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Huawei P8 - análise
Ainda não chegou oficialmente ao mercado, mas já ocupa um lugar de destaque ao lado dos melhores smartphones topo de gama do ano.
O Huawei P8 foi apresentado em Londres, no passado mês de Abril, e destaca-se pelodesign elegante e pelo excelente desempenho, infelizmente a autonomia não acompanha as vantagens deste smartphone. Conheça-o em pormenor.
- Dimensões face ao tamanho do ecrã
- Desempenho
- Interface
- Qualidade de gravação de vídeos
- Autonomia
Aspectos positivos
Aspectos negativos
A qualidade dos smartphones da Huawei há muito que é garantida. Podem não ser os melhores do mercado mas são muito competentes, com um design cada vez mais atractivo e um desempenho que corresponde à gama onde se vão inserindo.
É certo que o Huawei P8 que temos em análise ainda não foi colocado à venda e, como tal, existem algumas funcionalidades que carecem de actualização, tal como já aconteceu com outros modelos aqui analisados, mas ainda assim já se encontra bastante optimizado.
1 – Características Gerais
O Huawei P8 vem com um processador HiSilicon Kirin 930, quad-core 2 GHz Cortex-A53 & quad-core 1.5 GHz Cortex-A53 e com um GPU Mali-T628 MP4. Tem 3 GB de RAM e está disponível na versão de 16 GB (ou 64 GB) de armazenamento interno, expansível até 128 GB através de microSD.
Vem com a versão Android 5.0.2 Lollipop, optimizada através da interface Emotion UI 3.1 da Huawei que lhe proporciona uma utilização completamente diferente da de um Android comum.
O P8 de 16 GB vem disponível prata/preto e dourado/branco. O seu ecrã de 5.2 polegadas tem uma resolução FullHD de 1080 x 1920 píxeis (densidade aproximada de 424 ppp), com a protecção Gorilla Glass 3. A qualidade de imagem é garantida. A definição, as cores, o brilho e até mesmo na exposição à luz solar, constituem no seu conjunto um factor bastante positivo neste novo dispositivo da Huawei. Ainda assim, quando comparado com outros smartphones topo de gama, como o Galaxy S6, por exemplo, este fica um pouco aquém.
O novo P8, tal como os seus antecessores, vem dentro de uma embalagem bastante elegante e, desta vez, muito original. Faz-se acompanhar de um pequeno manual de instruções rápidas, carregador, cabo USB/microUSB e auscultadores.
Especificações completas
Ecrã
- IPS LCD de 5.2″, resolução FullHD 1080 x 1920 (~424 ppp)
- Protecção Corning Gorilla Glass 3
Processador
- HiSilicon Kirin 930, quad-core 2 GHz Cortex-A53 & quad-core 1.3 GHz Cortex-A53
- GPU: Mali-T628 MP4
Rede
- GSM / HSPA / LTE
Sistema Operativo
- Android 5.0.2 (Lollipop)
- Interface: Emotion UI 3.1
Memória
- Memória RAM: 3GB
- Memória interna: 16 GB / 64 GB
- Memória externa: cartão microSD até 128 GB
Câmara
- Principal (traseira): 13 MP, Flash LED de dois tons, foco automático
- Secundária (frontal): 8 MP com capacidade de gravação de vídeo a 720p
Funcionalidades da câmara
- Geo-tagging, detecção de rosto, pintura de luz, beleza, intervalo de tempo, panorama, super noite, HDR, focar tudo, a melhor fotografia, marca de água e nota de áudio
Vídeo
- Gravação: FullHD (1080p@30fps)
Funcionalidades adicionais
- Gestor de ficheiros
- Gestor de telefone, com optimização de recursos
- Temas personalisávies
- Ferramentas: Lupa, espelho, rádio FM, marcação por voz, lanterna, etc.
- Teclado inteligente
- Huawei HUB – portal com apps e jogos gratuitos para o Huawei
- Controlo de movimentos
- Toque +
- Captura Inteligente
Sensores
- Acelerómetro, giroscópio, proximidade, bússola
Dimensões e peso
- 144,9 x 72,1 x 6,4 mm, 144 g
Conectividade
- Wi-Fi 802.11 a/b/g/n, dual-band, DLNA, Wi-Fi Direct, Wi-Fi hotspot
- GPS / GLONASS
- NFC, Bluetooth® 4.0 (A2DP, EDR, LE)
- USB: microUSB v2.0, USB Host
Bateria
- 2680 mAh Li-Ion
Cores
- Titanium Grey, Mystic Champagne
2 – Hardware e Design
O Huawei P8 foi desenhado de uma forma bastante elegante. É certo que as questões dedesign dependem muito dos gostos pessoais de cada utilizador, mas para quem aprecia o iPhone ou o Galaxy S6, vai certamente gostar deste Huawei.
As dimensões estão muito bem conseguidas face ao ecrã de 5.2″ que enverga, tendo então um volume de 144,9 x 72,1 x 6,4 mm e um peso de 144 g.
Em cima, na lateral, o P8 inclui a entrada para os auscultadores e um microfone e, em baixo, aporta microUSB e uma grelha com o altifalante do lado esquerdo e o microfone do lado direiro.
Na lateral esquerda vêm os botões de Volume e Power e as ranhuras para os cartões Micro SD e nano SIM. O lugar do cartão Micro SD pode ser ocupado por um cartão micro SIM.

Na frente, a cima do ecrã vêm os sensores, o altifalante, a câmara de 8 MP e o LED de notificações. Na traseira, sem capa removível, apenas se destaca a câmara de 13 megapíxies e os LED flash de dois tons. Estes dois elementos estão colocado mesmo à face da capa, pelo que não se encontra qualquer saliência na traseira. De notar que a sua localização não é muito boa, já que facilmente se tapa o flash com o dedo.

3 – O Android 5 e o Emotion UI 3.1
A Huawei faz questão de diferenciar os seus smartphones com uma interface que em tudo se distingue de um Android original e a interface Emotion UI 3.1 apresenta algumas melhorias face à sua versão anterior, conhecida do Huawei Ascend Mate 7.
Nestes equipamentos da Huawei, a organização das aplicações é feita de uma forma bastante distinta do Android comum. Aqui não temos um menu com todas as appsinstaladas no smartphone. Temos sim, as aplicações distribuídas por vários ecrãs, todos eles personalizáveis, mais ou menos ao estilo do iOS, mas com a vantagem de se poderem utilizar todos os widgets, que acabam por trazer uma melhoria em termos de produtividade e informação disponível ao utilizador.
A barra de notificações, basicamente contém todas as informações comuns de um Android, as notificações são mostradas por ordem cronológica, com informação da hora a que foram recebidas. Algumas destas notificações são interactivas e permitem acesso a algumas acções rápidas.

Algo que também se distingue de um Android comum é a forma como as definições estão organizadas, mas que não se pode dizer que é melhor ou pior, é simplesmente diferente e o utilizador adaptar-se-á de igual forma a cada uma delas.
Aplicações e Funcionalidades
Também este equipamento vem com algumas aplicações e funcionalidades desenvolvidas à sua medida, que vale a pena destacar:
- Temas: a imagem do P8 pode ser facilmente personalizável através de uma série de temas que se adaptam às preferência de cada utilizador. Na verdade, os temas são um pouco escuros, alguns deles até tornam imperceptível a leitura de alguma informação inclusa nos Widgests, ou até mesmo informações inclusas nas notificações.
- Ficheiros: é o gestor de ficheiros do P8 e, além de ser organizado de uma forma muito intuitiva, ainda permite saber rapidamente qual a memória interna ocupada, bem como guardar informação privada no “Cofre”, uma pasta protegida com palavra-passe.
- Gestor do Telefone: de uma forma muito rápida, o utilizador pode optimizar o consumo de recursos do P8, bem como definir algumas acções de gestão, como a notificação das várias aplicações, definição de horários de descanso, bloqueio de determinados contactos, entre muitos outras acções. Pode ainda fazer uma limpeza de armazenamento, que basicamente é uma limpeza da cache.
- Rádio FM, Espelho, Lupa e Lanterna: estas são algumas das ferramentas que são sempre úteis em qualquer smartphone.
- WPS Office: é o leitor e editor de ficheiros de Office.
- Botão de Suspensão; IU de uma mão; e Barra de Navegação: são algumas das funcionalidades que permitem uma utilização do smartphone com uma só mão, funcionalidades fundamentais para ecrãs com estas dimensões.
- Pesquisa de conteúdos: com um simples deslizar do dedo sobre o ecrã, na vertical, é activada uma secção de pesquisa que permite de forma bastante rápida, encontrar aplicações, contactos, mensagens, imagens…
- Toque+: supostamente, com dois toques em cada um dos cantos superiores do ecrã deveriam ocorrer acções (definidas pelo utilizador), como tirar fotografias, bloquear o ecrã, iniciar/parar gravação, entre outras, mas a verdade é que não consegui utilizar esta funcionalidade… Talvez com uma próxima actualização.
- Detecção de discurso: através desta funcionalidade é possível dar algumas ordens por voz ao smartphone, mas apenas permite fazer ligar para contactos ou detectar o smartphone. Tal como com o Google Now dizemos “OK Google” para activar o assistente, no P8 dizemos “OK Emi” e a acção, mas terá que ser em Inglês. Se a acção foi “Where are you” o smartphone começa a tocar uma música e a dizer “I’m here”. Mas não achei esta opção muito funcional.
- Captura Inteligente: tirar um screenshot sem ter que usar a combinação de teclas já é comum entre muitos Android, mas tirar screenshots com o nó dos dedos foi a primeira vez que vi. Com um toque duplo no ecrã com o nó de um dos dedos é capturada a imagem do ecrã completo, mas ao desenhar um círculo no ecrã com o nó do dedo é seleccionada a parte do ecrã circundada.
Estas são apenas algumas das muitas funcionalidades que fazem com que a Huawei se distinga da concorrência. De uma forma geral, o desempenho é muito bom, sem problemas de bloqueios ou bugs (à excepção do que já indiquei anteriormente), algo que até estava à espera de encontrar mais, tendo em conta a experiência que tive ao analisar o Mate 7.
4– Câmara
A câmara principal do P8 tem 13 megapíxeis e captura imagens com uma resolução máxima de 4160 x 3120 píxeis e mínima de 3264 x 1840 (6 megaíxeis). A captura de vídeo poderá ser feita em FullHD, 1080p. A câmara frontal de 8 megapíxeis consegue capturar fotografias até 3264 x 2448 e vídeo em FullHD.
Em termos de funcionalidades o utilizador não necessita de qualquer aplicação externa de edição ou de captura. Além das mais comuns funcionalidades, como modo de embelezamento, panorama e HDR, ainda permite incluir notas de áudio às fotografias, aplicar filtros e marcas de água e depois de capturadas as imagens, estas ainda poderão sofrer nova edição.
Além do mais, a câmara permite dois novos modos de captura, Intervalo de Tempo, que cria um clip com várias imagens, e o modo Pintura de Luz, que cria desenhos através das luzes que surgem na câmara.
A qualidade das imagens capturadas com a câmara traseira não é extraordinária quando comparada com a de outros equipamentos da mesma gama. Não se pode dizer que as imagens sejam fracas, porque não o são, apenas se nota perfeitamente que são de qualidade inferior à concorrência.
Em gravação de vídeo os resultados são positivos tanto em ambientes bem iluminados como mais carentes de luz. A captura de som é também ela excelente, do melhor que já tive oportunidade de testar.
Há ainda que referir que a qualidade da câmara frontal é também ela muito boa, uma câmara interessante para quem gosta de tirar selfies.
Verifique alguns exemplos de fotografias capturadas com a câmara do P8 em diferentes ambientes.




5 – Autonomia
Em termos de autonomia este equipamento leva um ponto negativo. Os 2680 mAh da bateria são claramente insuficientes para este tipo de smartphone. Foram raras as vezes em que a bateria durou até ao final do dia, então nos dias em que se tiram mais fotografias ou se passa um pouco mais de tempo a navegar na Internet do que o habitual, é necessário carregar o P8 antes que o dia acabe.
6 – Veredicto
O destaque deste novo Huawei começa logo na caixa, que é elegante e bem diferente do comum. O design do smartphone é também um factor de destaque, é elegante, com uma construção em metal de grande qualidade.
O desempenho é também muito positivo e no Benchmark Atuntu conseguiu uma fantástica pontuação de 49215, ficando colocado no topo da tabela, à frente do Galaxy Note 4 ou do Meizu MX4.
As duas câmaras fotográficas conseguem resultados bastante bons, com grande destaque para a câmara frontal que consegue um bom equilíbrio de cores, mas é, sem dúvida, em vídeo que estas câmaras se destacam, tanto em imagem como em som, principalmente em ambientes com muito ruído, como um concerto, por exemplo.
O Huawei P8 ficará disponível em Portugal ainda este mês e terá um preço que deverá rondar os 499€, para a versão de 16 GB, enquanto a versão de 64 GB deverá custar cerca de 599€ .
Huawei P8- análise.... é um concorrente sério dos “tubarões” do mercado
Com o novo P8 a Huawei volta a provar que merece um lugar residente no top das melhores marcas de smartphones. Um chassi todo de metal, um design clássico e a elevada performance valem um olhar sério para o P8. E há ainda a considerar o preço.
A marca chinesa não esconde a ambição de estar no top das vendas de smartphones, em volume mas também em valor, e a aposta nos produtos premium é clara e bem definida. Os modelos da linha Ascend P e Ascend M são os iscos de luxo neste ataque a um mercado onde a Apple e a Samsung têm dado cartas, mas onde há ainda muito espaço para a inovação e qualidade.
Prestes a chegar ao mercado português, o Huawei P8 está pronto para desafiar os “tubarões” do mercado de smartphones de topo de gama, e mais uma vez alia a qualidade de fabrico e o design a uma proposta de preço que não deve ser ignorada numa avaliação de compra mais racional. E a verdade é que o smartphone passa nos testes de design, performance e usabilidade com distinção.
O novo topo de gama falhou o momento alto do Mobile World Congress onde a marca só revelou wearables e foi apresentado a 15 de Abril em Londres, cerca de um ano depois do seu antecessor P7, mas regista algumas evoluções significativas, sobretudo ao nível do design, e também uma evolução técnica que só se sente uma utilização mais prolongada.
Neste modelo a Huawei parece ter abandonado (finalmente?) o cognome Ascend e optado apenas pela designação Huawei P8 para simplificar a apresentação. E a simplificação é também uma das marcas do equipamento que apresenta um chassi todo de metal, sem curvas e com um design minimalista onde não faltam os cuidados com os pormenores.
Quase sem moldura a contornar o ecrã de 5,2 polegadas, o P8 torna-se mais fácil de usar com apenas uma mão, contribuindo também para isso o facto de ser mais fino. A espessura é de apenas 6,4 mm e isso torna-o mais “elegante” que o iPhone 6 e o Samsung S6, com a vantagem adicional de não ter lentes salientes que podem ser um problema a prazo.
Apesar da elegância dos pormenores e da qualidade dos acabamentos, a utilização de uma barra de cor em plástico – branca no modelo que testámos, aliás, champagne místico– no topo e na base do equipamento não é visualmente agradável nem atraente. Sem um logotipo, um botão ou um elemento visual esta barra fica demasiado vazia, sem utilidade, e o mesmo se pode dizer da barra de topo na traseira que “suporta” a lente do sensor fotográfico.
A utilização de uma peça única de metal do chassi traz algumas vantagens em termos de durabilidade e resistência a riscos face ao P7, cuja traseira em vidro reflete ao fim de algum tempo uma utilização mais intensiva. Mas há também alguns desafios em termos de qualidade de sinal de rede, que a Huawei garante ter ultrapassado eficazmente, e de blindagem do acesso à bateria, algo que muitos equipamentos de topo de gama já assumiram como quase obrigatório mas que desagrada a muitos utilizadores que querem ter opção de trocar a bateria sempre que lhes apetece.
Pontos positivos para a performance e qualidade de rede
O design pode ser a primeira avaliação que qualquer utilizador faz quando pega num smartphone, mas os mais techies vão querer analisar o desempenho e as especificações, assim como a qualidade de sintonização da rede móvel e Wi-Fi. Até porque no fim de contas isto é que garante a satisfação geral com o uso do equipamento, por mais bonito que seja.
Neste domínio o Huawei P8 conquista muitos pontos positivos. A experiência da marca na área de telecomunicações é bem valorizada no desenvolvimento do telemóvel, que integra um processador Kirin 930 de 64 bits, octa core, uma evolução em relação ao modelo utilizado no P7 que a Huawei garante trazer mais 80% de rapidez.
A verdade é que se sente mais fluidez e melhor desempenho nas aplicações e na mudança entre tarefas, o que é sempre uma melhoria bem-vinda, embora por vezes difícil de notar nas tarefas mais simples. E os 3GB de RAM também ajudam.

A nível de memória as opções ficam entre os 16 e os 64 GB, que não estão totalmente disponíveis mas que podem ser alargados através de um cartão micro SD para quem precisar de alojar toneladas de aplicações, músicas e vídeos.
A capacidade de sintonizar a rede, que é sempre um desafio em modelos de metal, é um dos pontos em que a Huawei investiu mais. A marca desenvolveu o Signal +, evitando alguns desaires que já afetaram a concorrência já mostraram, e a forte experiência da marca no desenvolvimento de soluções e infraestruturas de telecomunicações dá uma boa ajuda para uma performance impecável.
Uma das grandes vantagens é revelada logo na sincronização imediata das células das antenas, mas também no roaming, com aquilo que a Huawei garante ser uma ligação mais rápida do que qualquer outro telefone assim que aterra em solo estrangeiro, algo que conseguimos comprovar.
No geral a Huawei promete com esta tecnologia que há uma forma mais inteligente de utilização das antenas integradas no telemóvel e que o sinal se mantém forte, evitando perdas de chamadas.
Nas ligações destaque também para o WiFi+ que pode ser a salvação do artista num ambiente onde se multiplicam as redes disponíveis: o P8 vai indicar-lhe as que têm melhor sinal, limpando o cenário “ruinoso” que muitas vezes se gera em alguns ambientes e que é normalmente difícil de gerir nos telemóveis.
Uma nota positiva segue também para a bateria, normalmente bastante penalizada com a opção por performance mais elevada e pela qualidade do ecrã. A bateria é de 2.600 mAh e está inacessível a trocas casuais, mas aguenta-se bem a cargas de utilização intensa e maratonas de streaming de vídeo a que a sujeitámos, mantendo-se longe da ficha elétrica durante um dia completo.
A Huawei adicionou também um modo de fast charging, prometendo uma carga completa em três horas, mas não conseguimos validar esta rapidez, mesmo com o carregador integrado no pacote do smartphone.
Vale a pena passar ainda em revista o modo de poupança de bateria que ajusta o uso do CPU e da rede, mas em alguns casos os ganhos em “modo inteligente” não são significativos em relação ao modo normal. Se optar pelo modo ultra é garantido que tem pelo menos o dobro do tempo (prometido) mas ai fica limitado aos mínimos essenciais do smartphone.
Ecrã “médio bom” e câmara à disposição da fotografia rápida
A qualidade do ecrã de 5,2 polegadas pode ser uma desvantagem séria na concorrência direta com alguns topos de gama do mercado, entre os quais o Galaxy S6 e o LG G3 que já têm Quad HD, quando o P8 apresenta ainda um modelo Full HD 1920x1080. A diferença é visível aos olhos mas experimentados mas o ecrã não deixa de apresentar uma qualidade bastante razoável para a visualização de conteúdos multimédia, com as possibilidades de ajuste de temperatura de cor e de luminosidade a mostrarem-se bastante úteis para situações de sol intenso.
Para quem gosta de usar o telemóvel para jogos de gráficos arrojados, ou para ver vídeos, a qualidade do ecrã e a capacidade de resposta são relevantes, mas também o som é um elemento a considerar, mesmo que isso incomode os companheiros de trabalho e vizinhos em viagens de transportes públicos. O P8 mostra um desempenho equilibrado nesta área, com um som poderoso, embora falhe um pouco em algumas áreas de definição que são mais visíveis em peças clássicas.
A aposta da Huawei na fotografia é evidente e mesmo que a lente da câmara traseira não seja saliente nem esteja em grande destaque, a utilização de um sensor de 13 megapixels é uma boa novidade e o desempenho superou as expectativas, sobretudo em comparação com algumas outras câmaras no mercado, como por exemplo a do iPhone 6.
Imagens claras, com excelentes cores, mesmo em modo de macro resultaram em boas fotos, mas quando as exigências de contraste eram maiores o P8 deixou um pouco mais a desejar, acontecendo o mesmo em ambientes mais escuros, apesar das promessas da marca de que diz ter incluído o primeiro sensor do mundo RGBW de quatro cores que deveria melhorar a luminosidade em 32% em situações de iluminação de alto contraste, reduzindo-a em 78% em ambientes de pouca luz.
Os vários modos de captura e edição de fotos, como o time lapse, pintura de luzes (que regista numa única imagem as luzes de tráfego ou o movimento de chamas) e o modo de beleza são funcionalidades com que vai querer brincar em muitas ocasiões, animando conversas com a família e amigos sobre os resultados mais ou menos espantosos das experiências.
Uma funcionalidade a experimentar também é o director mode, que permite controlar até três smartphones Android na captura de um vídeo com diferentes ângulos. Não chegámos a testar mas está na lista para as próximas semanas.
Em relação à câmara fica ainda uma nota para a rapidez com que responde a uma foto espontânea. Mesmo sem um botão dedicado um toque duplo no botão menos do volume aciona a câmara que está pronta em pouco mais de 1,5 segundos e que faz com que esteja sempre a postos. E pode ir clicando para captar todos os momentos de maior animação.
Quem gosta de selfies vai acolher bem a câmara frontal de 8 megapixels e conseguir bons resultados em ambientes bem iluminados. Mas não espere milagres mesmo com o modo beleza ligado.
Funcionalidades bem artilhadas
O Huawei P8 já vem com o Android Lollipop (5.0) pré instalado, como seria de esperar, mas mais uma vez a marca torna o sistema operativo quase irreconhecível com a adição do interface Emotion UI, com que já nos habituou nos modelos anteriores mas que se pode tornar irritante para quem gosta do Android “limpinho”.
As funcionalidades adicionadas podem até relevar-se úteis, e são claramente diferenciadoras, mas as mudanças podem causar estranheza a um utilizador habituado a outros Android, nomeadamente na barra de notificações, que parece uma timeline, e nos próprios ícones de acesso às ferramentas que podem ser difíceis de reconhecer à primeira vista.
A dispensa da arrumação de aplicações do modelo habitual pode mesmo irritar os mais pacientes. Mesmo com a utilização de pastas parece tudo demasiado desarrumado e muitas vezes os ícones mudam de lugar sem justificação aparente.
Mas não é nada que não seja ultrapassado com uns dias de experiência…
Entre as “adições” feitas pela Huawei pode contar com um modo de utilização do smartphone só com uma mão que reduz o ecrã útil para uma zona mais reduzida, na área esquerda ou direita do ecrã, e que se pode tornar uma boa opção, para quem se conseguir habituar.
A Huawei acrescentou também uma funcionalidade interessante para quem está sempre a perder o telemóvel: chama-se Huawei Speech Awareness – Deteção do discurso na versão em português - e basta definir uma mensagem pessoal para localizar o telemóvel. A língua terá de ser o inglês, com sotaque britânico, norte americano ou australiano, e pode treinar a frase sugerida Okay emy.
Depois basta dizer Okay emy para ativar a funcionalidade e juntar a pergunta “where are you” para ouvir a resposta alegre “I’m here” e um toque de som. Pode ser útil mas consigo imaginar algumas situações embaraçosas…
Contas finais
É lógico que a Huawei queira prolongar com o P8 o sucesso que teve com os modelos anteriores. Os dados da empresa indicam que o P6 vendeu mais de 5 milhões de unidades e que nos primeiros seis meses o P7 vendeu mais de 4 milhões e é de esperar que o caminho do P8 seja semelhante face à qualidade do equipamento e ao preço, próximo dos 530 euros.
O teste que fizemos tem um resultado bastante positivo, com o P8 a mostrar uma performance à altura dos tubarões da concorrência e alguns pontos extra na câmara. Quem gosta do design tradicional e não está ainda muito virado para as curvas é um equipamento a considerar seriamente, embora o ecrã não seja tão bom como seria desejável.
Em Portugal o modelo está disponível nas cores champagne e cinza e chega às lojas a meio deste mês de maio com um preço a partir de 529 euros para a versão de 16 GB.
E este preço tem também de ser considerado como uma opção positiva para quem está à procura de um smartphone de topo de gama.



















