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Henrique Granadeiro demite-se da Portugal Telecom
O até aqui presidente do conselho de administração e da comissão executiva da Portugal Telecom SGPS admite numa carta de renúncia que a demissão já tinha sido equacionada e que só não avançou para defender os acionistas.
Vivem-se dias agitados na Portugal Telecom. Além das polémicas relacionadas com as ligações financeiras ao Banco Espirito Santo e à Rioforte, a empresa perde no espaço de dias dois dos seus executivos de topo: Zeinal Bava abandonou a direção para se concentrar na Oi e no processo de fusão, enquanto Henrique Grandeiro, até aqui presidente do conselho de administração, avançou hoje, 7 de agosto, com a sua demissão.
"Com a aprovação pelo conselho de administração dos documentos a submeter à deliberação dos acionistas que asseguram esses objetivos, considero cumprido esse dever e por isso renunciei sem condições aos cargos que exercia na Portugal Telecom", explica Henrique Granadeiro numa carta de renúncia.
No documento que está a ser citado pelo Jornal de Negócios e pelo Diário Económico, o gestor admite que o cenário de demissão já tinha sido equacionado, mas que tal não aconteceu para “salvar o projeto de fusão e garantir as condições de igualdade na condução da futura empresa resultante da integração”.
O agora ex-presidente diz ter sido surpreendido com a situação de incumprimento do BES relativamente à Portugal Telecom.
Granadeiro considera que a auditoria financeira que está agora a ser feita à PT "evidenciará os processos e as causas do incidente" e demonstrará que sempre agiu "no melhor interesse da PT, dos seus colaboradores e de todos os accionistas".
Já foi convocada para dia 8 de setembro a assembleia geral de acionistas, comunicando em simultâneo a renúncia do presidente do conselho de administração e da comissão executiva ao mercado.
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Henrique Granadeiro abandona Portugal Telecom
Henrique Granadeiro demitiu-se, esta quinta-feira, do cargo de presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva da Portugal Telecom.
"Com a aprovação pelo conselho de administração dos documentos a submeter à deliberação dos acionistas que asseguram esses objetivos, considero cumprido esse dever e por isso renunciei sem condições aos cargos que exercia na Portugal Telecom", refere Henrique Granadeiro, na carta de renúncia, citada pelo Jornal de Negócios.
Granadeiro renunciou aos cargos de presidente do conselho de administração e da Comissão Executiva da PT SGPS.
O gestor apresentou demissão um dia depois do ministro da Economia, António Pires de Lima, ter feito duras críticas à administração da PT, no âmbito do processo da crise do BES.
A Portugal Telecom subscreveu quase 900 milhões de euros em papel comercial da Rio Forte, empresa do Grupo Espírito Santo, que falhou o pagamento na data prevista.
A atual situação do mercado de capitais português, com a bolsa a registar perdas, "espelha, do meu ponto de vista, a grande desilusão com a situação do BES e também aquilo que é a desfaçatez verificada na PT [Portugal Telecom]", disse na quarta-feira à agência Lusa o ministro da Economia.
"Os investidores, naturalmente depois de terem percebido ao longo dos últimos meses a evolução do caso do BES e terem verificado as atitudes que se verificaram ao nível da administração da PT, reagem negativamente. Penso que têm de fazer a digestão de tudo aquilo que se passou", acrescentou o governante.
O BES era um dos acionistas de referência da PT, com cerca de 10%.
No final de julho, foi ainda conhecido que Henrique Granadeiro já não faria parte do conselho de administração da nova empresa que resulta da fusão entre a PT e a operadora de telecomunicações brasileira Oi, cujo acordo inicial, datado do início de outubro do ano passado, previa que seria vice-presidente.
Num comunicado, divulgado a 29 de julho, a Oi, que passou a integrar a PT, dava conta das novas etapas da operação de reorganização da sociedade, depois de um novo acordo que acomodou a situação de a PT ter investido 897 milhões de euros em papel comercial da Rio Forte.
Com 70 anos, Henrique Granadeiro anunciou hoje ao conselho de administração da operadora a sua renúncia aos cargos que ocupava na PT.
O gestor iniciou funções na operadora como administrador em 2003 e em 2006 passou a presidente do conselho de administração e presidente do conselho geral da Fundação Portugal Telecom.
Entre abril de 2006 e março de 2008 acumulou as funções de presidente do conselho de administração com as de presidente executivo, numa altura em que a Sonaecom lançou uma OPA (oferta pública de aquisição) sobre a operadora de telecomunicações.
Posteriormente, depois do fim da OPA, Granadeiro fica como presidente do conselho de administração da PT.
No ano passado, o gestor voltou a acumular os dois cargos até hoje.
Antes da entrada na PT, Granadeiro foi presidente executivo da Lusomundo Media, entre 2002 e 2004, tendo sido embaixador na OCDE entre 1979 e 1981 e chefe da Casa Civil da presidência da República, entre 1976 e 1979.
É licenciado em Organização e Administração de Empresas pelo Instituto Universitário de Évora.
As ações da PT caíram hoje 4,91% para 1,37 euros.
CEO da Mozilla saiu do cargo (doação contra o casamento gay)
Em menos de duas semanas, após ter sido nomeado o novo CEO da Mozilla, Brendan Eich (o criador da linguagem de programação JavaScript) renunciou hoje ao cargo depois de uma controvérsia relativamente ao casamento Gay.Eich, que já em 2008 tinha feito uns “donativos” para apoiar uma medida com o objectivo de banir o casamento Gay na Califórnia, vê-se agora novamente envolvido numa polémica que o levaram a desistir do cargo de CEO da Mozilla.
De acordo com o site “ The Verge “, Brendan Eich terá hoje abandonado o cargo de CEO da Mozilla que ocupava há apenas… duas semanas. Os motivos que o levaram a tal decisão, prendem-se com o facto de Eich ser contra o casamento Gay e de ter, inclusive, apoiado, a Proposition 8 – uma medida que conseguiu banir o casamento gay na Califórnia.
Nesse sentido, o site de relacionamentos Norte Americanos OK Cupid declarou guerra ao CEO da Mozilla e, desde o último dia de Março, que quem aceder ao site com o browser Firefox recebe a seguinte mensagem:
“O novo CEO da Mozilla, Brendan Eich, é contra os direitos iguais para os casais gays. Por isso, preferimos que os nossos utilizadores não usem o browser da Mozilla para aceder ao OK Cupid.”
Eich, que passou recentemente de CTO para CEO da Mozilla , já tinha pedido recentemente desculpas no seu blog – ver aqui - , por todo este episódio, tendo mesmo reunido com os funcionários da empresa para pedir mais uma oportunidade para manter o cargo de CEO. De referir que alguns funcionários da própria Mozilla já tinham demonstrado publicamente no twitter algum mal estar relativamente à atitude e postura de Eich.