O novo Android 5.0 Lollipop vem com inúmeras melhorias e muitas coisas boas; mas vem também com bugs e algumas "inovações" do Google que poderão merecer bastantes críticas por parte dos utilizadores. Eis as principais.
Vamos ignorar por momentos os bugs que por agora originam situações caricatas, como a utilização do modo lanterna (se a deixarem ligada até se desligar automaticamente após alguns minutos) impedir o acesso à câmara até que façam reboot; ou o bug que impede apps como o Cerberus possam tirar fotografia a quem introduzir o código errado no nosso Android (e que desde Agosto tem sido dado como corrigido sem nunca o ser).
Mesmo sem estes (e outros) bugs, há muitos aspectos que não irão ser consensuais, e cuja única esperança é que o Google se ajuste aos desejos dos utilizadores, ou que faça prevalecer a sua posição ignorando-os (como por vezes faz.)
Já por cá falamos do modo silêncio, que esperamos ser também um bug e não uma opção; e que impede que se tire o som a um smartphone mantendo as notificações e o led de aviso. Actualmente estamos limitados ao modo de vibração, ou cortar absolutamente tudo - incluindo alarmes - e sem hipótese de ver as notificações que entretanto tivessem sido recebidas.
Enquanto anteriormente tínhamos o acesso às apps recentes, agora temos uma nova visualização com "cards" de todas as apps que vamos abrindo e que se vão acumulando - e que persistem até após um reboot. Um sistema que facilita a acumulação de dezenas e dezenas de apps, e que se torna ainda mais confuso graças ao novo sistema que apresenta as múltiplas páginas abertas no Chrome (e outras apps que se actualizem para o Lollipop) como cards independentes. A ideia até pode ser boa - gerir diferentes páginas de uma app como sendo acessíveis como processos independentes - e até tem sido considerado uma vantagem por muitos, mas considerando toda a confusão que ali se acumula... faltará ver se os supostos benefícios realmente se concretizam no dia a dia. (No caso do Chrome, é possível desactivar este novo modo e continuar a usar a gestão de tabs "à moda antiga".)
Se são daqueles utilizadores que regularmente saltava para as definições a partir do atalho na área das notificações, poderão ficar frustrados por agora isso obrigar a um gesto adicional. Ao puxarem a área das notificações para baixo só terão acesso às notificações, sendo necessário um gesto adicional de puxar novamente para baixo para expandir a área de modo a que surjam opções adicionais - incluindo o atalho para as definições. É certo que poderão aceder directamente a esta menu expandido fazendo o gesto com dois dedos, mas ainda assim... talvez não tivesse sido pior terem mantido este precioso atalho acessível imediatamente na área de notificações como estava anteriormente.
E por último temos a estupidificação das opções no botão de power (imagem no topo do artigo). Enquanto que anteriormente o botão de power nos dava acesso a diferentes opções, como modo silencioso (o tal que desapareceu), modo airplane, reboot, ou desligar; no Lollipop o botão de powe dá apenas acesso a desligar o equipamento. Enquanto em versões como o CM até já ganharam opções adicionais como fazer capturas de ecrã, no Android original o Google optou por seguir o caminho inverso e remover todas as opções.
Ele nasceu em 2008, e já conta com diversas versões. Poucas delas foram completamente “extintas” pelas mais novas, e agora temos um variado ecossistema, tão desintegrado que é o pesadelo dos desenvolvedores. Estamos falando, claro, do Android, o robozinho verde que conquistou o mundo e está presente na maioria dos smartphones do planeta. Todos os que usam Android têm uma história particular com alguma de suas versões: um update particularmente inovador, algo por que esperávamos ansiosamente e que mudou positivamente o nosso dispositivo de uma hora para a outra. Hoje o AndroidPIT quer saber: na sua opinião, qual foi o “doce” mais inovador do Android?
Para ajudá-los, vamos recapitular as principais mudanças trazidas por cada versão.
Android 1.0 - Setembro de 2008
O começo de tudo. Chegavam a integração dos serviços Google, o Market do Android, a multitarefa, as mensagens instantâneas, o WiFi no smartphone e o suporte para Bluetooth.
Android 1.5 Cupcake - Abril de 2009
As câmeras melhoravam, o mesmo com os GPS, e agora se podia fazer o upload de vídeos para a Picasa e o YouTube, por exemplo.
Android 1.6 Donut - Setembro 2009
Com esta versão se integrava o indicador de bateria, por exemplo, a busca rápida e a busca por voz, o suporte CDMA e a entrada de texto multilíngue.
Android 2.0 Eclair - Outubro 2009
A principal novidade era o suporte para diferentes contas, inclusive para sincronizar o email da Microsoft. Além disso, houve aportes menores como o de novas funções de calendário, suporte para o Bluetooth 2.1 e HTML5.
Android 2.2 Froyo - Maio 2010
Aqui começamos a ver as novidades que usamos até hoje. Em primeiro lugar, falamos de velocidade e da opção de compartilhar Internet, ou de compartilhar arquivos entre dispositivos. Também aqui conhecemos a forma de ampliar imagens na galeria com gestos de zoom, o suporte para Adobe Flash, grandes resoluções, a possibilidade de passar aplicações ao cartão SD, as notificações push e as atualizações automáticas do Android Market. Por último, conhecemos o HTC Nexus One.
Android 2.3 Gingerbread - Dezembro 2010
Começou a melhorar a experiência do usuário com a nova e simples UI, a integração de teclados multilíngues (isso também no Froyo), mas que eram mais rápidos. Foi acrescentada a capacidade de cortar / copiar e colar, vieram o NFC e chamadas via Internet (VoIP). Conhecemos o Nexus S (fabricado pela Samsung).
Esta é a versão que mais teve sub-versões, sete. E em todas elas novas coisas foram implementadas, mas no geral, com o Gingerbread veio um novo gerenciador de downloads, codecs de áudio e vídeo, barómetros, giroscópios, resoluções extra grandes, câmeras múltiplas, o Google Wallet, o Google Talk, etc.
Android 3.0 Honeycomb - Maio 2011
Naquele ano, os tablets entraram em cena, com o Honeycomb chegava o suporte para dispositivos maiores, com mais possibilidades simplificadas de multitarefa, mais widgets que seriam redimensionáveis numa sub-versão, tethering Bluetooth (compartilhar conexão), e personalização da tela inicial. Também foram introduzidos o suporte para processadores multi-core, conexão via teclados USB, tela de aplicativos mais recentes, conexão com telas bloqueadas, etc.
Android 4.0 Ice Cream Sandwich - Outubro 2011
Além de melhorias em todas as funções existentes, botões capacitivos chegaram para smartphones, pela primeira vez se diferenciavam os aplicativos dos widgets, e as pastas foram incorporadas. Com o Ice Cream Sandwich, o Google redesenhou galerias de imagens e criou o editor de fotos no aplicativo da câmera (além de mais modos), bem como a gravação de vídeo a 1080p. Também são destacáveis funções como o Android Beam, WiFi Direct, screenshots e, em seguida, algo que nos trouxe dores de cabeça: a integração social para contatos, sim, a maldita "última conexão". Por fim, veio à luz o Galaxy Nexus.
Android 4.1 Jelly Bean - Julho 2012
Já ouviram falar do projeto Butter? Pois ele chegava para melhorar as telas touch graças a um aumento de velocidade para 60 frames por segundo, ou seja, a fluidez nas interfaces de usuário já eram um fator a se ter em conta. O Nexus 7 dava a prova disso.
Além disso foram introduzidos widgets expansíveis, mais reorganizados e com liberdade para colocar-se em várias telas. Também o ditado de voz offline, e o Google Now.
Android 4.2
Com a sub-versão Android 4.2, (Nexus 4 e Nexus 10, seus pioneiros, lançada em outubro de 2012), o Google apostava em melhorar o Jelly Bean e não lançar uma nova versão. A esta versão devemos as fotos panorâmicas 360º tipo Photo Sphere, teclado deslizável, diferentes widgets na tela de bloqueio, Daydream, suporte Miracast, adaptação da interface a diferentes tamanhos, suporte para várias contas num mesmo tablet e informações nas notificações (não era mais preciso entrar para ler os avisos). Un pouco mais tarde chegavam também as configurações rápidas.
Android 4.3
Em maio de 2013, diante a impaciência para ver a última versão que esperávamos como Key Lime Pie, conhecemos o Android 4.3 Jelly Bean na edição passada do Google i/O. Entravam em jogo a restrição de perfis, e a mudança rápida de usuários, o Bluetooth Smart, novo suporte a outros idiomas, a introdução simplificada de texto, o WiFi sempre ativo, um novo sistema de notificações, e uma nova interface da câmera, entre outras coisas.
Android 4.4 KitKat - Outubro 2013
Trata-se da última versão liberada pelo Google, atualizada aos poucos agora pelas fabricantes. ela vem com um redesenho da interface, com nova cor branca para os ícones da barra de notificações. As buscas ficaram mais rápidas e integraram suporte para SMS, MMS e Hangouts.
Os lançamentos atuais trazem sempre novidades, mas existem aqueles gadgets que logo de cara mostram que irão inovar o modo das coisas. Quando isso acontece, não há palavras para descrever a magia que é ter algo para esperar. Veja aqui 9 exemplos disso que o site Tech Radarjuntou:
Projeto Ara
Quando alguma parte específica de um smartphone fica desfasada, somos obrigados a trocar o todo. O projeto Ara é a promessa de uma inovação total. É a melhor coisa que está para acontecer, é a luz no fim do túnel. E isso está longe de ser um exagero, pois a Google está investindo fortemente e desafiando desenvolvedores para criar o primeiro telemóvel modular do mundo.
Imagina montar um smartphone, comprando peças (baratas) separadas, de diversas fabricantes e poder trocar quando quiser. Agora imagina isso para janeiro do ano que vem. É isso que a Google está planeando.
Câmeras Lytro
Os smartphones atuais têm uma poderosa câmera, mas não é difícil achar uma compacta que tire fotos melhores. E se pudessemos juntar os dois? A Lytro traz a tecnologia necessária para transformar seu telemóvel em uma câmera semi-profissional. Com vários sensores e componentes especiais, a companhia realmente faz o que promete.
Lytro
Oculus Rift
A expectativa sobre o Rift é enorme, mesmo após a venda para o Facebook. Quem já testou aprovou e afirmou que será o futuro dos jogos e filmes. Além disso, existem várias aplicações que ainda não foram anunciadas.
Rift
iWatch
É verdade que muitos smartwatches já foram lançados, mas a expectativa que o o mundo impõe sobre os produtos da Apple faz os seus gadgets serem sinónimos de popularização. Os smartwatches provavelmente virarão febre após o lançamento do iWatch.
iWatch
Projeto Christine
É similar ao projeto Ara, mas ao invés de smartphones, computadores modulares irão fazer parte da vida das pessoas. Componentes vendidos separadamente e de fácil acesso serão as estrelas dessa nova tencologia.
Christine
OnePlus One
Esse não é um smartphone qualquer. É "O" smartphone. A OnePlus está revolucionando o mundo de aparelhos telemóveis com o One por dois motivos: seu hardware potente e seu preço (bem) acessível: $299.
OnePlus One
Amazon Prime Phone
A Amazon provavelmente lançará o seu smartphone em breve. Ainda não sabemos muito sobre o seu hardware, mas a razão dele estar nessa lista são as 6 câmeras que o gadget utilizará para revolucionar o modo de visualização de médias. Informações são escassas, no entanto, acredita-se que a forma de reprodução do conteúdo será em 3 dimensões e praticamente nenhum toque na tela será dado para controlar a interface.
Amazon
Carregadores impressionantes
O que acha de carregar totalmente a bateria de seu smartphone em 30 segundos e sem fio? É o que podemos esperar dos carregadores no futuro e isso COM CERTEZA irá revolucionar o mundo dos carregadores.
Bateria do S5
Telas de safira
Esqueça o Gorilla Glass: as telas de safira são mais resistentes e são tão duras quanto diamantes. Infelizmente, essa tecnologia ainda é muito cara para se popularizar. Quando isso se resolver, podemos esperar por smartphones ainda mais resistentes.