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Kanye West sempre polémico fala no motivo que levou a Apple ter comprado a Beats

                              
Polêmico: Kanye West diz qual é o real motivo da Apple ter comprado a Beats
Kanye West já se tornou bastante polémico nos últimos anos, especialmente por ele querer se comparar aos grandes ícones do mundo da tecnologia, como Steve Jobs.
Além disso, o cantor é um tanto arrogante em suas declarações, principalmente quando se auto declarou o novo ícone da internet, da moda e da cultura. No Festival de Publicidade de Cannes, o cantor explicou o motivo (pelo menos, que faz sentido para ele) de que por que a Beats foi comprada pela Apple.
Segundo West, a Apple precisou comprar a Beats por motivos estratégicos para não deixar que a Samsung roubasse toda credibilidade cultural do mundo do Hip-Hop após o cantor Jay-Z promover as suas músicas nos aparelhos da Samsung. Pois é. Kanye West também declarou que a Apple jamais teria comprado a Beats se não houvesse um acordo prévio de Jay-Z com a Samsung em primeiro lugar.

Os influenciadores número um

“Isso mostrou à importância da empresa Nº1 em se conectar com a cultura. A razão pela qual eu disse que não gosto particularmente da Samsung é por que durante minha vida inteira, devido ao modo como meus pais me criaram, eu tenho que trabalhar com os que são Nº1. Eu não posso trabalhar com ninguém além de Jay-Z, por que ele é o Nº1. Eu não posso representar qualquer marca que não seja Louis Vuitton. Eu não posso ficar com qualquer mulher que não seja Kim [Kardashian] (...). A Samsung não é exatamente a Apple, mas mostrou que Jimmy Iovine e Dr. Dre [co-fundadores da Beats] são capazes de se juntar com os influenciadores Nº 1”, declarou Kanye West.
Contudo, se pararmos para analisar friamente o caso (se ocorreu realmente como o cantor diz que é), percebemos que o investimento da Apple na Beats, de mais de US$ 3 biliões, foi muito maior do que o da Samsung em Jay-Z, que é de aproximadamente US$ 20 milhões, o que não dá muito sentido para a teoria de Kanye West. 

5 motivos que levaram a Apple comprar a Beats

O negócio de US$ 3,2 biliões, a Apple está comprando a empresa Beats, companhia de apenas seis anos, mas que se tornou popular com os seus auscultadores
Mais do que apenas a compra de mais uma companhia – a Apple adquiriu nada menos do que 24 empresas nos últimos 18 meses –, a aquisição da Beats marca um ponto estratégico nos planos da empresa no que diz respeito ao comércio de música digital.
Mesmo para uma companhia lucrativa como a Apple, o valor de investimento é alto e representa a maior aquisição da história da empresa. De quebra, um dos fundadores da Beats, o músico Dr. Dre, pode se orgulhar de ser o mais novo membro do “clube dos bilionários”, e talvez o primeiro integrante do hip-hop a conseguir essa conquista.

1) Auscultadores se tornaram símbolo de status

Lançado no início da década passada, o iPod se tornou uma verdadeira marca registrada da Apple e sinónimo de música no formato digital. Quem via alguém andando pela rua usando os auscultadores brancos da empresa logo sabia que aquele era um usuário de um produto da Apple. O culto ao “status” e à ideia de se ter um produto exclusivo sempre esteve presente no DNA da Apple.
Le Bron James, astro da NBA (à esq.), ao lado de Dr. Dre
De certa forma, a Beats Audio acabou se tornando a “Apple” entre as fabricantes de auscultadores. Com apenas seis anos de vida, a companhia fundada pelo produtor musical Jimmy Iovine e pelo músico Dr. Dre é responsável hoje por 59% do mercado auscultadores, à frente de companhias como SonyPhilips, Sennheiser, Grado, Shure e Klipsch.
Embora comprovadamente os auscultadores da Beats não sejam os melhores do mercado no quesito técnico, na prática itens como design e conceito de uso fizeram com que os valores finais do produto se situassem entre os mais altos, praticamente se tornando uma referência em termos de preço. Atletas famosos, músicos, artistas e personalidades são constantemente “flagradas” usando um fone de ouvido da Beats – o que contribuiu muito para que a marca ganhasse uma legião de fãs.

2) Muito mais do que o lucro de revenda

Se você entrar em uma loja da Apple hoje, em qualquer lugar do mundo, verá que certamente entre os produtos vendidos encontrará os modelos de  auscultadores da Beats. E mais: os auscultadores estão entre os produtos mais vendidos das lojas. Sobre as vendas, a Apple recebe um percentual e, no final das contas, todo mundo sai ganhando.
Com a compra da Beats, os lucros da Apple sobre essas vendas passam a ir além do percentual de revenda. É hora também de abocanhar o percentual de lucro sobre a fabricação do produto. Para você ter uma ideia, o custo de produção de um auscultador que é vendido por US$ 200, por exemplo, fica em torno de US$ 14. Imagine que o dobro desse valor seja investido em pesquisas de design e marketing. Ainda assim, no final das contas, é bem provável que dos US$ 200 de um modelo mais simples, ao menos 70% possa resultar em lucro.

3) Assumindo a liderança de outro mercado

Até a chegada da Beats, o mercado de auscultadores sempre foi bastante fragmentado. As marcas cujos produtos considerados tecnicamente melhores, pouco investem em marketing no sentido de atingir em cheio o consumidor final. Além disso,  auscultadores muitas vezes inferiores, mas fabricados por empresas mais conhecidas, acabam ganhando a preferência dos clientes pelo simples fato de que eles “já conhecem a marca”.
A Beats, de certa forma, foi uma das pioneiras a se posicionar como uma empresa que oferece auscultadores diferenciados, com foco muito mais no conforto e no design. Embora o produto final seja de boa qualidade, não é exatamente isso que acaba pesando na escolha final do consumidor. Ver atletas, artistas e, principalmente, músicos usando os auscultadores era a confirmação que muitos consumidores esperavam.
Assim, em apenas seis anos de vida, a companhia saiu de uma participação inexistente no mercado para impressionantes 59% de participação. Isso significa que a cada 100  auscultadores vendidos no mundo, 59 são da Beats. E boa parte deles acabam sendo vendidos dentro de uma loja da Apple.

4) Beats Music: a salvação do iTunes

Embora o iTunes ainda seja referência quando o assunto é a compra de música digital, o formato de venda direta de faixas e álbuns inteiros para o consumidor final já demonstra sinais de cansaço. A venda individual de músicas apresentou uma queda de 12% no ano passado, segundo dados publicados pela Nielsen SoundScan.
Em contrapartida, serviços como o Spotify, Pandora, Deezer e Beats Music, cujo formato de negócio prevê o acesso ilimitado às músicas disponíveis mediante o pagamento de uma assinatura mensal têm apresentado um crescimento cada vez maior. Dessa forma, ser dona do Beats Music pode se tornar um diferencial competitivo para a Apple.
A empresa da Maçã conta hoje com mais de 800 milhões de clientes cadastrados em sua loja de aplicativos. Se parte deles migrar para um serviço como o Beats Music, o resultado deve ser o suficiente para colocar também a Apple na liderança do mercado de streaming de áudio. Em resumo: ao menos nesse requisito, a Beats pode ser estratégica para a empresa de Cupertino.

5) Spotify é o concorrente a ser batido

Se um concorrente hoje capaz de incomodar o iTunes ele atende pelo nome de Spotify. O serviço tem investido pesado em marketing e expansão e só no ano passado saltou de 17 para 32 países de atuação. Ao menos por enquanto, o Spotify não é tão lucrativo, mas o formato de comercialização tem se mostrado cada vez mais sólido.
Junte a isso o fato de que um usuário do Spotify pode migrar a qualquer momento tanto para o Android quanto para o Windows Phone, sem que tenha algum prejuízo nesse sentido. Para a Apple, certamente isso não é nada interessante. Vale lembrar que foram justamente o iTunes e os serviços de música digital os grandes responsáveis por reerguerem a Apple na década passada, de forma que se manter à frente neste mercado é visto como peça fundamental para a empresa.

Novos Auscultadores beats com bateria de até 20 horas de autonomia

Os Auscultadores  que deram início à moda dos grandes e coloridos Auscultadores, ganharam um novo visual. A Beats By Dre anunciou, nesta semana, a nova geração do Beats Studio, 13 gramas mais leve, com qualidade de áudio ainda mais potente e bateria com até 20 horas de autonomia.

Novo Studio tem layout mais ergonômico (Foto: Divulgação)Novo Studio tem layout mais ergonômico e superbateria (Foto: Divulgação)
Os novos Auscultadores tem um visual semelhante aos Studio originais, porém com ergonomia mais apurada, para maior conforto, e uma maior resistência. Ele possui ainda tecnologia que diminui os ruídos e faz com que o acessório funcione com ótima qualidade de som mesmo quando não está conectado com fios.
“Estamos dando um passo adiante. O novo Studio é equipado com equilíbrio, precisão e emoção, tem um design de tirar o fôlego e tecnologia realmente inovadora. É o som do futuro”, explica Jimmy Iovine, presidente da empresa.
Outro grande atrativo dos Auscultadores é sua bateria. Não há mais troca de pilhas. O acessório vem com bateria de Lítio-Ion, recarregável, que dura até 20 horas de reprodução. Um pequeno painel de LED indica o quanto de energia resta no aparelho durante a reprodução de músicas. O novo Studio começa a ser vendido em agosto por US$ 299,95 nos EUA .

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