apps que “oferecem” acesso fácil aos dados dos utilizadores. Sabe-se que a NSA consegue recolher informação a partir do Angry Birds ou do Google Maps.



De acordo com mais documentos revelados por Edward Snowden, as agências secretas usam informações recolhidas em apps consideradas vulneráveis, como os jogos ou as que permitem a partilha de fotos e da localização. Por exemplo, a NSA consegue recolher dados sobre a idade, locais de passagem, moradas e contactos e muito mais, só com a análise à utilização de uma app.
Sabe-se agora que a parceria entre a americana NSA e o britânico GCHQ para a espionagem de dados provenientes do segmento mobile está a decorrer desde 2007, mas que estes últimos anos têm sido os mais ricos, em termos de informação.
Segundo o The New York Times, esta recolha de dados nem sempre é útil: ao processar um mês de dados de telemóveis surgiram mais de oito milhões de potenciais suspeitos e foi necessário usar 120 computadores.
O ritmo de adoção dos smartphones e a popularidade crescente das apps faz com que este segmento seja considerado como uma mina de ouro. Em 2010, um slide interno apelida mesmo os Android e os iPhone de pepitas de ouro.
A maior parte dos dados recolhidos pelas agências são fornecidos com o acordo do utilizador, que aceita os termos e condições na altura da instalação da app. O Angry Birds, por exemplo, recolhe os dados dos utilizadores maiores de idade para construir perfis dos jogadores.

Mais de um milhão de brasileiros assinou a petição que pede asilo de Edward Snowden no país


                  



A petição chegou à Internet há cerca de dois meses e angariou já mais de um milhão de assinaturas, um número que levou os promotores a rever novamente os objetivos. Agora querem 1,25 milhões de apoiantes.

As assinaturas recolhidas vão integrar um documento que será entregue ao Governo brasileiro e que tentará pressionar o poder político a mudar de ideias e conceder asilo político ao ex-agente da NSA. A hipótese já esteve em cima da mesa mas o executivo liderado por Dilma Rousseff decidiu recusar a possibilidade.

Snowden tinha-se proposto ajudar a Brasil a descobrir até onde iam as investigações da Agência Nacional de Segurança norte-americana em troca de asilo, um negócio que o Brasil não quis aceitar.

"Edward Snowden desistiu de tudo para trazer à luz a operação de mega espionagem feita pelos EUA contra o Brasil e o restante do mundo inteiro", diz o documento. "O Brasil, um dos principais alvos da espionagem, deveria oferecer abrigo a alguém que nos abriu os olhos para a vigilância norte-americana indiscriminada e em escala global", continua o texto da petição, que esta manhã somava 1.070 mil assinaturas e que termina com um pedido bastante claro: "É hora de oferecer a Edward Snowden asilo imediato no Brasil".

O objetivo inicial da petição seria o de angariar 10 mil assinaturas, uma meta que entretanto foi revista para um milhão e que agora passa para 1,25 milhões. 

Obama anuncia um "travão" à NSA

O presidente norte-americano anunciou um conjunto de reformas que vai ser aplicado à agência nacional de segurança e à forma como vai atuar no futuro. Mas Barack Obama defendeu as ações de espionagem.



Edward Snowden fez o mundo colapsar quando revelou vários documentos que comprovam a existência de programas de espionagem abusivos e que violam as regras da privacidade. Hoje, 17 de janeiro, Barack Obama tentou colar os "cacos" ao anunciar um conjunto de reformas que vai ser aplicado à NSA.

No fim fica a ideia de que o presidente norte-americano tentou ser uma balança com os pratos equilibrados, defendendo as ações de espionagem como assuntos que garantem a segurança dos EUA e dos cidadãos, mas reconhecendo que são precisas reformas e um sistema de maior controlo aos possíveis abusos.

O The Guardian resume os pontos principais do discurso de Obama:

- as informações das chamadas telefónicas recolhidas não vão ser armazenadas pelo Governo norte-americano. Barack Obama também não revelou qual a entidade externa que vai ficar com essa responsabilidade, dando 60 dias para que especialistas em segurança e serviços de inteligência se pronunciem

- as agências vão precisar de aprovação judicial do FISA - tribunal para assuntos de serviços de inteligência - para aceder aos registos das chamadas

- líderes de países aliados dos EUA não vão mais ser controlados pela NSA e Obama também garantiu mais privacidade para cidadãos estrangeiros que tenham sido "apanhados" pelas ações da NSA

- a NSA vai ter acesso aos registos telefónicos em dois graus, isto é, aos registos de quem falou com o suspeito e aos registos de quem falou com a pessoa que depois falou com o suspeito. Até agora a rede espalhava-se até três graus

Barack Obama está ainda recetivo a propostas que ajudem a responder a outras questões que têm sido levantadas tanto por empresas, como por Governos, como por cidadãos comuns. 

Estrelas de Hollywood pedem a N.S.A. para acabar com espionagem em massa (vídeo)

                      

Aliados dos EUA estão furiosos com a espionagem  em massa, realizada pela N.S.A.

Merkel diz que espionagem entre amigos não deve existir

A chanceler alemã afirmou hoje, à chegada a Bruxelas, que é necessário que haja "confiança entre parceiros". Um recado para os Estados Unidos, depois das suspeitas de que o seu telemóvel foi espiado pela administração norte-americana.

Angela Merkel insistiu hoje, à chega à Cimeira Europeia que decorre hoje e sexta-feira, em Bruxelas, na mensagem que já havia dado na quarta-feira a Barack Obama, num telefonema em que exprimiu a sua repulsa pela possibilidade de os Estados Unidos terem escutado as conversas do seu telemóvel.
"Espionagem entre amigos, isso não deve existir", afirmou Angela Merkel. "Precisamos de confiança entre parceiros, e essa confiança deve ser restaurada", insistiu a chanceler, salientando que este caso diz respeito a todos os cidadãos.
Antes destas declarações, Merkel encontrara-se com o presidente francês François Hollande e discutira o assunto com ele, com o objetivo de "coordenar a reação", informou fonte diplomática francesa
Na quarta-feira, Angela Merkel já falara com Barack Obama sobre a suspeita de que o seu telemóvel havia estado sob escuta. Mais um caso que envolve a administração Obama, suspeita de espionagem a organizações e personalidades internacionais.
No Brasil, segundo avançou a Rede Globo em setembro, as comunicações da presidente Dilma Rousseff estiveram sob escuta. No domingo passado, o alemão Der Spiegel noticiou que o mesmo acontecera com Felipe Calderon e Enrique Pina Nieto, ex-presidente e presidente, respetivamente, do México.Em França, de acordo com o diário Le Monde, que citou documentos do ex-consultor da NSA Edward Snowden, foram efetuados 70,3 milhões de registos de dados telefónicos de franceses, entre 10 de dezembro de 2012 e 08 de janeiro passado.
O semanário italiano L'Espresso noticiou hoje que as comunicações dos cidadãos italianos também foram alvo de escutas pelos serviços secretos norte-americanos e britânicos.
Na sequência destes casos, a espionagem tornou-se tema central da Cimeira Europeia, que se julgava rotineira e dedicada a assuntos económicos. Hoje em Bruxelas, a Comissão Europeia afirmou que chegou a hora de agir e dar à União Europeia (UE) uma voz "forte e unida" face os Estados Unidos.
"Nós consideramos, na Europa, o direito ao respeito pela vida privada como um direito fundamental", disse José Manuel Durão Barroso, numa conferência de imprensa após a Cimeira Social Tripartida, após ser questionado sobre eventual escutas por parte das autoridades norte-americanas a organizações e personalidades internacionais, nomeadamente a chanceler alemã, Angela Merkel.
"Soubemos até recentemente o que é o totalitarismo e o que é a intromissão do Estado na vida privada", sublinhou, exemplificando com a ação da polícia política na ex-República Democrática da Alemanha que "espiava as pessoas quotidianamente".


Berlim pede explicações ao embaixador americano

o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros convocou o embaixador americano para explicar as informações de que os serviços secretos norte-americanos teriam escutado o telemóvel da chanceler Angela Merkel.
Angela Merkel telefonou a Barack Obama e exigiu "explicações completas" sobre o caso, sublinhando que este tipo de espionagem é "completamente inaceitável" e, a ser verdade, seria um "duro golpe na confiança" entre os dois países. O presidente americano assegurou que os serviços secretos não espiaram a chanceler alemã.
O ministro Guido Weterwelle vai encontrar-se com o embaixador John Emerson esta tarde.



Prism: NSA terá pago a empresas tecnológicas

Mais uma conclusão polémica revelada pelos documentos de Edward Snowden: as empresas tecnológicas como o Facebook ou a Google terão recebido dinheiro da NSA para fornecerem dados dos utilizadores.



Estes fundos seriam usados para cobrir custos relacionados com operações de vigilância que a Google, Facebook, Yahoo e Microsoft, entre outras, estariam a levar a cabo sobre os seus utilizadores, noticia o The Guardian, citando mais um documento fornecido por Snowden.
O documento revela que os custos de adaptar o Prism à lei em 2011 chegaram aos milhões de dólares. Este valor foi assegurado pelo departamento “jóia da coroa” da NSA, o Special Source Operations, que trata diretamente de todos os programas de vigilância que assentam em «parcerias corporativas». Em 2011, o Foreign Intelligence Surveilance determinou que a espionagem direta por parte da NSA sobre os cidadãos norte-americanos seria ilegal.
A Microsoft confirmou que recebe dinheiro das autoridades por providenciar conteúdos e dados sobre os utilizadores, mas afirma que só o faz quando é legalmente obrigada pelos Tribunais. Tanto a Microsoft como a Google voltaram a pedir que o Governo autorizasse uma discussão mais aberta para se saber a extensão dos dados que as empresas forneceram. Microsoft, Google e Yahoo confirmam ter recebido montantes relacionados com a cedência de dados às autoridades. O Facebook nega ter recebido qualquer valor.
As quatro empresas fazem parte de um conjunto de 63 firmas e grupos de defesa dos direitos civis que assinaram uma carta dirigida ao Presidente Obama e ao Congresso a pedir autorização para detalharem os dados que as autoridades exigem às empresas.

Agentes britânicos destroem discos rígidos do jornal The Guardian/ depois da detenção do companheiro do jornalista

O editor do jornal indica que os agentes tentaram impedir que o The Guardian continuasse a publicar notícias sobre os casos de espionagem da NSA e da agência GCHQ, o equivalente britânico da agência norte-americana.


Alan Rusbridger, editor no The Guardian, relata como dois peritos em segurança da agência Government Communications Headquarters (GCHQ) destruíram os discos rígidos presentes na cave do jornal, para se “assegurarem que nada nos pedaços de metal retorcido poderiam ser de algum interesse para agentes chineses”.
Nas palavras do jornalista, um dos “momentos mais bizarros na longa história” do jornal aconteceu a propósito das peças que o The Guardian tem vindo a fazer sobre a espionagem levada a cabo pela NSA e pela GCHQ.
Rusbridger diz que foi contactado há cerca de dois meses por um oficial do governo que afirmava representar os pontos de vista do primeiro-ministro. O oficial exigia que o The Guardian devolvesse ou destruísse todo o material sobre os casos de espionagem que estava a usar para fazer as peças jornalísticas.
Apesar do tom cordial das reuniões, Rusbridger diz que “havia a ameaça implícita de que outros dentro do governo favoreciam uma abordagem muito mais draconiana”.
As “negociações” ficaram mais tensas um mês depois, quando o editor do jornal recebeu um telefonema, onde lhe disseram: “Vocês já tiveram o vosso divertimento. Queremos as nossas coisas de volta”. As exigências levaram o editor a explicar aos agentes do Governo que poderiam perfeitamente continuar a cobrir o caso da NSA fora da Grã-Bretanha. Aliás, a maioria do trabalho já era feito fora de Londres, dado que o jornalista em causa estava no Brasil. Mas estes argumentos de nada serviram e, pouco tempo depois, os agentes da GCHQ entravam nas instalações do jornal e destruíam os discos rígidos. 
Mais:

As autoridades do Reino Unido retiveram domingo durante nove horas no aeroporto de Heathrow o companheiro do jornalista do diário "The Guardian", Glenn Greenwald, que divulgou as revelações do antigo agente das informações norte-americanas Edward Snowden.
David Miranda, 28 anos, fazia escala em Londres num voo iniciado em Berlim e com destino ao Rio de Janeiro, onde vive com Greenwald, quando foi retido pelas forças de segurança ao abrigo de legislação contra o terrorismo que permite deter e interrogar pessoas em aeroportos, portos e zonas de fronteira, revelou o "The Guardian".
O companheiro de Greenwald foi posto em liberdade nove horas depois da detenção, o tempo máximo em que alguém pode ficar retido sem que seja acusada, mas os agentes confiscaram diversos equipamentos que transportava como, entre outros, o telefone móvel, computador portátil, máquina fotográfica e cartões de memória.  

Amnistia Internacional condena detenção de brasileiro em aeroporto de Londres


Mais: Depois do protesto do governo Brasileiro a Amnistia Internacional também toma posição

Amnistia Internacional condena detenção de brasileiro em aeroporto de Londres



A Amnistia Internacional condenou, esta segunda-feira, a detenção, em Londres, do brasileiro David Miranda, companheiro do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, a quem o ex-analista da NSA Edward Snowden entregou informações sobre espionagem dos Estados Unidos.
"A detenção de Miranda foi ilegal e não tem desculpa. Foi detido numa violação de todo o princípio de equidade" e "comprova-se que a lei pode ser abusiva por razões mesquinhas e vingativas", referiu uma nota divulgada hoje pela organização dos direitos humanos.
O companheiro do jornalista norte-americano foi detido e mantido incomunicável pelas autoridades britânicas por nove horas, no domingo, com base na lei de combate ao terrorismo daquele país europeu.
David Miranda chegou hoje ao Rio de Janeiro e foi recebido no aeroporto por Greenwald.
O jornalista norte-americano disse à imprensa que não deixará de publicar os documentos que recebeu de Edward Snowden, entre os quais alguns relativos ao Reino Unido.
O Governo do Brasil qualificou como uma "medida injustificável" a detenção do brasileiro David Miranda.


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