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Jornalista publica foto no facebook em que anuncia que desiste de cobrir Mundial devido a "limpeza" de crianças

Jornalista desiste de cobrir Mundial devido a "limpeza" de crianças

Um jornalista dinamarquês decidiu abandonar a cobertura do Mundial de Futebol, no Brasil, depois de visitar a cidade de Fortaleza e descobrir que, alegadamente, estava a decorrer uma "limpeza" de crianças sem-abrigo para impressionar a imprensa internacional.
Faltam cerca de dois meses para o pontapé de saída do Campeonato Mundial de Futebol que, este ano, se realiza no Brasil. As atenções estão viradas para este país sul-americano, que possui diversas cidades entre os tops de lugares mais violentos do planeta.
Uma das cidades a acolher jogos é Fortaleza, uma das maiores dores de cabeça para a organização da "Copa", pois é considerada uma das cidades mais violentas a alguma vez receber jogos do Mundial de Futebol.
Foi uma visita a esta cidade que levou o jornalista dinamarquês Mikkel Keldorf Jensen a desistir de fazer a cobertura do campeonato mundial, depois de dois anos e meio de preparação. "O sonho tornou-se num pesadelo", diz, numa publicação feita no Facebook e que tem corrido o Brasil.
Segundo conta, a decisão acontece devido à "limpeza" que está a acontecer "na cidade de Fortaleza", para preparar a "Copa" e impressionar os "gringos" (estrangeiros) "e a imprensa internacional". "Fiquei a saber que algumas [crianças] estão desaparecidas. Muitas vezes, são mortas quando estão a dormir à noite em áreas com muitos turistas", assegura.
"Não posso cobrir esse evento depois de saber que o preço da Copa não só é o mais alto da história em reais e centavos - também é um preço que inclui vidas das crianças", diz.

O texto, acompanhado por uma fotografia do próprio em que se pode ler "Um gringo que viu o que os gringos não devem ver", já conta com mais de 15 mil gostos, tendo sido partilhado mais de 33 mil vezes (o ex-jogador e deputado federal Romário foi um dos que partilhou este texto com os seus seguidores). Já os quase dois mil comentários feitos à publicação não são consensuais: há quem apoie o texto, aproveitando para denunciar outros casos de violência, e quem se oponha à decisão do jornalista, desmentindo o que relata.
Também fora da Internet já se acumulam as reações. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará já se pronunciou, garantindo que "não há registo de mortes de crianças em situação de rua em Fortaleza". Também o secretário de Turismo da região, Mismarck Maia, já veio a público classificar o texto do dinamarquês como "criminoso" e as suas declarações como "preconceituosas, descabidas e de interesses escusos".
Algumas organizações não governamentais (ONG) locais também já garantiram desconhecer casos de crianças mortas para "limpar" a cidade e prepará-la para o grande evento. "Não sei qual foi a fonte dele, mas eu não conheço nenhum caso de extermínio", garantiu o diretor da ONG "O Pequeno Nazareno", que lida com crianças vulneráveis no Ceará, ao UOL.
Keldorf continua a defender a sua decisão, garantindo esta quarta-feira, em entrevista a um canal dinamarquês, que as fontes que usou "têm contato diário com crianças" e sabem de casos de jovens que foram mortos "quando estavam na rua". "É uma coisa que muita gente sabe que acontece, mas ninguém ousa falar sobre isso". O dinamarquês está a planear um documentário sobre a sua passagem pelo Brasil, que deverá ser exibido no seu país antes do Mundial de Futebol.

Já ouviu falar em Gottfrid Svartholm?Cofundador do Pirate Bay está numa cela solitária na Dinamarca

Cofundador do Pirate Bay é mantido em cela solitária na Dinamarca

O jovem de 29 anos teria sido preso por hackear sistemas de segurança de uma gigante da TI americana

             Cofundador do Pirate Bay é mantido em cela solitária na Dinamarca


 Mesmo que nunca tenha tido contato com o nome deste sueco, você certamente já viu o principal trabalho dele: o The Pirate Bay. Svartholm é um dos fundadores do maior serviço de compartilhamento de arquivos e torrent do mundo — o que despertou a ira de uma grande quantidade de empresários envolvidos com o entretenimento internacional.
Por causa de acusações referentes a uma invasão de sistemas da CSC (uma das maiores empresas de tecnologia da informação dos Estados Unidos), Svartholm foi preso no último ano. Ele foi extraditado da Suécia até a Dinamarca, onde estaria sendo mantido em uma cela exclusiva e passando por isolamento no confinamento. Quem relata isso é a mãe de Svartholm, que contatou o site TorrentFreak para contar a história.
Ela diz que o filho teria sido levado para a solitária após os responsáveis pela cadeia em que ele está na Dinamarca declararem que ele era perigoso. Há relatos de que ele poderia apresentar “violência e agressividade criminosa”. Segundo o advogado de Svartholm, o tratamento que o cofundador do The Pirate Bay recebe é contra a lei, uma vez que ele nem ao menos foi condedado na Dinamarca (ainda estaria aguardando julgamento no país).
O que vem sendo dito na imprensa internacional é que o tratamento que a justiça da Dinamarca dá a Gottfrid Svartholm é muito estranho, uma vez que as acusações contra ele não envolvem assassinato, agressão ou outras atividades que ameacem a integridade física de alguém. O site TorrentFreak lembra que Svartholm foi um parceiro do WikiLeaks e que isso pode transformá-lo em um “preso político”.


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